Um ciberdiário para escrever um pouco sobre Música Popular Brasileira

SHOWS
Marianna Leporace e Willians Pereira se apresentam nesta quarta (26/11), às 19h30, no Bar do Zimba (Rua Heitor Beltrão, s/n, Tijuca, em frente a estação do metrô São Francisco Xavier). Reservas: 2254-5399.

Claudia Telles e Paulinho Tapajós continuam sua temporada no Vinicius Piano Bar (Rua Vinicius de Moraes, 39 - Ipanema). Os shows são de 5ª a domingo, sempre às 22h30m. Informações e reservas: 2523-4757.

Cris Delanno e Roberto Menescal apresentam as músicas do CD "Eu e Cris" no Teatro Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva 269, Leblon - 2294-4480). Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 20h. R$ 15.

Clarisse Grova e Felipe Radicetti formaram a dupla Super Lisa e lançam seu primeiro Cd no dia 9 de dezembro, às 21h, no Mistura Fina (Av. Borges de Medeiros 3207 - Lagoa - Tel: 2537-2844). Couvert a R$ 15. Vendas antecipadas pelo telefone 2267-5706: R$12 (ingresso) e R$20 (ingresso + Cd).

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Feedback by blogBack


O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil

Terça-feira, Setembro 30, 2003
 
Zé Renato: seu primeiro álbum solo e algumas participações

Zé Renato foi integrante dos grupos Cantares, Boca Livre, da Banda Zil e atuou, em dupla, com Cláudio Nucci. Sua voz é uma das mais belas da MPB, e ele compôs canções, como À flor dos olhos (com Juca Filho), Ânima (com Milton Nascimento), Benefício (com Hamilton Vaz Pereira), Dança do ouro (com Lourenço Baeta), Tudo certo (com Ana Terra), A hora e a vez (com Cláudio Nucci e Ronaldo Bastos), Fica melhor assim (com Xico Chaves), A janela (com Fausto Nilo), entre outras. Muitos nomes da MPB interpretaram suas canções, como Boca Livre, Clarisse Grova, Jane Duboc, Cris Delanno, Verônica Sabino, Milton Nascimento, o grupo Quarteto em Cy, Nana Caymmi, Zizi Possi, entre outros.

"Fonte da vida", seu primeiro álbum solo, foi lançado pela Polygram, em 82. Seus parceiros, nesse trabalho, foram Juca Filho (A mó do tempo, Tanto bem e Tirana), Juca Filho e Cláudio Nucci (A voz dessa canção), Cacaso (Fonte da vida e Volta do mundo), Xico Chaves (Noite americana, Rabo de olho e Pontos de luz) e Vital Lima (Urutaí). O disco traz ainda as canções A saudade mata a gente (João de Barro e Antônio de Almeida) e Baião do sol (Nelson Ângelo e Ronaldo Bastos). O disco contou com as participações especiais do grupo Céu da Boca, de Cláudio Nucci, David Tygel, entre outros. Os arranjos foram assinados por Alberto Rosenblit, Maurício Maestro, Toninho Horta, entre outros. Robertinho Silva, Ricardo Silveira, Danilo Caymmi e Nelson Ângelo são alguns nomes que marcam presença nesse disco. Esse álbum foi relançado em Cd ano passado e merece ser conferido. A capa original foi mantida e, por isso, seu nome ainda aparece como no início de carreira: José Renato.

Zé Renato participou, dentre outros, dos álbuns "Olha que coisa mais linda - homenagem a Tom Jobim" (Triste), "Álbum musical" - Francis Hime (A grande ausente), "O corsário do rei" (Salmo, em dueto com Cláudio Nucci), "Linda Juventude ao vivo" - Flávio Venturini (Um violeiro), "Música" - Olivia Byington (Ponta do fio), "Verônica" - Verônica Sabino (Não há razão pra chorar), "Alberto Rosenblit e Mario Adnet" (Quem mal me quer bem) e "De letra e música" - Nei Lopes (Senhora liberdade). Ele também marcou presença no Cd "Outra esquina", do compositor Felipe Cordeiro, interpretando Janela do quintal.

