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Um ciberdiário para escrever um pouco sobre Música Popular Brasileira
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Segunda-feira, Julho 23, 2007
O virtuosismo de Willians Pereira Tenho ouvido e apreciado, cada vez mais, música instrumental e isso se deve ao virtuosismo, ao talento de um grande violonista e compositor carioca, chamado Willians Pereira. Em suas veias, indubitavelmente, corre música de qualidade. Willians integrou o trio Taluá, juntamente com P. C. Castilho (flautas) e Fábio Luna (percussão), com os quais gravou um Cd homônimo em 2001, distribuído pelo selo Delira Música. Esse álbum incluiu as composições Pê (Willians Pereira), Lago Puelo e Caraça (Ian Guest), Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes), Lôro e Infância (Egberto Gismonti), Divina Luz e Alma Brasileira (Yuri Popoff), Disparada (Theo de Barros e Geraldo Vandré), Lydian Dreams (Victor Assis Brasil) e Os Trapalhões (José Meneses). Os arranjos foram assinados por Willians Pereira, P. C. Castilho, Ian Guest e José Meneses, e o Cd contou ainda com as presenças de Yuri Popoff (baixo), Carlos Rabha (baixo), dentre outros.
![]() No mesmo ano, pela Delira Música, lançou seu Cd solo, intitulado Dom Quixote, em que homenageou essa personagem de Miguel de Cervantes, imortalizada na Literatuta Universal. No repertório, Black Bird (John Lennon e Paul MacCartney), Dia de festa / Rocinante (Adriano Souza e Willians Pereira), Sobre Moinhos e Ventos e Dulcinéia de Toboso (Willians Pereira), Dom Quixote (Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro), Ladeiras de Ouro Preto / Canto de Sancho (Ian Guest e Willians Pereira) e Firts Circle (Pat Metheny e Lyle Mays). Em comemoração aos quatrocentos anos dessa personagem de Cervantes, o Cd foi relançado em 2004, acrescido da faixa Dom Quixote (Cesar Camargo Mariano).
Willians Pereira e a cantora Marianna Leporace lançaram recentemente o Cd A canção, a voz e o violão, em que todas as composições giram em torno desse tema, sendo esse projeto fruto da pesquisa de ambos. A escolha do repertório é de extremo bom gosto, e é visível a completa sintonia da voz privilegiadíssima de Marianna, com o violão majestoso de Willians. Esse trabalho reuniu as composições Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant), Amanheceu, peguei a viola (Renato Teixeira), Cordas de aço (Cartola), Certas canções (Tunai e Milton Nascimento), A voz do dono e o dono da voz (Chico Buarque), Violão (Sueli Costa e Paulo César Pinheiro), Guia de cego (Guinga e Mauro Aguiar), O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), Quem tem a viola (Zé Renato, Claudio Nucci, Juca Filho e Xico Chaves), Uma canção inédita (Chico Buarque e Edu Lobo), Violeiros (Djavan), Voz de mulher (Sueli Costa e Abel Silva) e Viola violar (Milton Nascimento e Márcio Borges). Todos os arranjos foram assinados por Willians.
(Texto publicado originalmente em 23/3/2005) Olivia Hime: um pouco de sua carreira e o Cd Alta Madrugada A cantora e compositora carioca Olivia Hime, no início de sua carreira artística, integrou um grupo vocal juntamente com Miúcha e Telma Tavares. Olivia participou de alguns álbuns de seu marido, o cantor e compositor Francis Hime, tais como Passaredo (Meu homem, Carta e Meu melhor amigo), Se porém fosse portanto (Saudade de amar), Essas parcerias (Qualquer amor) e Álbum musical (Embarcação), álem de marcar presença nos Songbooks Chico Buarque (Amando sobre os jornais), Tom Jobim (O grande amor) e Dorival Caymmi (Balada dos reis das sereias) Seu primeiro disco solo, lançado em 81, pela RGE, foi produzido por Dori Caymmi. Nesse trabalho, reuniu algumas de suas parcerias com Francis Hime, como A tarde, Parintintin, Estrela do mar, Lua de cetim e Três Marias, como também as canções 1789 e Maria Clara (Claudio Cartier e Paulo César Feital), Profunda solidão (Novelli e Cacaso), Dia de festa (Nelson Angelo e Cacaso), Tarde (Márcio Borges e Milton Nascimento), Céu de estio (Paulo Jobim, Danilo Caymmi e Ronaldo Bastos) e Filha mulher (Beto Fogaça e Kleiton Ramil). O Cd Alta Madrugada, de 97, foi distribuído pela Eldorado e é, a meu ver, um de seus mais belos álbuns. O repertório, escolhido por Olivia, é de extremo bom gosto, e incluiu Uma canção perdida e Alta madrugada, compostas por ela e Francis Hime, e ainda as canções Morro Dois Irmãos e Mar e lua (Chico Buarque), Minha desventura (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes), Tristeza e solidão (Baden Powell e Vinícius), Estrada branca e Sem você (Tom Jobim e Vinícius), Passaredo (Francis Hime e Chico Buarque), A rota do indivíduo – ferrugem (Orlando Moraes e Djavan), Voz (Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro), História antiga – Brazilian serenade (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), O sim pelo não (Francis Hime e Edu Lobo) e Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinícius). Djavan participou da faixa Tristeza e solidão; e Milton Nascimento, da canção Voz. Os arranjos foram assinados por Francis Hime, e o Cd contou com as presenças de Adriano Giffoni, Maurício Carrilho, Paulo Sérgio Santos, Andréa Ernest Dias, dentre outros.
(Texto publicado originalmente m 18/3/2005) Áurea Martins: sua trajetória e seu primeiro Cd Nascida no Rio de Janeiro, a cantora Áurea Martins iniciou sua carreira artística na década de 60. Ao longo desses anos, Áurea tem se apresentado em casas noturnas, participou de festivais e dos Songbooks Tom Jobim (Se é por falta de adeus) e Chico Buarque (Atrás da porta), além de outros Cds, como Ivor Lancellotti (Quando essa paixão me dominar), A lua e o Conhaque, de Délcio Carvalho (Melancolia), entre outros. No Cd Bordões, lançado em 90, em comemoração aos 50 anos de João de Aquino, Áurea cantou Barranco, composta por ele e Nei Lopes.
Em 2003, lançou Áurea Martins, seu primeiro Cd, brindando-nos com toda a sua experiência e versatilidade como intérprete. No repertório, Cidade vazia (Baden Powell e Lula Freire), Céu e mar (Johnny Alf), Tarde (Milton Nascimento e Márcio Borges), Morro velho (Milton Nascimento), Peito vazio (Cartola e Elton Medeiros), Guacyra (Hekel Tavares e Joracy Camargo), João Valentão (Dorival Caymmi), Homenagem ao mestre Cartola (Nelson Sargento), Liberdade (Dona Yvonne Lara e Délcio Carvalho), Viagem (João de Aquino e Paulo César Pinheiro) e A voz rouca da crooner (Ivor Lancellotti e Márcio Proença). Nelson Sargento fez participação especial na canção Homenagem ao mestre Cartola, os arranjos foram feitos por João de Aquino, e o álbum contou ainda com as presenças de João Carlos Coutinho (piano e teclado), Neguinho (bateria), Zero (percussão), Flávio Pereira (baixo), Paulinho Trompete (metais), dentre outros. (Texto publicado originalmente me 9/3/2005) Das coisas simples da vida: novo Cd de Vital Lima O paraense Vital Lima, movido pelo prazer de compor e de cantar, lançou Das coisas simples da vida, seu mais novo Cd, que está sendo distribuído pela Outros Brasis. O repertório desse álbum prima pelo bom gosto e percorre estilos, como carimbó, fado, samba-choro e bossa. Os arranjos são refinados, e Vital canaliza toda a sua emoção em belíssimas interpretações.
Vital compôs Marudá, Coraçãozinho, Um outro que não sou eu, Canto de carimbó (com Nilson Chave e Manoel Cordeiro), Das coisas simples da vida (com Nádia Mariano), Castaninha do Pará (com Jamil Damous), Lótus (com Renato Torres), Porcelana (com Lucio Mouzinho), Os sete lados (com Hermínio Bello de Carvalho), Tocar (com Mapyu) e Sobreviventes (com Ronald Junqueiro). O repertório incluiu ainda Tiã Tiã Tiã (Joãozinho Gomes e Walter Freitas) e You and me (Marco André). Nilson Chaves fez participação especial na faixa Canto de carimbó. A produção musical ficou a cargo de Marco André, e o Cd contou também com as presenças de Edgar Matos (piano Rodhes), Márcio Jardim (percussão), Edvaldo Cavalcante (bateria), Adelbert Carneiro (baixolão), Luiz Pardal (bandolim), dentre outros. (texto publicado originalmente em 4/3/2005) Tambor e flor: segundo álbum de Consuelo de Paula Nascida em Minas Gerais, a cantora e compositora Consuelo de Paula reside em São Paulo, há anos, mas nunca se esqueceu de suas raízes. Seu objeto de pesquisa tem sido o folclore mineiro, tendo como tema a Congada e a Folia de Reis. Samba, seresta e baião, de 98, foi o seu primeiro álbum solo, relançado pela Dabliú Discos em 2000. Em 2002, de forma independente, lançou Tambor e flor, seu segundo Cd, reunindo as suas composições Rainha - Tema da cachoeira, Dança do milharal e Samba, seresta e baião (com Cássia Maria), Pedaço de Deus (com Kleber Quintão) e Maria Del Carmem (com Elson Fernandes). As adaptações de Moro na roça e Cacuriás foram feitas por Consuelo de Paula, e o repertório incluiu ainda Rouxinol - Tema de Teutônio (Waldemar Henrique e João de Jesus Paes Loureiro), Deusa da lua (domínio público), De flor em flor (Mario Gil) e Cinco estrelas (domínio público). Esse trabalho foi produzido por Consuelo, e o violonista Mario Gil assinou os arranjos e a direção musical.
(Texto publicado originalmente em 26/2/2005) Iaiá: álbum mais recente de Mônica Salmaso Nascida em São Paulo, Mônica Salmaso vem se firmando no cenário musical como uma das cantoras mais representativas da nova geração. Em Iaiá, lançado em 2004, pela Biscoito Fino, Mônica passeia por composições de diferentes vertentes, brindando-nos com os seus graves inconfundíveis. No repertório, Moro na roça (adaptação de Xangô da Mangueira e Zagaia), Cabrochinha (Mauricio Carrilho e Paulo César Pinheiro), Estrela de Oxum (Rodolfo Stroeter e Joyce), Menina, amanhã de manhã (Tom Zé e Perna), Vingança (Francisco Mattoso e José Maria de Abreu), Por toda a minha vida (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), Assum branco (José Miguel Wisnik), Cidade Lagoa (Sebastião Fonseca e Cícero Nunes), Doce na feira (Jair do Cavaquinho e Altair Costa), Sinhazinha-Despertar (Chico Buarque), Onde ir (Vanessa da Mata), É doce morrer no mar (Dorival Caymmi), Na aldeia (Silvio Caldas, De Chocolat e Carusinho).
Esse trabalho foi produzido por Rodolfo Stroeter, contou com a participação especial de Teresa Cristina na faixa Na aldeia, e teve as presenças dos músicos Mauricio Carrilho, Robertinho Silva, Paulo Bellinati, Toninho Ferragutti, André Mermari, Teco Cardoso, dentre outros. (Texto publicado originalmente em 21/2/2005) Minha missão: parceria de João Nogueira e Paulo César Pinheiro Minha missão (Música: João Nogueira / Letra: Paulo César Pinheiro)) Quando eu canto É para aliviar meu pranto E o pranto de quem já tanto sofreu Quando eu canto Estou sentindo a luz de um santo Estou me ajoelhando aos pés de Deus Canto para anunciar o dia Canto para amenizar a noite Canto pra denunciar o açoite Canto também contra a tirania Canto porque numa melodia Acendo no coração do povo A esperança de um mundo novo E a luta para se viver em paz Do poder da criação Sou continuação e quero agradecer Foi ouvida a minha súplica Mensageira sou da música O meu canto é uma missão Tem força de oração E eu cumpro o meu dever Aos que vivem a chorar Eu vivo pra cantar E canto pra viver Quando eu canto a morte me percorre E eu solto um canto da garganta Que a cigarra quando canta, morre E a madeira quando morre, canta (Texto publicado originalmente em 19/2/2005) Aviso prévio: canção de Clarisse Grova Aviso prévio (Clarisse Grova) Eu tava sozinha Você me chamou Eu tava na minha Você começou. Não grita comigo Não gosto de escândalo Essa ladainha já me infernizou. Eu tava quietinha Aqui, no meu canto Só perdi a linha Porque você provocou. Eu não tô nem aí Se me exponho aos vizinhos Se quer pode ir embora Vai agora Eu nem ligo Vai, mas vai sabendo Que não tem mais volta Eu vou fechar a porta, Mesmo que doendo. Não tem arrependimento Não tem mais lugar Não tem cabimento Tanto desrespeito Tanto sofrimento Eu não vou mais aturar E pra mim pouco importa Se vou jogar fora, Tanto investimento. (Texto publicado originalmente em 18/2/2005) Clarisse Grova e Leandro Braga no Espaço Urca ![]() O palco do Espaço Urca foi ponto de encontro de duas feras da MPB: Clarisse Grova, dona de uma voz poderosa e afinadíssima; e Leandro Braga, um dos pianistas mais virtuosos da nossa música. Clarisse abre o show com Mil corações, parceria de Fernando Gama e Sergio Natureza, que gravou em seu primeiro LP, lançado em 85, pela EMI. O repertório reuniu ainda Reencontro (Moacyr Luz e Aldir Blanc), A linha e o linho (Gilberto Gil), Privação de sentidos (Tavito e Aldir Blanc), Diário de viagem (Tavito e Gilvandro Filho), Flor de ir embora (Fatima Guedes), Bambino (Ernesto Nazareth e José Miguel Wisnik), Dona de castelo (Jards Macalé e Waly Salomão), dentre outras. Como um dos pontos altos desse espetáculo, destaco sua interpretação vigorosa em Tango de Nancy, de Edu Lobo e Chico Buarque.
Clarisse homenageou a violonista e compositora Rosinha de Valença com a canção Clara paixão, de Rosinha, Nonato Buzar e Sarah Benchimol. Como compositora, Clarisse mostrou todo o seu suingue em canções, como O tal trem e Aviso prévio. Ela encheu as nossas almas da mais pura emoção ao apresentar as suas canções Eu gosto e Revista, parcerias com Sarah Benchimol; e os sambas Cravo e ferradura, composto com Cristóvão Bastos e Aldir Blanc; e Sebo, com Sarah e Sandra Pêra. Esse show foi produzido por Marcelo Rocha e contou com as presenças de Tavito, Márcio Lott, Vital Lima, Sarah Benchimol, Beth Lamas, Simone Guimarães, Sanny Alves e Clara Becker. (texto publicado originalmente em 12/2/2005) Passarinho: canção de Lourenço Baeta Passarinho (Lourenço Baeta) Passarinho canta E o que canta É o que aprendeu por lá Veio lá da mata E o que fez foi só cantar Veio revoando e soletrando Uma canção que aprendeu Pelo caminho E os versos eram de arrepiar Feito chuva que cai no mar E até lá tchau Deixa o vento levar Voa, voa. (Texto publicado originalmente em 6/2/2005) Passaredo: parceria de Francis Hime e Chico Buarque Passaredo (Letra: Chico Buarque/ Música: Francis Hime) Ei, pintassilgo Oi, pintaroxo Melro, uirapuru Ai, chega-e-vira Engole-vento Saíra, inhambu Foge asa-branca Vai, patativa Tordo, tuju, tuim Xô, tié-sangue Xô, tié-fogo Xô, rouxinol sem fim Some, coleiro Anda, trigueiro Te esconde colibri Voa, macuco Voa, viúva Utiariti Bico calado Toma cuidado Que o homem vem aí O homem vem aí O homem vem aí Ei, quero-quero Oi, tico-tico Anum, pardal, chapim Xô, cotovia Xô, pescador-martim Some, rolinha Anda, andorinha Te esconde, bem-te-vi Voa, bicudo Voa, sanhaço Vai, juriti Bico calado Muito cuidado Que o homem vem aí O homem vem aí O homem vem aí (Texto publicado originalmente em 30/1/2005) Tavito entre amigos Fotos tiradas no dia do aniversário de Tavito (26 de janeiro), no Restaurante Panorama, no Leblon, Rio de Janeiro.
(Texto publicado originalmente em 29/1/2005) As fronteiras do amor: parceria de Tavito e Zé Rodrix As fronteiras do amor (Letra: Zé Rodrix / Música: Tavito) Fica então combinado (pro mundo seguir seu caminho) que só tem importância o que foi pra valer no coração, e o que tenha ocorrido por tédio angústia ou assédio, não teve valor, porque foi só um jeito-sem-jeito de testar as fronteiras do amor Fica então combinado que nada que se fez sozinho foi assim mais real que uma pedra no lago da ilusão: só desejo de ser desperdício, um resto de vício nascido da dor de sentir que era o único jeito de testar as fronteiras do amor... Porque o amor tem fronteiras, sim. as que a gente entender que tem, como um porto em que se chega pra depois nunca mais voltar.... Porque o amor é um barco a dois onde nunca se rema só e se dorme em pleno mar esperando o nascer do sol.... Fica então acertado que vale, a partir desse instante, o que sempre valeu quando a vida era apenas mais real: arrancadas as ervas amargas o campo prepara, sem medo ou rancor a colheita da flor encantada que ainda se chama amor. (Texto publicado originalmente em 28/1/2005) Tavito: suas composições e parcerias musicais Ao longo de sua carreira, Tavito vem canalizando toda a sua emoção na feitura de lindas canções que, sem dúvida, marcaram várias gerações e estão eternizadas na nossa música. Compôs Minas de encanto, Coração atento e teve como parceiros musicais Zé Rodrix (Casa no campo, Coisas pequenas e Receita de bolo), Ney Azambuja (Aquele beijo, Rua Ramalhete e Olá), Carlos Magno (Água e luz, Bem querer, Na trilha dos amores e Simpatia), Aldir Blanc (Pálida, Picadinho de macho, Profetas, Sensual e Privação de sentidos), dentre outros. Em seu currículo, há novas canções, como As fronteiras do amor (com Zé Rodrix), Descanso (com Paulinho Tapajós), Lua do Capibaribe (com Gilvandro Filho), Igual ao mar (com Alexandre Lemos) e As meninas (com Élder Braga). As parcerias com Luhli (Na beira da canção), Gilvandro Filho (Diário de viagem) e Etel Frota (Ladainha) acabaram de sair do forno. (Texto publicado originalmente em 27/1/2005) O universo poético de Tavito Tavito compôs a linda canção Minas de encanto em homenagem a seu estado natal. Minas de encanto Minas, a terra-mãe mais querida Minas de um povo forte e capaz Minas de amor, de luta e de história, De garra e de glória Encantos gerais Minas do Rio Doce Do Mucuri, do serrado Do velho Chico santificado Do sul de Minas Que atrai e que avança Do norte a esperança E o calor dos metais Riquezas gerais Minas d'água, da cura na fonte Minas das flores de Belo Horizonte Escolho o futuro Porque te amo, te amo demais Ó Minas Gerais Ó Minas Gerais. (Texto publicado originalmente em 26/1/2005) O álbum de estréia de Tavito O cantor, violonista e compositor Tavito, em 80, lançou seu primeiro disco solo, que recebeu elogios de crítica e de público. O álbum incluiu a canção Rua ramalhete, composta por ele e Ney Azambuja que, em 2004, tornou-se hino oficial da cidade de Belo Horizonte.