Confira também dois outros textos escritos sobre Zé Renato neste blog:
Zé Renato e sua trajetória musical
Todo o talento de Zé Renato


Segunda-feira, Setembro 29, 2003
 
O álbum de estréia de Zé Luiz Mazziotti

O cantor e compositor Zé Luiz Mazziotti iniciou sua carreira artística em 65, como integrante do grupo vocal Canto 4, ao lado de Mily, Luizinho e Aquiles.

"Zé Luiz", lançado pela Continental em 79, marca o início de sua carreira solo. Seu parceiro musical tem sido o poeta carioca Sergio Natureza e, nesse álbum, compuseram Pelo menos e Bastante. Essa última canção também foi gravada por Rosa Marya Colin em 84, em seu disco "Cristal". Logo em seu primeiro trabalho fonográfico, Zé Luiz nos mostra ser um intérprete maduro e dono de uma voz extremamente bela. Ele canta ainda Altos e baixos (Sueli Costa e Aldir Blanc); Para sempre (Tunai e Sergio Natureza), em que faz dueto com Nana Caymmi; Pai e mãe (Gilberto Gil); Violão vadio (Baden Powell e Paulo César Pinheiro); Virá (Ivan Lins e Vitor Martins); Falso brilhante (João Bosco e Aldir Balnc); Andou dizendo (Tom Jobim e Vinícius de Moraes); Mania dos tempos (Lourenço Baêta e Sergio Natureza) e Vida em segredo (Sueli Costa e Abel Silva). Esse disco é primoroso e contou com as presenças de Hélio Delmiro, Toninho Horta, Robertinho Silva, entre outros. Os arranjos ficaram a cargo de Dori Caymmi e Gilson Peranzzetta.


Sábado, Setembro 27, 2003
 
O primeiro álbum de Fatima Guedes

A carioca Fatima Guedes sempre foi respeitada no meio musical, por ser uma grande cantora e exímia compositora. Teve como parceiros musicais Luiz Avellar (Mãos de jardineiro), Joyce (Grata), Djavan (É sério e Dois amores), Nei Lopes (Corpo mestiço), Adriana Calcanhoto (Ultramar) e Ivan Lins (Perfeito), entre outros. Diversos artistas da nossa música interpretaram suas composições, como Elis Regina, Nana Caymmi, Jane Duboc, Clarisse Grova, Zé Luiz Mazziotti, Mônica Salmaso, Nina Joh, Simone, Leny Andrade, Leila Pinheiro, Zizi Possi, entre outros.

Em "Fatima Guedes", seu primeiro álbum, lançado em 79, ela assina todas as músicas e letras. Fátima canta Onze fitas, Esse sol, Previsão de amor, Meninas da cidade, Cara a máscara, Cachorro magro, Fulano, beltrano e sicrano, Madame e Notícias de mim. Esse disco traz ainda sua composição Passional, que lhe rendeu, em 73, o 1º lugar no Festival de Música da Faculdade Hélio Alonso. Os arranjos desse trabalho ficaram a cargo de Gilson Peranzzetta e Oscar Castro Neves. Há as presenças de Luizão, João Cortez, Marçal, Helio Delmiro, entre outros. Elis Regina, em 78, no show "Transversal do tempo", interpretou a canção Meninas da cidade, tornando Fatima Guedes conhecida do público. Dois anos depois, no álbum "Saudade do Brasil", Elis gravou Onze fitas.

O álbum "Fatima Guedes" (1979) acaba de ser relançado em Cd na coleção Odeon 100 Anos.


Quinta-feira, Setembro 25, 2003
 
Um pouco sobre a trajetória musical de Ivan Lins

Em 68, o cantor, instrumentista e compositor Ivan Lins deu início a sua carreira artística, participando do Festival Universitário da TV Tupi, com a canção Até o amanhecer, composta por ele e Waldemar Correia.