O repertório reuniu ainda as composições Cowboy (Eduardo Souto e Paulo Sérgio Valle), Você me acende (Ian Whitcomb – versão de Erasmo Carlos), Longe do medo (Ivan Lins, Tavito e Ronaldo Monteiro), Cravo e canela (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), Naquele tempo (Mariozinho Rocha e Renato Corrêa), Começo, meio e fim (Tavito, Ney Azambuja e Paulo Sérgio Valle), A ilha (Sá e Guarabyra), Coração remoçado (Eduardo Souto e Ronaldo Monteiro) e Casa no campo (Tavito e Zé Rodrix). Os vocais desse trabalho foram feitos por Tavito, Marcio Lott, Jane Duboc, Zé Luiz, Regininha, Fabíola e Flavinho Paiva. Gilson Peranzzetta, Paulinho Braga, Márcio Montarroyos, Eduardo Souto e Alexandre Malheiros são alguns dos músicos que marcaram presença nesse disco. (Texto publicado originalmente em 25/1/2005) A vida e a arte de Tavito Os posts do Arte Musical serão dedicados, esta semana, a um grande mestre da Música Popular Brasileira, o nosso mineirinho querido Tavito. Durante esses anos de carreira, participou de festivais, integrou a banda Som Imaginário, atuou como arranjador e produtor de discos e compôs muitos jingles famosos. Em suas veias, corre música de qualidade e muito talento. ![]() Quem o conhece, tem o privilégio de conviver com um pessoa extremamente carismática e sensível, de um coração enorme, em que há espaço para todos. (Texto publicado originalmente em 24/1/2005) A arte musical de Aécio Flávio Mineiro de Belo Horizonte, o instrumentista e compositor Aécio Flávio atuou como arranjador e diretor musical, participou de festivais e compôs para o teatro e cinema. Sua composição Amo, gravada por Chiquinho do Acordeom, rendeu-lhe o Prêmio Sharp em sua terceira edição, na categoria música instrumental. Aécio e Suely Corrêa compuseram a canção Na hora quente do amar, interpretada pela cantora Clarisse Grova, que fez parte da trilha do filme Corpo a corpo, de Iberê Cavalcante. Durante esses anos de carreira, compôs com Eliane Stoducto (Fênix, Menino, Estranha lucidez, Dolores e Sereia), Paulinho Tapajós (Doce, doce), André Carvalho (Canção de perdoar), dentre outros. Clarisse Grova, Jane Duboc, Leny Andrade, Zizi Possi e Emílio Santiago são alguns nomes da nossa MPB que gravaram suas composições. (Texto publicado originalmente em 18/1/2005) O quarto disco do grupo Boca Livre O Boca Livre prima por vocais cuidadosos e afinadíssimos e o repertório do grupo sempre foi escolhido a dedo. Em 83, pela Polygram, lançou o LP Boca Livre, que reuniu as composições Panis et circenses (Caetano Veloso e Gilberto Gil), Choveu (Chico Lessa e Marcio Borges), Doses fatais (Maurício Maestro), Titicaca (Gilberto Gil), Música das nuvens e do chão (Hermeto Paschoal), Ânima (Zé Renato e Milton Nascimento), Menina dos olhos ( Chico Lessa e Maurício Maestro), Lembrança Boa (Lourenço Baeta e Cacaso) e São Francisco (David Tygel). Claudio Guimarães fez a direção musical, Paulinho Pauleira assinou os arranjos vocais, e a produção musical ficou a cargo de João Mario Linhares. (Texto publicado originalmente em 12/1/2005) Francis Hime: suas composições e o álbum Clareando O cantor e compositor carioca Francis Hime dedica-se profissionalmente à música desde a década de 60. Durante todos esses anos, tem dado contribuições significativas à MPB. Quem não conhece as canções Atrás da porta e Trocando em miúdos? Teve como parceiros musicais Vinícius de Moraes (Anoiteceu e Meu coração), Chico Buarque (Amor barato, Maravilha, A noiva da cidade e Luíza), Olivia Hime (Alta madrugada, Luar, Meu melhor amigo e Canção transparente), Paulo César Pinheiro (A grande ausência, Anunciação e Luz da manhã), Cacaso (Cabelo pixaim, Corpo feliz e Patuscada), Milton Nascimento (Homem feito, O farol e Sonho de moço), Edu Lobo (O sim pelo não), Ruy Guerra (Carta e Minha), Toquinho (Doce vida e Palavras cruzadas), Nelson Ângelo (Luz), Fatima Guedes (Movimento da vida), Joyce (Cinema Brasil), dentre outros. Suas composições foram gravadas por nomes da nossa música, como Elis Regina, Chico Buarque, Milton Nascimento, MPB-4, Joyce, Simone, Olivia Hime, Zé Renato, Leila Pinheiro, Zé Luiz Mazziotti, dentre outros. Em 85, pela Som Livre, lançou o LP Clareando, que reuniu algumas de suas canções consagradas, como Clara, Por tudo que eu te amo e Pau-Brasil (com Geraldinho Carneiro), Trocando em miúdos, E se... , Atrás da porta, Vai passar, Pivete, Embarcação e Meu caro amigo (com Chico Buarque), Lua de cetim (com Olivia Hime) e Parceiros (com Milton Nascimento). Esse belíssimo disco contou com as participações especiais de Maria Hime (Lua de cetim) e de Milton Nascimento e Chico Buarque (Parceiros). Toninho Horta, Léo Gandelman, Márcio Motarroyos, Nelson Ângelo, Novelli e Jacques Morelembaum são alguns dos músicos que marcaram presença nesse trabalho. (Texto publicado originalmente em 5/1/2005) Homenagem a Chico Buarque – Parte 1 Nascido no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda gravou em 65, pela RGE, seu primeiro álbum, um compacto simples, contendo as suas canções Pedro Pedreiro e Sonho de um carnaval. Ao longo de sua carreira, participou de festivais, escreveu peças, livros e compôs para o teatro e para filmes. Sua obra musical é marcada pelos mais variados estilos, sendo extremamente respeitada e admirada. Chico é, sem dúvida, um compositor brilhante, um mestre da nossa MPB. Em 78, pela Polygram, lançou o disco Chico Buarque, que incluiu as suas composições Feijoada completa, O meu amor, Homenagem ao malandro, Até o fim, Pedaço de mim, Tanto mar, Apesar de você, Cálice (com Gilberto Gil), Trocando em miúdos e Pivete (com Francis Hime) e Pequeña serenata diurna (com Silvio Rodriguez). Milton Nascimento (Cálice), Marieta Severo e Elba Ramalho (O meu amor) e Zizi Possi (Pedaço de mim) participaram desse álbum, que teve os arranjos assinados por Francis Hime, Magro, Milton Nascimento e Gaya.
(Texto publicado originalmente em 3/1/2005) Domingo, Julho 22, 2007
Lucinha Lins no Espaço Urca
A cantora Lucinha Lins, acompanhada pelo músico Helvius Villela, brindou-nos com um belíssimo show no Espaço Urca, no Rio, em que interpretou algumas composições de seu Cd Canção brasileira, dedicado à obra da compositora Sueli Costa, tais como Vinte anos blue, Dentro de mim mora um anjo e Jura secreta. Ela cantou ainda Senhora liberdade (Nei Lopes), Você e eu e Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), Tango de Nancy (Edu Lobo e Chico Buarque), Folhetim (Chico Buarque) e Nem eu, composta por Cláudio Lins. No show, interpretou também clássicos de Lupicínio Rodrigues, como Felicidade, Nervos de aço, Vingança, Nunca e Volta. No dia 28 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil, Lucinha apresentou-se no Projeto Lupicínio Rodrigues, juntamente com Jorge Moreno, e esse show contou com as participações especiais da cantora Elza Soares e do músico Carlos Malta (sopros). (Texto publicado originalmente em 30/12/2004) A dupla Marianna Leporace e Willians Pereira Nascida no Rio de Janeiro, a cantora Marianna Leporace gravou jingles, atuou em musicais infantis e integrou os grupos vocais Zinnziver, Maite-Tchu, Octopus e O Quinto. Em 2000, Marianna e a pianista Sheila Zagury lançaram o Cd São bonitas as canções, contendo canções que Chico e Edu compuseram para o teatro. Marianna e Alexandre Lemos gravaram o álbum Lucidez, que está disponível para download na Internet. O violonista e compositor carioca Willians Pereira formou juntamente com P. C. Castilho (flautas e sax) e Fábio Luna (percussão) o trio Taluá, com o qual gravou, em 2001, um Cd homônimo. Nesse mesmo ano, lançou o Cd Dom Quixote, dedicado a essa personagem do escritor espanhol Miguel de Cervantes. A belíssima voz de Marianna Leporace e o violão majestoso de Willians Pereira estão registrados no Cd A canção, a voz e o violão, que a dupla lançou recentemente. As composições giram em torno dos temas que dão nome a esse trabalho. Marianna emociona ao fazer interpretações singulares de Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant), Amanheceu, peguei a viola (Renato Teixeira), Cordas de aço (Cartola), Certas canções (Tunai e Milton Nascimento), A voz do dono e o dono da voz (Chico Buarque), Violão (Sueli Costa e Paulo César Pinheiro), Guia de cego (Guinga e Mauro Aguiar), O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), Quem tem a viola (Zé Renato, Claudio Nucci, Juca Filho e Xico Chaves), Uma canção inédita (Chico Buarque e Edu Lobo), Violeiros (Djavan), Voz de mulher (Sueli Costa e Abel Silva) e Viola violar (Milton Nascimento e Marcio Borges). Willians assinou os belíssimos arranjos desse álbum. (Texto publicado originalmente em 20/12/2004) Homenagem a Suely Corrêa Meias partes (Letra: Suely Corrêa / Música: Irinéa Maria) Somos duas meias partes De um mesmo inteiro Quando juntas somos feras Quando a sós cordeiros Somos duas meias partes De um mesmo inteiro Se estamos separados, Nos amamos tanto Se unimos nossos corpos, Vêm a dor e o pranto Somos duas pedras frias No leito do rio Que se chocam, se agridem Num mesmo desvio Somos duas pedras frias No leito do rio Vão rolando com as águas Na mesma direção Lutam pela mesma causa Contra a solidão. (Texto publicado originalmente em 16/12/2004) Folia: o terceiro disco do grupo Boca Livre Em 81, o grupo vocal Boca livre lançou o LP Folia, pela Polygram, contendo as canções Chegou no vento (Vinicius Cantuária e Xico Chaves), Folia e Pirilampo (Lourenço Baeta e Xico Chaves), Se meu jardim der flor e Pena de sabiá (Zé Renato e Xico Chaves), Tudo certo (Zé Renato e Ana Terra), Dia de festa (Nelson Angelo e Cacaso), Alguém cantando (Caetano Veloso), Coração de pai (Maurício Maestro e David Tygel) e Desenredo (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro). Esse álbum contou com a participação especial do grupo MPB4 na faixa Se meu jardim der flor. A direção musical ficou a cargo do Boca Livre, e os arranjos foram assinados por Maurício Maestro. Marcos Ariel, Gilson Peranzzetta, Maurício Carvalho, Danilo Caymmi, Mauro Senise e Robertinho Silva são alguns dos nomes que marcaram presença nesse disco. (Texto publicado originalmente em 11/12/2004) Tributo a Celso Viáfora - Parte 1 O cantor, compositor e violonista paulistano Celso Viáfora iniciou sua carreira artística, participando de festivais e compondo trilhas para o teatro. Em 92, pela Gravadora Outros Brasis, lançou Celso Viáfora, seu primeiro disco solo, que foi relançado em Cd, em 96, pela Dabliú.
Em seu currículo, há belíssimas canções, como Altares, Não vou sair, Arte, Mil maravilhas, Olhando Belém, Água do mar, Canção brasileira, Uma lágrima, Auto-retrato, Mais bonito, Dia lindo, entre outras. Seu maior parceiro musical tem sido Vicente Barreto, com quem compôs, dentre outras, Fruta menina, Por um fio, A notícia, A cara do Brasil, O guri e Antes do amor. Compôs ainda com Guinga (Di menor), Eduardo Gudin (Minha cara no espelho), Elton Medeiros (Mil 7 velas), Rafael Alterio (O perdedor), Carlos Henry e J. Petrolino (Estrela da manhã), Ivan Lins (A cor do pôr do sol, Nada sem você, Rio de maio e De alma e corpo), dentre outros. Celso Viáfora foi gravado por nomes da nossa música, como Nilson Chaves (Não vou sair, Olhando Belém e A notícia), Célia (Não vou sair), Rafael Alterio (O perdedor), Vânia Bastos (Linda de lua), Ney Matogrosso (A cara do Brasil), Ivan Lins (A cor do pôr do sol, Nada sem você e Rio de maio), Nana Caymmi (Só prazer), Lucila Novaes (Não vou sair), Jane Duboc (De alma e corpo) e Nei Mesquita (Antes de você me aparecer). A cantora e compositora Clarisse Grova, em seu show Brasileira, interpretou as canções Uma lágrima e Por um fio. (Texto publicado originalmente em 27/11/2004) A Banda Zil A Banda Zil, formada por Zé Renato (voz e violão), Claudio Nucci (voz e violão), Zé Nogueira (sax soprano e vocal), Ricardo Silveira (guitarra), Marcos Ariel (teclados), João Batista (baixo e vocal) e Jurim Moreira (bateria), atuou no cenário musical de 86 a 91, recebendo inúmeros elogios de público e de crítica. ![]() Em 87, pela Continental, o grupo lançou o LP Zil, que incluiu as composições Tupete (Claudio Nucci e Zé Renato), Benefício e Pegadas frescas (Zé Renato e Hamilton Vaz Pereira), Jequié (Moacir Santos e Aldir Blanc), Suíte gaúcha (Marcos Ariel), Ânima (Zé Renato e Milton Nascimento) e Maromba (Ricardo Silveira e Paulinho Soledade). Esse lindo trabalho contou com as participações especiais de Armando Marçal, Maurício Maestro, Luiz Avellar e Edu Mello e Souza. A direção de produção ficou a cargo de João Mario Linhares, e a produção musical foi assinada por João Batista e Zé Nogueira.
O álbum Zil foi relançado em Cd, pela Polygram americana, nos Estados Unidos, Europa e Japão, acrescido da faixa Zarabatana, de Zé Renato. (Texto publicado originalmnente em 26/11/2004) Tributo a Sergio Natureza – Parte 1 Mil corações (Letra - Sergio Natureza / música - Fernando Gama) Cada canção deve ser Mais uma pérola no meu colar Uma folha trazida no ar Uma estrela caída do céu Toda canção deve ter Alguma coisa de brilho lunar A energia de um dia de sol Todo o lume de um corpo de luz Toda luz, toda cor, toda paz De um rio tranqüilo que dá no mar Afluente do meu coração Nascente de tudo que há de bom Das canções extraí Todo o sumo da fruta do amor Eu bebi da sagrada poção Que me fez ter a revelação Dos meus sonhos de tempos atrás Tornados reais, desatando o nó Hoje eu vivo com as minhas canções São mil corações Que pulsam num peito só. (texto publicado originalmente em 21/11/2004) Bicicleta: o segundo álbum do grupo Boca Livre Em 80, o grupo vocal Boca Livre era formado por Zé Renato, Maurício Maestro, David Tygel e Lourenço Baeta, que substituiu o cantor e compositor Claudio Nucci. Lançaram o LP Bicicleta, de forma independente, que incluiu as composições Bicicleta (Zé Renato), Saci (Paulo Jobim e Ronaldo Bastos), Passarinho (Lourenço Baeta), Boi do Maranhão (Urrou do Boi - Boi do Pindaré - Folclore do Maranhão / Boi Danado - Sérgio Habibe), Arado (Dalmo Medeiros), Nossa dança (Danilo Caymmi e Ana Terra), Um canto de trabalho (Nelson Angelo e Cacaso), As moças (Zé Renato e Juca Filho), Correnteza (Tom Jobim e Luis Bomfá), Neném (Maurício Maestro) e Porto seguro (David Tygel e Marcio Borges). Esse álbum, que ainda não foi remasterizado, teve as participações especiais de Tom Jobim, Naná Vasconcelos, Gordo e Cid de Freitas, contando ainda com as presenças de Nelson Angelo, Paulinho Jobim, Danilo Caymmi, Zé Nogueira, Paulo Guimarães, dentre outros.
(Texto publicado originalmente em 11/11/2004) Sebastião Tapajós e Nilson Chaves Sebastião Tapajós, compositor e violonista da cidade de Santarém, no Pará, dedica-se á música desde muito cedo. Durante sua carreira, já se apresentou ao lado de muitos outros artistas, dentre eles, Hermeto Pascoal, Baden Powell e Sivuca. Em seu currículo, há belíssimas composições, como Belém, Caboclo Benedito, Calunga no Bangulê, Chorinho em ré, Olinda medieval, Prainha, Prelúdio do entardecer, Xingu, entre outras. Teve como parceiros musicais Maurício Einhorn (Alma nômade, Brinde aos boêmios, Ebulição, Espelhos, Jacobiano e Valsa de maio), Billy Blanco (A flauta e Desencanto), Amilton Godoy (Painel), Antonio Carlos Maranhão (Navio gaiola), Hamilton Costa (Poente), entre outros. Nilson Chaves, Jane Duboc, Fafá de Belém e Emílio Santiago são alguns nomes da nossa música que registraram suas composições. O cantor e violonista Nilson Chaves reside no Rio de Janeiro desde a década de 70. Ao longo de sua carreira, apresentou-se juntamente com Vital Lima, Joyce, Flávio Venturini, Ney Matogrosso, entre outros. Como compositor, Nilson nos presenteou com canções, como Pará, Amazônia, Doce veneno, Promissão, Feliz, entre outras. Seus parceiros foram Vital Lima (Flor do destino, Interior e Tempodestino), Jamil Damous (Constelação, Das frutas, Lua e Passarinho e homem), João Gomes (Longe perto e Lábios caboclos), entre outros. Em 97, pela Outros Brasis, Sebastião e Nilson lançaram o Cd Amazônia Brasileira, um lindo registro de dois talentosos artistas da nossa música. O repertório reuniu composições de Sebastião, como Três violeiros, Catirimbó, Navio gaiola (com Antonio Carlos Maranhão), Igapó e Barueri. De Nilson, há as canções Da minha terra (com Jamil Damous), Olho de boto (com Cristóvam Araújo), Fazendinha e Sabor açaí (com João Gomes) e Flor do destino (com Vital Lima). Esse trabalho incluiu ainda Tamba-tajá, de Waldemar Henrique, e Não vou sair, de Celso Viáfora. Os arranjos desse álbum foram feitos por Sebastião Tapajós e Nilson Chaves. (Texto publicado originalmente me 3/11/2004) Belém cheia de Bossa Os artistas paraenses não só produzem música regional, como também outras vertentes musicais, e uma prova disso é o Cd Belém cheia de Bossa, uma coletânia de compositores paraenses, influenciados direta ou indiretamente pela Bossa Nova. Esse lindo trabalho, gravado em 99, é um projeto de Nêgo Nelson e teve a direção musical assinada por Pedrinho Cavalléro e Marco André Oliveira.
O repertório reuniu as composições Pretexto (Pedrinho Cavalléro e Jorge Andrade), Igual ao que não foi (Vital Lima e Hermínio Bello de Carvalho), Atalaia (Guilherme Coutinho), Belém cheia de Bossa e Tinhoso (Nêgo Nelson), Mãe Maria (Maria Lídia), Nada igual (Almirzinho Gabriel), Tempo de amar (Zeca de Campos Ribeiro), Um tenor na baía (Marco André), Cheiro Bossa (Galdino Pimenta e Paulo Sérgio Valle), Olhares de Caim (Maria Lídia e Renata Pantoja), O bar (Reginaldo Cunha) e Flor do grão Pará (Chico Sena). As interpretações das canções desse álbum foram feitas por Pedrinho Cavalléro, Vital Lima e Clarisse Grova, Leila Pinheiro, Olivar Barreto, Marco André e Claudio Nucci, Heliana Jatene, Maca Maneschy, Lany, Albinha, Andréa Pinheiro e Gabriela Pinheiro. Pedrinho Cavalléro, Marco André, Humberto Araújo e Nêgo Nelson fizeram os arranjos desse trabalho, que contou também com as presenças de músicos, como Ney Conceição, Wilson Meireles, Itamar Assieri, Gilson Peranzzetta e Roberto Menescal. (Texto publicado originalmente em 27/10/2004) Andréa Pinheiro e o grupo Galo Preto A cantora e instrumentista paraense Andréa Pinheiro, filha do violonista Everaldo Pinheiro, dedica-se à música há 16 anos. Durante sete anos, foi cantora oficial da Amazônia Jazz Band e integrou ainda o quarteto Ânima, juntamente com Floriano (violonista), Paulo Assunção (percussão) e Adelbert Carneiro (contrabaixo). O grupo carioca de choro Galo Preto surgiu em 75 e é formado por Afonso Machado (bandolim), Alexandre Paiva (cavaquinho), Bartholomeu Wiese (violão de seis cordas), João Alfredo Schleder (percussão), José Maria Braga (flauta) e Marcos Farina (violão de 7 cordas). Andréa Pinheiro e o Galo Preto lançaram o Cd Diz que fui por aí, lindo registro de sambas imortalizados da nossa música. No repertório, Zé Kéti (Opinião), Zé Kéti e Hortência Rocha (Diz que fui por aí), Silvio Caldas e Orestes Barbosa (Chão de estrelas), Jayme Florence e Augusto Mesquita (Molambo), Chico Buarque (Meu guri e De volta ao samba), João Bosco e Aldir Blanc (Incompatibilidade de gênios), Assis valente e Augusto Mesquita (Fez bobagem), Wilson Batista e Henrique de Almeida (Louco), Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves (Cadeira vazia), Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho (Pressentimento), Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso (Luz negra), Cartola e Oswaldo Martins (Sim), Baden Powell e Vinícius de Moraes (Tem dó), Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho (Sei lá, Mangueira) e Caetano Veloso (Desde que o samba é samba). A produção, a direção musical e os arranjos desse trabalho ficaram a cargo de Afonso Machado.