Seu parceiro musical mais constante, durante todos esses anos, tem sido Vitor Martins e juntos compuseram clássicos, como Aos nossos filhos, Começar de novo, Abre alas, Cartomante, Daquilo que eu sei, Desesperar, jamais, Dinorah, Dinorah, Novo tempo, Guarde nos olhos, Iluminados, Saindo de mim, Bilhete, Lembra de mim, entre outras. Ivan compôs também com Ronaldo Monteiro de Souza, Celso Viáfora, Gilson Peranzzetta, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, entre outros.

Madalena, em parceria com Ronaldo Monteiro de Souza, na voz de Elis Regina, foi sua primeira composição de grande sucesso. Ele também foi gravado por Simone, Zé Luiz Mazziotti, Jane Duboc, Verônica Sabino, Leny Andrade, Nana Caymmi, Leila Pinheiro, Selma Reis, entre outros. Nos Estados Unidos, teve suas canções registradas por nomes, como Barbra Streisand, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Carmen MacRae e George Benson.

"Agora", seu primeiro álbum solo, foi lançado em 70, e seu grande parceiro musical, nesse trabalho, foi Ronaldo Monteiro, com quem compôs Salve, salve, Agora, Emy, A próxima atração, Novamente nós, Corpo-folha, O amor é o meu país e Madalena. O disco inclui ainda as suas canções Hei, você (com Ronaldo Monteiro e Sidnei Matos), Tanauê ou Se um índio fosse consumido pela civilização (com Rolando Faria e Ronaldo Monteiro), Minha história (com Arthur Verocai e Paulinho Tapajós) e Baby Blue (com Otávio Bonfá e Paulinho Tapajós).

"Nos dias de hoje", de 78, traz algumas de suas canções consagradas, compostas com Vitor Martins, como Cantoria, Guarde nos olhos, Bandeira do Divino, Forró do Largo, Cartomante, Quaresma, A visita, Esses garotos e Aos nossos filhos. Há também Temporal, parceira de Ivan e Vitor Martins, com Gilson Peranzzetta. A direção artística foi de Milton Miranda; a direção de produção, de Mariozinho Rocha; e a produção artística, de Eduardo Souto Neto. Nesse álbum, há as presenças de Gilson Peranzzetta, Tavito, Fred Barbosa, João Cortez, Fredera, entre outros. Destaco as canções Guarde nos olhos, Cartomante e Aos nossos filhos.

Em 80, Ivan Lins nos brindou com "Novo tempo", um belo álbum, em canta Arlequim desconhecido, Bilhete, Sertaneja, Barco fantasma, Novo tempo, Coragem, mulher, Feiticeira e Vira, parcerias suas com Vitor Martins. Há ainda Setembro (1º Movimento: Antônio e Fernanda), composta por ele; Caminho de Ituverava, por Gilson Peranzzetta; e Coração vagabundo, por Caetano Veloso. Esse trabalho conta com as participações de Tavito, Flávio Fontenelle, Paulo Vieira, Ricardo Pontes, entre outros. As orquestrações e regências ficaram a cargo de Gilson Peranzzetta, que também assinou a produção executiva.

Ivan participou dos Songbooks Chico Buarque (Roda viva), João Donato (Muito à vontade), Dorival Caymmi (Das rosas), Vinícius de Moraes (A felicidade). Ele marcou também presença nos álbuns Aldir Blanc-50 anos (Pequeno circo íntimo), Álbum musical - Francis Hime (Minha), Olha que coisa mais linda - homenagem a Tom Jobim (O amor em paz), entre outros.


Terça-feira, Setembro 23, 2003
 
Um pouco sobre a carreira de Célia Vaz

A cantora, violonista e compositora Célia Vaz, ao longo de sua carreira, teve como parceiros musicais Paulo César Feital, Sérgio Natureza, Paulo César Pinheiro, Marco Aurélio, entre outros. Sua primeira composição a ser registrada foi Lembrança, em 68, por Dóris Monteiro. Em 2000, participou do Festival da Música Brasileira da Rede Globo com Mais bonito, canção composta por ela e Sueli Correa.