(Texto publicado originalmente em 26/10/2004) O disco de estréia de Leila Pinheiro A cantora Leila Pinheiro iniciou sua carreira artística em 80 com o show Sinal de Partida, apresentado no Teatro da Paz, em Belém. Participou do Festival dos festivais, promovido pela Rede Globo em 85, defendendo a canção Verde, de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto, que lhe rendeu o prêmio de cantora revelação, tornando-a conhecida do público. Em 83, de forma independente, lançou Leila Pinheiro, seu álbum de estréia, produzido por Raymundo Bittencourt. O repertório reuniu as canções Tudo em cima (Tunai e Sergio Natureza), Bons amigos (Toninho Horta e Ronaldo Bastos), Vai ficar no ar (Gilson Perazzetta, Ana Terra e João Cortez), Coração vagabundo (Caetano Veloso), Falando de amor e Espelho das águas (Tom Jobim), A porta (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), Lua de cetim (Francis Hime e Olivia Hime), Mãos de afeto (Ivan Lins e Vitor Martins), Passarinha (João Donato e Martinho da Vila), Cão sem dono (Sueli Costa e Paulo César Pinheiro) e Nossa rua (Alberto Arantes e Paulinho Tapajós). Os arranjos foram feitos por Luiz Avellar, Alberto Arantes, Dori Caymmi e Francis Hime, e esse trabalho teve as presenças dos músicos Tom Jobim, Tunai, João Cortez, Toninho Horta, Gilson Peranzzetta, Lincoln Olivetti, Jacques Morelembaum, Márcio Malard, Hélio Capucci, dentre outros.
(Texto publicado originalmente em 25/10/2004) Fafá de Belém: o seu álbum Água Em 73, a cantora Fafá de Belém iniciou sua carreira artística. Dois anos depois, pela gravadora Polydor, lançou o compacto Emoriô, seu primeiro trabalho solo, registrando as canções Naturalmente (João Donato e Caetano Veloso) e Emoriô (Gilberto Gil e João Donato). Participou dos Songbooks Gilberto Gil (Preciso aprender a ser só), Vinícius de Moraes (Serenata do adeus) e Dorival Caymmi (Peguei um Ita no norte).
Em 77, pela gravadora Phonogram, lançou o LP Água, que recebeu elogios de público e de crítica. Esse belíssimo álbum, já relançado em Cd, incluiu as composições Pauapixuna e Foi assim (Paulo André e Ruy Barata), Araguaia (Rinaldo Barra), Leilão (Hekel Tavares e Joracy Camargo), Cordas de espinhos (Luiz Coronel e Marco Aurélio Vasconcelos), Canção passarinho (Luiz Violão), Ontem ao luar (Catulo da Paixão Cearense e Pedro Alcântara), Raça e Sedução (Milton Nascimento e Fernando Brant), Cidade pequenina (Caetano Veloso e Roberto Menescal), O andarilho (Dalton Vogeler e Orlando Silveira) e Ave Maria dos retirantes (Alcivando luz e Carlos Coqueijo). (Texto publicado originalmente em 24/10/2004) A voz e as canções de Marco André Nascido em Belém, o cantor, compositor, instrumentista e arranjador Marco André, ao longo de sua carreira, participou de importantes festivais, atuou como produtor de discos, escreveu jingles publicitários e foi gravado por nomes da nossa música, como Jane Duboc, Fatima Guedes, Leila Pinheiro, dentre outros. Compôs Um tenor na baía (instrumental), Carnal, Coisas de urano e juventude e Tao (com Vital Lima), dentre outras. Em seu Cd Marco André - 20 anos, gravado no Rio, fez uma retrospectiva de sua carreira, registrando as suas canções Rosa Blue, Valente, Farol, Ultrasonoragrafia, Terra à vista (com Alfredo Oliveira e Paulo César Feital), Lombras e manhãs (com Almirzinho Gabriel), Dor de amor (com José Maria Vilar) e Olhar pirata (com Chico Sena). O repertório desse belíssimo álbum incluiu ainda Mistério e compromisso (Dudu Falcão), Roda do bem querer (Alfredo Oliveira), Varanda (Almirzinho Gabriel, Alcyr Guimarães e Manoel Cordeiro), Nada igual (Almirzinho Gabriel / dedicada a Vital Lima) e Meu bem meu mal (Caetano Veloso). Esse trabalho foi produzido por Marco André e contou com as participações especiais do Grupo Puxadores do Samba (Dominguinhos do Estácio, Serginho do Porto, Wantuir, Jackson Martins e Preto Jóia), de Claudio Nucci e de Gilson Peranzzetta. Robertinho Silva, Ney Conceição, Paulinho Soledade, Carlos Malta, Proveta, Marcelo Bernardes, Marcos Amma e Wilson Meireles são alguns dos músicos que fizeram parte desse álbum.
(Texto publicado originalmente em 22/10/2004) Tudo Índio: excelente álbum de Nilson Chaves O cantor, compositor e violonista Nilson Chaves iniciou-se profissionalmente na música, participando de festivais e compondo para peças teatrais no Pará. Em 81, lançou Dança de tudo, seu primeiro álbum, e, ao longo de sua carreira, sempre foi fiel às suas raízes, registrando ritmos do norte. Compôs Clara lucidez, Vagalume, Amazônia, Graviola, Feliz, dentre outras. Teve como parceiros musicais Vital Lima (Tempodestino, Flor do destino e Chama), Jamil Damous (Toca Tocantins, Constelação sentimental), Cristóvam Araújo (Olho de boto), Joãozinho Gomes (Longe perto e Sabor açaí), Flávio Venturini (Cigana Lua e Nós dois aqui), Celso Viáfora (Alma menina), dentre outros. Em 95, pela Outros Brasis, Nilson lançou Tudo índio, belíssimo álbum que reuniu composições de sua autoria, como Destino Marajoara, Vê se não demora (com Vital Lima), O portador e A lua de Lumiar (com Jamil Damous), Fazendinha e Lábios caboclos (com João Gomes) e Memória da tribo (com Eliakin Rufino). Esse trabalho incluiu ainda Tudo índio (Eliakin Rufino), Marapatá (Armando de Paula e Aníbal Beca), Wapixanua (Neuber e Zeca preto), Sentimentos cintilantes (Célio Cruz e Eliakin Rufino), Petisqueiro (Eudes fraga e Renato Gusmão), Das águas e das matas (Torrinho e Aníbal Beça), A sereia, a tainha e a tintureira (Agripino Almeida da Conceição "Mestre Agripino"), Na minha juventude (Raul Torres e Julio Fowler) e Sonha Tica (Orestes Mourão).
Nilson Chaves e Fernando Carvalho assinaram a produção musical desse álbum, que teve as presenças dos músicos Pantico, Marcelo Mariano, Fernando Merlino, Mapyu, dentre outros. (Texto publicado originalmente em 21/10/2004) A música paraense na voz de Jane Duboc Cabocla Bonita (Folclore do Pará)
Nascida em Belém, a cantora Jane Duboc reside na região sudeste há anos, mas nunca se esqueceu de suas raízes e, em 98, ao lado do compositor e instrumentista paraense Sebastião Tapajós, lançou o Cd Da Minha Terra, um lindo registro de algumas canções representativas do Estado do Pará.
No repertório, Da minha terra (Nilson Chaves e Jamil Damous), Uirapuru (Waldemar Henrique), Igapó (Sebastião Tapajós), Roda do bem querer (Alfredo Oliveira), Cabocla bonita (Folclore paraense), Luz de lampião (Nilson Chaves e Joãozinho Gomes), Boi-bumbá (Waldemar Henrique), A flauta (Sebastião Tapajós e Billy Blanco), Azulão (Jayme Ovalle), Indauê Tupã (Paulo André e Ruy Barata), Pergunte o que quiser (Galdinno Pena), Tempodestino (Nilson Chaves e Vital Lima), Tambor de couro (Ronaldo Silva), Tempo de amar (De Campos Ribeiro), Bom dia Belém (Edyr Proença e Adalcina Camarão) e Barueri (Sebastião Tapajós). Esse trabalho contou com as participações especiais de Altamiro Carrilho e Dominguinhos, com quem Jane fez dueto na canção Tempodestino. Os arranjos foram feitos por Jane Duboc, Sebastião Tapajós, Arismar do Espírito Santo e Marco André, e o álbum teve ainda as presenças dos músicos Robertinho Silva e Proveta. (Texto publicado originalmente em 20/10/2004) A homenagem a Vital Lima Urutaí (Letra - Vital Lima / música - Zé Renato)
Vital Lima, importante artista da música paraense e brasileira, em 2001, foi homenageado por seus amigos no emocionante show Canto Vital, que fez uma retrospectiva dos 25 anos de sua carreira, fazendo-lhe uma belíssima homenagem. Esse espetáculo foi apresentado em Belém e registrado em Cd, contando com as presenças de grandes intérpretes, como Suelene, Nicinha e Daniel Araújo (Pastores da noite), Marco Monteiro (Caso), Daniel Araújo (Olhar cigano e Porcelana), Andréa Pinheiro (Urutaí e Amor de lua), Leila Chavantes (Mundano e Arame farpado), Jacely Duarte (Açaizeiro), Simone Almeida (Leopardo e Chão do caminho), Lucio Mouzinho (Tao), Nilson Chaves (Tempodestino), Floriano (Bye, bye, Linda e Cobra traiçoeira), Ruthinha Neves (Outro interior), Julio Freitas (Murici), Mario Mouzinho e Ivan Cardoso (Safado) e Pedrinho Cavallero (Vê se não demora). O álbum incluiu a faixa-bônus Círios, interpretada por Vital Lima. A direção musical do show e do disco ficaram a cargo de Adelbert Carneiro, e o músico Luiz Pardal fez participação especial nas canções Chão do caminho e Círios. Ismaelino Jr., Edgar Matos e Esdras de Souza são alguns dos instrumentistas que participaram desse trabalho.
(Texto publicado em 19/10/2004) A arte musical brasileira De tempo em tempo, o meu blog focará a arte musical de um determinado estado brasileiro, mostrando toda a riqueza de estilos e ritmos, que marcam a nossa música. Esta semana, é a vez do Pará, em que se destacam muitos cantores, compositores e instrumentistas no cenário musical do nosso país. Seus representantes cantam as belezas locais, sua cultura e outros temas do cotidiano, produzindo não só música regional, como também diversas vertentes musicais. Show que marca a volta de Tavito aos palcos O cantor e violonista Tavito, exímio compositor da nossa Música Popular Brasileira, há bastante tempo não fazia shows. No dia 30 de setembro, apresentou no Panorama, no Leblon, o espetáculo O primeiro sinal, que marca a sua volta aos palcos.
Tavito, ao violão, acompanhado pelos músicos Rocknaldo e Felipe Eyer, relembrou algumas de suas composições, como Gostosa, Casa no campo (com Zé Rodrix), Água e luz (com Ricardo Magno), o tango Sensual (com Aldir Blanc), Um certo filme (com Rocknaldo), O dia em que nasceu nosso amor (com Luiz Carlos Sá), O primeiro sinal, Começo, meio e fim e Rua ramalhete (com Ney Azambuja) e Longe do medo (com Ivan Lins e Ronaldo Monteiro). Ele cantou ainda Cowboy (Eduardo Souto Neto e P. S. Valle), Sábado (Fredera) e Naquele tempo (Mariozinho Rocha e Renato Corrêa). O show contou com as participações especialíssimas de Clarisse Grova e Marcio Lott, duas feras da nossa música, que cantaram composições de Tavito. Clarisse interpretou Minas de encanto e as canções Privação de sentidos e Pálida, ambas com Aldir Blanc. Marcio apresentou Coração atento, Descanso (com Paulinho Tapajós) e As meninas (com Élder Braga). Memeca Moschkovich, Tânia Méliga e Nana Soutinho, da Wicca Arte e Talento, assinaram a produção desse belíssimo show. ![]() (Texto publicado originalmente em 15/10/2004) Clarisse Grova e convidadas A cantora e compositora Clarisse Grova voltou, mais uma vez, a se apresentar no Partitura, recebendo agora as convidadas Beth Lamas, Sarah Benchimol e Sandra Pera. O show aconteceu no dia 26 de setembro, e Clarisse nos brindou inicialmente com Antinome, bela composição de Chico César. Ela cantou algumas de suas parcerias musicais, como Lua ardente (com Carlota Marques), o samba Orlando e Ivete (com Paulo César Feital) e Marrento (com Felipe Radicetti). O repertório incluiu ainda Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque), Palavra de mulher (Chico Buarque), Privação de sentido (Tavito e Aldir Blanc), Não te amo mais (Fatima Guedes), Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva), Fênix (Flávio Venturini e Jorge Vercilo) e Um móbile num furacão (Paulinho Moska), a meu ver, um dos pontos mais altos do espetáculo. ![]() Clarisse e Beth Lamas cantam Aviso prévio, acompanhadas por João Cantiber ![]() Clarisse Grova, Sandra Pera e Sarah Benchimol cantam Tudo para o alto Clarisse cantou sua composição Aviso prévio com Beth Lamas e, depois, dividiu o palco com Sarah Benchimol, apresentando com ela Eu gosto, canção que escreveram juntas. Sandra Pera e Sarah Benchimol compuseram Tudo para o alto e cantaram-na ao lado de Clarisse. (Texto publicado originalmente em 13/10/2004) Sinais: o segundo álbum de Zé Luiz Mazziotti O cantor, violonista e compositor Zé Luiz Mazziotti, ao longo de sua carreira, vem nos presenteando com sua voz aveludada e inconfundível, canalizando toda a sua emoção em interpretações intensas e marcantes. Em 81, de forma independente, lançou Sinais, seu segundo álbum solo, que lhe rendeu o prêmio Chiquinha Gonzaga, como uma das dez melhores produções daquele ano. No disco, Zé incluiu composições de sua autoria, como Menino de rua, composta com Mily; Culpas e razões, com Ana Terra; e Sinais, com Sergio Natureza, seu maior parceiro musical. Nesse trabalho, cantou ainda Mesa redonda (Baden Poweli e Paulo César Pinheiro), Trilha sonora (João Bosco e Aldir Blanc), Horas de dor (Lourenço Baêta e Aldir), Meu bem querer (Djavan), Amigos (Joyce), Pra você ver (Ronaldo Monteiro e Ivan Lins), Presença (Elodi) e Tanto que aprendi de amor (Fatima Guedes). Os arranjos desse belíssimo disco foram feitos por Gilson Peranzzetta e Antonio Adolfo, e a produção foi assinada por Cesare Benvenuti.
Hoje é aniversário do Zé Luiz, e desejo a ele saúde e muita música. (Texto publicado originalmente em 11/10/2004) Vital Lima: seu canto, suas canções e parcerias Nascido no Pará, na cidade de Belém, o cantor, violonista e compositor Vital Lima dedica-se à música desde muito cedo. Dono de uma voz privilegiada e singular, iniciou sua carreira artística em 74, participando do I Festival de Música e Poesia Universitária Paraense com a canção Por tua causa nº 2, interpretada por Fafá de Belém. Em seu currículo, há belíssimas canções, como Açaizeiro, Bye, bye linda, Noites de verão, Muruci, Amor de lua, Porcelana, dentre outras. ![]() Vital teve como parceiros musicais Hermínio Bello de Carvalho (Pastores da noite, Balaio, Romanceiro e Tal qual eu sou), Nilson Chaves (Tempodestino, Da paixão e Interior), Marco André (Carnal, Olhar cigano e Tao), Sergio Limaneto (À seu jeito), Sergio Rocha e Sidney Pinon (Disfarce), Zé Renato (Urutaí), entre outros. Jane Duboc (Tempodestino), Zé Renato (Urutaí), Simone (Disfarce), Emílio Santiago (Amor de lua), Boca Livre e Joyce (Açaizeiro) e Marisa Gata Mansa (Leopardo) são alguns nomes da nossa Música Popular Brasileira que registraram suas composições. Em 92, Vital e Nilson Chaves gravaram, em vinil, Waldemar, disco dedicado à obra do compositor Waldemar Henrique. Dois anos depois, pela Outros Brasis, relançaram comercialmente esse trabalho em Cd, considerado na época, pelo jornal O Globo, um dos dez melhores álbuns do ano. Esse álbum primoroso reuniu as canções Abá-logum, Abaluaiê, No jardim de oeira, Sem seu, Boi-bumbá, Tamba-tajá, Adeus, Uirapuru, Hei de morrer cantando, Coco peneruê, Foi boto, sinhá!, Manha-nungara e Curupira. Os arranjos são belos e cuidadosos e ficaram a cargo de Vital, Nilson Chaves, Fernando Carvalho e Fernando Merlino. Marcelo Mariano, Pantico, Marcos Amma e Daniel Garcia são alguns músicos que marcaram presença nesse trabalho, que teve a produção assinada por Nilson Chaves e Fernando Carvalho.