"Mutação", seu primeiro álbum solo, lançado pela Polygram, traz músicas suas, como Mar à tona no Leblon, Ave-Mariana, Mutação, Prólogo e O caçador de borboletas e também Valsa pra despertar teu retrato, Programa infantil, Tema pra mim e Moleque de pano, parcerias com Paulo César Feital. Esse disco contou com as participações especiais de Ricardo Silveira, Victor Biglione e Pat Metheny.

Em 95, lançou o Cd "Célia Vaz", em que canta as suas composições Pantanal, Meu amigo Ricardo, Flor, Sem legenda (com Márcio Proença e Marco Aurélio), Findo outono, Quatro Luzes (com Paulo César Pinheiro) e Ouro Preto. O álbum inclui ainda Retrato em branco e preto (Tom Jobim e Chico Buarque), Gaiolas abertas (João Donato e Martinho da Vila), Inútil Paisagem (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), Cry me a river (Arthur Hamilton), Por amor (Gilson Peranzzetta e Aldir Blanc) e Luar do sertão (Catulo da Paixão Cearense e João Pernanbuco). Há as participações de Chico Buarque e do grupo vocal Quarteto em Cy. Esse trabalho lhe rendeu o prêmio Sharp de Música.

Outro trabalho interessante de Célia, já postado aqui, é o Cd "Brasileira", lançado com a cantora e violonista Wanda Sá.


Segunda-feira, Setembro 22, 2003
 
Ronaldo Bastos: sua poesia e seus parceiros

A composição Três Pontas, em parceria com Milton Nascimento, marca o início da carreira de Ronaldo Bastos, um letrista excepcional, que vem todos esses anos, nos brindando com o seu talento. Quem não conhece Fé cega, faca amolada, Todo azul do mar, Lumiar, O Trem azul, entre outras.

São muitos os seus parceiros musicais. Ronaldo compôs com Milton (Cravo e canela, Nada será como antes, Menino), Lô Borges (Nuvem cigana, A cara do sol), Lô Borges e Tom Jobim (Blue train), Tom Jobim (Rodrigo meu capitão), Beto Guedes (Sol de primavera, O sal da terra, Tudo em você), Celso Fonseca (Paradiso, Polaróides), Toninho Horta (Bons amigos, Prato feito), Zé Renato (Maior prazer, Chanson d'amour), com Flávio Venturini (Todo azul do mar, Anjo bom, Nuvem), Edu Lobo (Cidade nova, Zanga zangada), Guilherme Arantes (Perto do céu, Visão do paraíso), Djavan (O vento), Nelson Ângelo (Festa no céu, Coração), Danilo Caymmi (Longe, Dois corações), Paulo Jobim (Olhos d'água), Novelli (Janela aberta), entre outros.

Foi gravado por muitos nomes da nossa música, como Elis Regina, Milton, Clarisse Grova, Jane Duboc, Fátima Guedes, Zé Renato, Boca livre, Cláudio Nucci, Beto Guedes, Lô Borges, Flávio Venturini, Mônica Salmaso, Ney Matogrosso, entre outros.

O álbum "Cais", de 89, traz algumas de suas composições consagradas e conta com as presenças de Caetano (Cais), Gal (Sonho real), Tom Jobim (O trem azul), Chico Buarque (Circo Marimbondo), Paralamas do sucesso (Nada será com antes), Milton (Amor de índio), Ângela Maria e Nouvelle Cuisine (Bons amigos), Beto Guedes e Roupa Nova (Todo azul do mar) e RPM (A página do relâmpago elétrico). Esse trabalho foi produzido por Milton Nascimento e relançado em 95, pelo selo Dubas Música, criado por Ronaldo Bastos.



Sábado, Setembro 20, 2003
 
Mulheres de Antenas novamente no ar

Mês passado, em duas quintas-feiras, movidas pelo prazer de cantar, Nina Joh, Clarisse Grova, Vytória Rudan e Andréa França se uniram para apresentar o show Mulheres de Antenas, e o sucesso foi tanto que estão de volta ao Bar do Tom.



Fui conferir, ontem, novamente o talento das meninas que, mais uma vez, fizeram um superespetáculo. Era visível o quanto estavam entrosadas no palco, e o clima ficou bastante descontraído. Além de serem grandes intérpretes e afinadíssimas, foram felizes na escolha do repertório, que é ótimo. Elas cantaram Noite do prazer (Claudio Zoli), Mais uma vez (Renato Russo e Flávio Venturini), A balada (Flávia Vírginia), De repente (Carlota Marques), Me sento na rua (Ana Carolina e Vanessa da Mata), Paciência (Lenine e Dudu Falcão), entre outras. Clarisse brilhou em Um móbile num furacão (Paulinho Moska); Nina, em Flor de ir embora (Fátima Guedes); Andréa, em A Loba (Paulinho Resende e Juninho Peralva) e Vytória, em Abril (Adriana Calcanhoto). Adorei a interpretação que deram para Pagu, de Rita Lee e Zélia Duncan e destaco também, como ponto alto do show, a canção Meias partes, composta por Irinéa Ribeiro e Sueli Corrêa. Hoje, à noite, fazem mais uma apresentação de Mulheres de Antenas, às 22h30min, no Bar do Tom. O espetáculo é imperdível.


Quinta-feira, Setembro 18, 2003
 
Mais um pouco sobre o talento de Joyce

Há anos, Joyce vem presenteando a música popular brasileira com canções primorosas, que traduzem bem a alma feminina, mostrando-nos que, além de uma cantora de belo timbre, é uma exímia compositora. Maurício Maestro, Ana Terra, Paulo César Pinheiro, Capinan e Fernando Brant são alguns de seus parceiros. Já foi gravada por intérpretes, como Elis Regina, Milton Nascimento, Boca Livre, Jane Duboc, Ney Matogrosso, Nana Caymmi, Gal Costa, Quarteto em Cy, Wanda Sá e Célia Vaz, entre outros.

Em 84, lançou "Tardes cariocas", um belíssimo álbum, que traz canções suas, como Diga aí, companheiro, Tardes cariocas, Nacional Kid, Duas ou três coisas, Ela (com Mario Adnet), Luz do chão (com Ana Terra), Curioso (com Marcos Caetano Ribas), Suor (com Alberto Rosenblit), Nuvem e Baracumbara. Joyce e Ney Matogrosso fazem dueto em Nacional Kid. O disco conta ainda com as participações Mario Adnet, Alberto Rosenblit, Egberto Gismonti, Fernando Leporace, Tuti Moreno, Mauro Senise, Rodrigo Campello, entre outros. Lizzie Bravo, Maúcha Adnet e Eveline fizeram vocal em Diga aí, companheiro.

"Saudade do futuro", de 85, é um dos meus álbuns prediletos da Joyce. O disco registra composições suas, como Cortina de bambu, Tema para Jobim (com Gerry Mulligan), Stone Washed (Blue Dream), Fã da Bahia, Povo das estrelas, Peixe estrela, Minha gata Rita Lee e Quadrantes. Esse trabalho inclui também Velhos no ano 2000, versão de Joyce para a canção When I'm 64, de Lennon e McCatney, Sonora garoa (Passoca), Três apitos (Noel Rosa) e Ziriguidum 2001 (Tiãozinho da Mocidade, Gibi e Arsênio).

Milton Nascimento participa em Tema para Jobim, e o grupo Bananachicles faz vocais na canção Ziriguidum 2001. A direção musical foi de Joyce e Gilson Peranzzetta, que também assina os arranjos desse álbum. Há ainda as presenças de Fernando Leporace, Tuti Moreno, Arthur Maia, Rodrigo Campello, entre outros.


Terça-feira, Setembro 16, 2003
 
A arte musical de Maurício Maestro

O cantor, instrumentista, compositor e arranjador Maurício Maestro iniciou sua carreira em 66, integrando o grupo vocal Momento Quatro, ao lado de Zé Rodrix, David Tygel e Ricardo Villas. No Festival da Record, de 67, acompanharam o cantor e compositor Edu Lobo na apresentação da canção Ponteiro. Nesse mesmo ano, lançaram um compacto, contendo Glória, composição de Zé Rodrix.