(Texto publicado originalmente em 10/10/2004) Partitura recebe o grupo Mulheres de Antenas Nina Joh, Vytória Rudan e Andréa França, integrantes do grupo vocal Mulheres de Antenas, apresentaram-se no Bar Partitura, na Lagoa, fazendo dois belíssimos shows. Abrem esses espetáculos, cantando Noite do prazer, do cantor e compositor Claudio Zoli. Elas incluíram ainda Me sento na rua (Ana Carolina e Vanessa da Mata), O mundo (André Abujamra), Mais uma vez (Renato Russo e Flávio Venturini), Pagu (Rita Lee e Zélia Duncan), Paciência (Lenine e Dudu Falcão), Meu sangue ferve por você (M. Pancol, J Arel e C. Carrere - versão de Serafim Costa Almeida). Nos shows, cada uma fez uma canção solo. Andréa cantou Chico Buarque (Gota d'água), Nina interpretou Djavan (Pétala), e Vytória apresentou a canção Codinome beija-flor (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinalno Arias). Como pontos altos, destaco Tango de Nancy (Edu Lobo e Chico Buarque), De repente (Carlota Marques) e Meias partes (Irinéa Maria e Sueli Corrêa). (Texto publicado originalmente em 8/10/2004) Show que marca a retomada de Luhli à sua carreira solo A cantora, compositora e instrumentista Luhli, ao longo de sua carreira, tem contribuído significativamente para a Música Popular Brasileira. Pesquisadora de ritmos e instrumentos percussivos, suas composições são marcadas por uma variedade de estilos musicais. Atuou também como arranjadora, diretora musical de shows e discos e compôs para trilhas sonoras. No dia 22 de setembro, no Panorama, no Leblon, fez o pré-lançamento de seu primeiro Cd solo, que sairá brevemente, inaugurando um novo selo, chamado Flautim 55, do qual será madrinha. Seu show primou pela escolha acertada do repertório, pela afinação perfeita e por interpretações maduras e precisas de uma cantora que tem anos de experiência. Ao violão, ela nos presenteou com canções de sua autoria, como Clave de sol, Chega mais, Natalina, Vó de açúcar, De outra maneira e Meio era uma vez (com Luiz Alfredo Millecco), Junkie e Taiwan (com Alexandre Lemos), Antiga (com Danilo Lemos), Fala (com João Ricardo), Bandolero (com Lucina), Em fuga e Desencadear (com Alzira Espíndola) e Vida manera (com Tatiana Rocha). Apresentou ainda Chore-me um rio, belíssima versão que fez para Cry me a river. No bis, interpretou mais três de sua canções: Deixa o tempo dizer, Karma (com Alexandre Lemos) e O vira (com João Ricardo). Fotos de Samuel Andrade_______
Clique nas fotos para vê-las maiores O violonista Antonio Borges fez participação especialíssima no show, que também contou com as canjas de Silas Sarmento, interpretando Aparece, sua parceria com Luiz Alfredo Millecco, e Vital Lima, que cantou Porcelana, assinada por ele. O roteiro e os arranjos ficaram a cargo de Luhli, Marcelo Rocha assinou a produção musical e Júlia Borges fez as artes gráficas. (Texto publicado originalmente em 30/9/2004) Tributos a Elis Regina - Parte 2 Samba pra Elis (Joyce e Paulo César Pinheiro)
e quando ouviu, não quis nem copiar raio de luz que passa uma só vez mas que deixa um sagrado som no ar não tem mais nem pra nós nem pra vocês essa voz que o Brasil amou demais feito estrela voltou pro céu talvez ou foi cantar pros Orixás. Nascida na cidade do Rio de Janeiro, a cantora e instrumentista Joyce, uma das melhores e mais atuantes compositoras da nossa MPB, lançou seu primeiro LP solo em 68. Em seu currículo, há canções de sua autoria, como Feminina, Monsieur Binot, Mulheres do Brasil, Quadrantes, Peixe estrela, Minha gata Rita Lee, Duas ou três coisas, Fã da Bahia, Mistérios e Rodando a baiana (com Maurício Maestro), Da cor brasileira (com Ana Terra), dentre outras. Joyce gravou em 98, pela Pau Brasil, o Cd Astronauta, em que fez uma homenagem à inesquecível Elis Regina. No repertório, canções que ganharam registro de Elis, como Canto de Ossanha (Banden Powell e Vinícius de Moraes), Upa neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri), Morro velho (Milton Nascimento), Aquarela do Brasil (Ary Barroso), O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), Astronauta - Samba da pergunta (Pingarilho e Marcos Vasconcelos), Oriente (Gilberto Gil), Folhas secas (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), Querelas do Brasil (Maurício Tapajós e Aldir Blanc), Menino das Laranjas (Theo de Barros), Essa mulher (Joyce e Ana Terra), Na batucada da vida (Ary Barroso e Luiz Peixoto) e Waters of march (Tom Jobim). Esse álbum traz também Samba pra Elis, parceria de Joyce e Paulo César Pinheiro. Joyce faz dueto com Dori Caymmi nas faixas O cantador e Waters of march. A direção musical foi de Rodolfo Stroeter, que ainda assinou a produção ao lado de Kazuo Yoshida. Esse trabalho teve as presenças dos músicos Tutti Moreno, Guello, Mulgrew Miller, Renee Rosnes, Joe Lovano, dentre outros.
(Texto publicado originalmente em 28/9/2004) Pagode Jazz Sardinha's Club e Clarisse Grova ![]() A banda Pagode Jazz, formada em 97 em homenagem ao Beco das Sardinhas, tradicional reduto da boemia carioca, é constituída pelos instrumentistas Eduardo Neves (sax e flauta), Rodrigo Lessa (bandolim e bandarra), Roberto Marques (trombone), Bernardo Bosísio (violão e guitarra), Edson Menezes (baixo), Marcos Esguleba (percussão) e Xande Figueiredo (bateria). Músicos refinados, o grupo passeia por estilos e ritmos musicais variados, como jazz, funk, samba, choro e maxixe. Em 99, o grupo lançou o seu primeiro Cd, que recebeu elogios de público e crítica, reunindo as músicas Transmestiço, Noites de Gafuá, Pagode Jazz Sardinha's Club, Carinhoso, A história de um valente, Fertilidade, Regae por nós, Maxixe Paizinho!, Luz negra e Jongo aliança.
Sardinhas, o álbum mais recente da banda, lançado em 2004, rendeu a eles o prêmio Tim de melhor grupo instrumental brasileiro. No repertório, Chave de cadeia, Clube savana, Pagode Jazz Sardinha's Club, Samba castiço, Joana Francesa, José do Egito, O dia em que Ela chegou, Suíngue envolvente, Gente da ilha, Maxixe, Neném, Choro transgênico, Chorinho da Gafieira, Não mais disso, Faixa amarela, O feijão de Dona e Olhos de D'Álém-mar. Esse trabalho contou com a participação especial do cantor e compositor Zeca Pagodinho.
O grupo Pagode Jazz se apresentou no Bola Preta, na Cinelândia, dia 21 de setembro, acompanhado pela cantora e compositora Clarisse Grova, e fizeram um supershow. Eles tocaram Só danço samba, Maracangalha, Samba castigo, Chorinho gafieira, Chave de cadeira, Transmestiço, Pagode Jazz Sardinha's Club, Na Glória, Rala Coxa, Damas grátis, Chorinho para você, Luz negra, Noites de Gafuá, Gente da lha Mumbaba e Noites cariocas. Intérprete versátil e dona de uma linda voz, Clarisse nos brindou com sambas clássicos, como Faceira, Minha, Barracão, Se queres saber, Rosa morena, Se você jurar, Timoneiro, Coração leviano, 50 anos, Canto de Ossanha, Falsa Baiana, Conversa de Botequim, Nega Dina, Diz que fui por aí, Dança da solidão, Incompatibilidade de gênios, A flor e o espinho, Sem compromisso, Deixa a menina, Folhas secas, Vou deitar e rolar, O sol nascerá e Canto das três raças. (Texto publicado originalmente em 27/9/2004) Clarisse Grova sobe ao palco do Partitura Traduzir em palavras toda a grandeza vocal de Clarisse Grova não é nenhum pouco fácil. Sua interpretação é uterina, apaixonada, divina, e todos se rendem ao seu enorme talento. No último domingo, 19 de setembro, Clarisse se apresentou no Partitura e fez um lindo show, em que foi acompanhada pelo violão virtuoso de João Cantiber. No repertório, incluiu algumas de suas composições, como Aviso prévio, Orlando e Ivete (com Paulo César Feital), Lua ardente (com Carlota Marques), Marrento (com Felipe Radicetti) e Eu gosto (com Sarah Benchimol). Clarisse cantou ainda Antinome (Chico César), Privação de sentidos (Tavito e Aldir Blanc), Palavra de mulher (Chico Buarque), Um móbile num furacão (Paulinho Moska), Não te amo mais (Fatima Guedes), Jura secreta (Sueli costa e Abel Silva) e Fênix (Flávio Venturini e Jorge Vercilo). O cantor Marcio Lott fez dueto com Clarisse em Choro Bandido (Edu Lobo e Chico Buarque) e em Dois opostos, parceria dela com Feital. Isadora Medella, uma das integrantes do grupo As Chicas, apresentou a sua canção Vazio, cantando-a com Clarisse, e interpretaram ainda Tempo afora, de Fred Martins. No próximo domingo, Clarisse se apresentará novamente, no Patitura, às 20h, tendo as presenças de Beth Lamas e Sarah Benchimol. Esse espetáculo é imperdível. Fotos de Samuel Andrade_______
Clique nas fotos para vê-las ampliadas (texto publicado originalmente em 21/9/2004) A música de Fernando Leporace Nascido no Rio de Janeiro, o compositor, instrumentista e arranjador Fernando Leporace iniciou na música profissionalmente em 65, integrando o grupo Manifesto, ao lado de Gracinha Leporace, Lucinha (hoje Lucina), Mariozinho Rocha, Guto Graça Melo, Augusto César Pinheiro, entre outros, com os quais gravou dois álbuns. Ele integrou também o grupo vocal e instrumental Vox Populi, formado por Helvius Vilela, Guto Graça Melo, Laudir de Oliveira, Amauri Tristão, dentre outros. Fernando nos brindou com as composições África, Aldeia, Brasil dá samba, Camaleão, Canção de esperar você, Mil cores, Pra vida inteira, Quero saber agora, entre outras. Ao longo de sua carreira, teve como parceiros musicais Marianna Leporace (Até a noite acabar), Alexandre Lemos (Navegante), Joyce (Coração de criança), João Medeiros (Em tempo), Mariozinho Rocha (Hoje é domingo), Abel Silva (Tarde dos sabiás), Nelson Wellington (Embriagador, Esse amo e Sonhador), Dilma Lóes (Fazer a mala e Sonhos guardados), Nelson Angelo (Rosa ou Maria), dentre outros. Marianna Leporace (Navegante e Fazer a mala), Edu Lobo (Camaleão/instrumental), Alaíde Costa (O que se sabe de cor), Leny Andrade (Embriagador), Zizi Possi (Pra vida inteira) e Joyce (Coração de criança) são nomes da nossa música que gravaram suas composições. Em 2000, Fernando participou do show e do Cd São bonitas as canções, que Marianna Leporace e Sheila Zarugy gravaram com músicas que Chico Buarque e Edu Lobo fizeram para o teatro. Amanhã é o dia do aniversário de Fernando Leporace, e desejo a ele saúde e muita música. (texto publicado originalmente em 16/9/2004) Tributos a Elis Regina - Parte 1 Essa voz Não se apaga, não se cala essa voz não se esquece, permanece essa voz voando livre no espaço essa voz eterno canto de esperança essa voz ela é humana e é divina essa voz nossa amiga não parou de cantar ela é a voz de todos nós Não se apaga, não se cala a mulher o seu sorriso, o seu sonho, a fé sua coragem, sua enorme paixão a vida inteira lapidando a canção canção de vida e amor vai ficar com as pessoas que não param de ouvir a sua voz, a voz que é a voz de todos nós (Milton Nascimento e Fernando Brant) A dupla de cantoras, violonistas e percussionistas Luhli e Lucina teve início na década de 70 e permaneceram juntas durante 25 anos. Como compositoras, nos presentearam com mais de 800 canções, como Fala, Bandolero, Coração aprisionado, Êta nóis, Bugre, Me rói, Pedra de Rio, O Vira, entre outras. O maior intérprete da dupla foi o cantor Ney Matogrosso, e também foram gravadas por Joyce, Nana Caymmi, Tetê e Alzira Espíndola, entre outros. Em 95, pela Gravadora Leblon Records, lançaram o Cd Elis & Elas, em que interpretaram algumas das canções que Elis registrou ao longo de sua carreira. O repertório reuniu os clássicos Aquarela do Brasil (Ary Barroso), O bêbado e o equilibrista e Bala com bala (João Bosco e Aldir Blanc), Fascinação (F. D. Marchetti e M. De Feraudy / versão Armando Louzada), Como nossos pais (Belchior), Aos nossos filhos e Cartomante (Ivan Lins e Vítor Martins), Nada será como antes, Cais e Fé cega, faca amolada (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), Maria, Maria, Ponta de areia e Caxangá (Milton e Fernando Brant), Paula e Bebeto (Milton e Caetano Veloso), Romaria (Renato Teixeira), Casa no campo (Tavito e Zé Rodrix), Casa forte (Edu Lobo), Essa mulher (Joyce e Ana Terra), As aparências enganam (Tunai e Sergio Natureza), dentre outras.