O grupo, em 68, lançou o LP "Momento Quatro", que traz canções como Passa ontem (Luiz Werneck e Zé Rodrix), Três Pontas (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), No brilho da faca (Paulo Sergio Valle, Novelli e Wagner Tiso), Classe dominante (Ricardo Sá e Joyce), Ele falava nisso todo dia (Gilberto Gil), De Luzia, Ana e Maria (Joyce e Zé Rodrix), Veleiro (Edu Lobo e Torquato Neto), entre outras.

De 71 a 74, esteve ao lado dos irmãos Paulo Guimarães e Claudio Guimarães, formando o trio Paulo, Claudio e Maurício. Formou dupla com a cantora e compositora Joyce de 75 a 77. Gravaram o LP "Natureza" em 77, e Joyce tem sido, durante todos esses anos, sua grande parceira musical. Quem não conhece as canções Mistérios e Clareana. Com essa última concorreram no Festival de MPB de 80. Em 78, juntou-se a Zé Renato, Cláudio Nucci e David Tygel e formaram o grupo vocal Boca Livre, com o qual atua desde então. O grupo, atualmente, é formado por ele, por Nucci, Lourenço Baeta e Fernando Gama.

Maurício compôs belíssimas canções, como Estrela, Epigrama, Doses fatais, Neném, Gente bonita; Paraíso, Americana, Todos os santos e Rodando a baiana (com Joyce); Menina dos olhos (com Chico Lessa); Mel da ilha (com Cláudio Nucci, Ronaldo Bastos e Zé Renato); Coração de pai (com David Tygel); Dama da noite (com Osório R. Santos, Walmir Cedotti e Lourenço Baeta); Pode ser (com Lourenço Baeta); entre outras. Ele foi gravado por Zé Renato, Joyce, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Gal Costa, entre outros.

Participou de álbuns de muitos outros artistas, como "Academia de danças" (de Egberto Gismonti), "Um dia a casa muda" (de Vasco Debritto), "Luz e mistério" (de Zé Renato), "Primeiro olhar" e "Só canção" (de Cristina Saraiva), "Clube da esquina 2" (de Milton Nascimento), "Aguapé" (de Simone Guimarães), "Brasileira" (de Kátia Rocha), Songbook Edu Lobo, entre outros.


Domingo, Setembro 14, 2003
 
Outros cantores dão voz à música de Djavan

Muitos foram os artistas que fizeram belos registros de canções de Djavan. Neste post, relaciono algumas das interpretações de que mais gosto.

Flor de Liz, com Clarisse Grova
Capim, com Jane Duboc
Fato consumado, com Zé Renato
Álibi, com Fátima Guedes
Serrado, com Claudia Telles
Meu bem querer, com Zé Luiz Mazziotti
Cara de índio, com Mônica Salmaso
A ilha, com Leny Andrade
Romance, com Luciana Souza
Tanta saudade, com Zizi Possi
Ventos do norte, com Leila Pinheiro
Obi, com Rosa Passos
Bouquet, com Clara Sandroni
Faltando um pedaço, com Gal Costa
Nobreza, com Ney Matogrosso
Pedro Brasil, com Joyce
Violeiros, com Cláudio Nucci
Pétala, com Cris Delanno (em show)
Tenha calma, com Maria Bethânia
Dupla traição, com Nana Caymmi
Esquinas, com Simone

E você? Que outras interpretações destacaria? Participe, dando sua opinião no espaço para comentários.


Sábado, Setembro 13, 2003
 
Toda a musicalidade de Djavan

O cantor, instrumentista e compositor Djavan tem feito contribuições preciosas para a música popular brasileira. Ele nos brinda com letras e melodias ricas e geniais. "A voz, o violão, a música de Djavan", seu primeiro disco, lançado em 76, foi bem recebido pelo público e pela crítica. Esse álbum traz canções consagradas, como Flor de liz, Fato consumado, Ventos do norte, entre outras.