Os arranjos, violões, violas e tambores são de Luhli e Lucina. Sheila Zaguri fez os arranjos para teclados e tocou em Casa no Campo. Na outras faixas, o teclado é de Karin Fernandes. Badi Assad fez arranjo para violão e tocou em Bala com bala. O Cd contou com as participações especiais de Ney Matogrosso e Neti Zspilman. (texto publicado originalmente em 14/9/2004) O álbum de estréia do grupo Boca Livre O grupo vocal Boca Livre, a meu ver, um dos melhores da nossa MPB, era inicialmente formado pelos cantores e instrumentistas Zé Renato, Claudio Nucci, Maurício Maestro e David Tygel. Lançaram, em 79, de forma independente, o disco Boca Livre, que os tornou bastante conhecidos do público. Esse trabalho primou pela afinação perfeita e por belíssimos arranjos vocais e instrumentais, assinados por Maurício Maestro. O repertório incluiu Quem tem a viola (Zé Renato, Xico Chaves, Claudio Nucci e Juca Filho), Toada (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho), Mistérios (Maurício Maestro e Joyce), Boi e Fazenda (Nelson Angelo), Diana (Toninho Horta e Fernando Brant), Ponta de areia (Milton Nascimento e Fernando Brant), Feito mistério (Lourenço Baêta e Cacaso), Pedra da lua (Toninho Horta e Cacaso), Barcarola do São Francisco (Geraldo Azevedo e Carlos Fernando) e Minha terra (David Tygel e Oduvaldo Vianna Filho). Esse álbum foi remasterizado por Zé Nogueira e contou com as presenças de Rubinho, Léo Gandelman, Paulo Guimarães, Danilo Caymmi, dentre outros.
(Texto publicado originalmente em 11/9/2004). Projeto Lupicínio Rodrigues no CCBB Nessa última terça-feira, dia 7 de setembro, os cantores Zé Renato e Ryta de Cássia se apresentaram no Centro Cultural Banco do Brasil, num belíssimo show, intitulado Felicidade - Cordas Brasileiras, dedicado às composições de Lupicínio Rodrigues, por ocasião da passagem de 30 anos de sua morte. ![]() Nascido em Porto Alegre, Lupicínio começou a compor desde cedo. Suas canções falam de dor de cotovelo, desilusões amorosas, amores fracassados. Ao longo de sua carreira, presenteou-nos com clássicos, como Aves daninhas, Esses moços (Pobres moços), Felicidade, Homenagem, entre outras. Teve como parceiros Onofre Pontes (Amigo ciúme), Felisberto Martins (Basta, Brasa, Briga de amor e Se acaso você chegasse), Alcides Gonçalves (Castigo e Cadeira vazia), Rubens Santos (Esta eu conheço), entre outros. Elis Regina, Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Zizi Possi e Leny Andrade são alguns intérpretes da nossa música que gravaram suas composições. Zé Renato e Ryta de Cássia foram acompanhados pelos músicos Nicolas Krassik (violino), Paulo Aragão (violão), Luís Filipe de Lima (violão de 7 cordas) e Henrique Cazes (cavaquinho). Ryta cantou Eu e meu coração, Migalhas, Zé Ponte, Ponta-de-lança, Carteiro, Dona Divergência, Se é verdade e Meu pecado. Zé interpretou as composições Maria Rosa, Volta, Fuga, Há um Deus, Pra São João decidir, Quem há de dizer e Ela disse-me assim. Fizeram dueto em Felicidade e Exemplo. (Texto publicado orinalmente em 9/9/2004) Quarteto em Cy canta Chico Buarque O grupo vocal Quarteto em Cy, formado inicialmente por Cyva, Cynara, Cybele e Cylene, iniciou profissionalmente em 64, tendo Vinícius de Moraes como padrinho. De 80 para cá, as integrantes são Cyva, Cynara, Cybele e Sonia. Em 91, pela gravadora Cid, lançaram o Cd Chico em Cy, em que fizeram uma bela homenagem ao compositor Chico Buarque. O repertório incluiu Samba do grande amor, O futebol, Morro Dois Irmãos, Estação derradeira, Joana Francesa, o pout-porri Noite dos mascarados, A banda, Olê, olá, Roda viva, Contrução e Deus lhe pague, Pedro Pedreiro, Tem mais samba, Tamandaré, Carolina, Vai passar (com Francis Hime), Anos dourados Sabiá e Retrato em branco e preto (com Tom Jobim), Samba de Orly (com Toquinho e Vinícius de Moraes), João e Maria (com Sivuca), Todo o sentimento (com Cristóvão Bastos), Valsinha (com Vinícius), Choro bandido (com Edu Lobo), Bye bye Brasil (com Roberto Menescal), Gente humilde (com Garoto) e O cio da terra (com Milton Nascimento). Esse álbum contou com as participações especiais de Chico Buarque, Edu Lobo, Célia Vaz e Oscar Castro Neves. A direção musical ficou a cargo de Célia Vaz, e esse trabalho teve as presenças de José Murray (violão), Luiz Alves (contrabaixo acústico), Zizinho (percussão), dentre outros.
(Texto publicado originalmente em 5/9/2004) Gal Costa homenageia Chico e Caetano Nascida em Salvador, a cantora Gal Costa iniciou sua carreira profissional em 64, apresentando-se ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé. Em 95, pela gravadora BMG, lançou o Cd Mina d'água do meu canto, dedicado à obra de Chico Buarque e Caetano Veloso. De Caetano, Gal cantou Odara, Cajuína, Milagres do povo, O ciúme, O quereres, Lindeza, Pelos olhos e Língua. De Chico, ela interpretou Atrás da porta (com Francis Hime), Morena dos olhos d'água, A Rita, As vitrines, Quem te viu quem te vê, Futuros amantes, Samba do grande amor, Desalento (com Vinícius de Moraes). Esse álbum incluiu ainda Como um samba de adeus, parceria de Chico e Caetano. Jaques Morelenbaum assinou a produção, a direção musical e os arranjos. Esse trabalho teve as participações dos músicos Paulo Calasans, Jurim Moreira, Armando Marçal, Luiz Brasil, dentre outros.
(Texto publicado originalmente em 31/8/2004) Mulheres de Antenas no Ballroom O trio vocal Mulheres de Antenas, formado pelas cantoras e violonistas Nina Joh, Vytória Rudan e Andréa França, apresentou-se no Ballroom, no dia 24 de agosto, para comemorar um ano de formação do grupo. Acompanhadas pela percussionista Valéria de Souza, as meninas fizeram um show descontraído e estavam bastante entrosadas no palco. Elas, sem dúvida, são excelentes e vêm se firmando no cenário musical. O repertório reuniu canções, como Noite do prazer (Claudio Zoli), Mais uma vez (Renato Russo e Flávio Venturini), De repente (Carlota Marques), Meias partes (Irinéa Maria e Sueli Corrêa), Me sento na rua (Ana Carolina e Vanessa da Mata), Pagu (Rita Lee e Zélia Duncan), O mundo (André Abujamra), Tango de Nancy (Edu Lobo e Chico Buarque), Planador (Vytória Rudan e Andréa Gabriel), Paciência (Lenine e Dudu Falcão), A balada (Flávia Virgínia), Meu sangue ferve por você (M. Pancol , J. Arel e C. Carrere - versão de Serafim Costa Almeida), entre outras. No show, cada uma fez uma apresentação solo. Nina cantou Pétala (Djavan); Andréa, Gota d' água (Chico); e Vytória, Codinome beija-flor (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Arias). ![]() Esse espetáculo contou com as participações especiais de Clarisse Grova, que interpretou Um móbile num furacão (Paulinho Moska) e de Jorge Vercilo, que cantou com as Mulheres de Antenas a sua canção Bem ou mal. No bis, eles apresentaram as composições Apesar de Cigano (Altay Veloso e Aladin) e Final Feliz (Jorge Vercilo). (Texto publicado em 28/8/2204) Claudia Telles canta Vinícius de Moraes Nascida no Rio de Janeiro, a cantora Claudia Telles dedica-se profissionalmente à música desde 72. Intérprete experiente, ela tem uma das mais belas vozes da MPB. Como compositora, brindou-nos com Esse dom, Sem você não dá, Aos meus amigos, Sem ter você (com Lincoln Olivetti), Só de você (Mauro Motta), dentre outras. ![]() Em 2000, pela gravadora Cid, lançou o Cd Chega de saudade, em que homenageou o poeta Vinícius de Moraes, canalizando toda a sua emoção em belíssimas interpretações. Esse álbum reuniu clássicos, como O que tinha de ser, Chega de saudade, O amor em paz, Ela é carioca, Só danço samba, Eu sei que vou te amar, Garota de Ipanema e Insensatez (com Tom Jobim), Primavera e Você e eu (com Carlos Lyra), Onde anda você (com Hermano Silva), Tudo o que é meu (com Alaíde Costa), Arrastão (com Edu Lobo) e o pout-porri Consolação, Berimbau e Canto de Ossanha (com Baden Powell). Claudia foi acompanhada pelo piano de Raimundo Nicioly, que arranjou todas as canções desse trabalho, com exceção da faixa Só danço samba, que ficou a cargo de Marcelo Lessa. A propósito, hoje é aniversário da Claudia Telles, e desejo a ela saúde, paz e muita música. (Texto publicado originalmente em 26/8/2004) | ||||||||||||||||||||||||||