"Djavan", lançado em 78, reafirma todo o seu talento. O álbum traz onze de suas canções, sendo uma delas, Minha mãe, em parceira com Wagner. Ele canta Cara de índio, Serrado, Água, Álibi, Numa esquina de Hanói, Minha mãe, Alagoas, Estória de cantador, Samba dobrado e Dupla traição. Há ainda Nereci, em que faz dueto com Marizinha. A direção de produção ficou a cargo de Mariozinho Rocha e Eduardo Souto Neto assina a produção executiva. Há as presenças de Paulinho Braga, Nelsinho, Luizão, Dori e Danilo Caymmi, Gilson Peranzzetta, Mauro Senise, Dominguinhos, entre outros.

Em "Seduzir", de 81, ele interpretou canções suas, como Pedro Brasil, Seduzir, Morena de endoidecer (com Cacaso), Jogral (com Filo e Jose Neto), A ilha, Faltando um pedaço, Êxtase (com Aldir Blanc), Luanda e Total abandono. Há ainda Nvula Ieza Kia / Humbiumbi (Felipe Mukenga), em que Gilberto Gil faz participação. A produção executiva foi de Djavan e Mayrton Bahia. O álbum contou com as presenças de nomes, como Luiz Avelar, Zé Nogueira, Sizão, Téo Lima, entre outros.



Em 82, gravou "Luz", a meu ver, um de seus melhores álbuns. Ele é, sem dúvida, o meu predileto. Todas as letras e músicas são de Djavan. Há preciosidades, como Samurai, Luz, Nobreza, Capim, Sina, Pétala, Banho de rio, Açaí, Esfinge e Minha irmã. Esse trabalho foi produzido por Ronnie Foster e contou com a participação especial de Stevie Wonder (gaita), em Samurai.



Quinta-feira, Setembro 11, 2003
 
Olivia Byington em dois momentos

A cantora e compositora carioca Olivia Byington iniciou sua carreira artística em 77, integrando a banda Antena Coletiva, ao lado de Jaques Morelenbaum. No ano seguinte, lançou "Corra o risco", seu primeiro álbum, com o conjunto A Barca do Sol, que assina também todos os arranjos desse trabalho. A produção artística foi de Geraldo Carneiro e o disco contou com a participação especial de John Neshling. A canção-título é uma parceria de Olivia com Geraldo Carneiro. Ela canta ainda Fantasma da Ópera (Mauricio Costa e Geraldo Carneiro), Lady Jane (Nando Carneiro e Geraldo Carneiro), Cavalo marinho (Nando Carneiro e Cacaso), Água e vinho (Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro), entre outras.

Em 87, lançou "Melodia sentimental", a meu ver, um dos melhores álbuns de Olívia. Nesse belíssimo trabalho, ela musicou o poema Clarão, de Cacaso e, com Edgard Duvivier, Desassossego, letra de Fernando Pessoa. Interpreta ainda A estrela (Edgard Duvivier e Manuel Bandeira), Como um rio (Duvivier e Thiago de Mello), Secretária eletrônica (Carlos Sandroni e Lu Medeiros), Soneto da separação (Ronaldo Miranda e Vinícius de Moraes), Caravela (Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro), O mundo é um moinho e Acontece (Cartola) e Melodia Sentimental (Heitor Villa-Lobos e Dora Vasconcelos). Há também Rubáiyát, música de Edgard Duvivier, inspirada nos escritos do poeta Omar Khayyan. O álbum traz as presenças de Teresa Madeira, Jaques Morelenbaum, Edgard Duvivier, André Geraissati, entre outros. Há a participação especial de Egberto Gismonti, em Caravela.

Esses dois LP's foram remasterizados e lançados juntos como um dos volumes da série "Dois Momentos".

Olivia Byington participou dos Songbooks de Tom Jobim (Canta, canta mais), de Dorival Caymmi (História pro sinhozinho) e de Vinícius de Moraes (Soneto de separação). Ela marcou também presença nos álbuns Planeta azul, de Mario Adnet e Pirata, do conjunto A Barca do Sol.

Oportunamente falarei sobre outros trabalhos importantes de Olivia e sobre "Canção do Amor Demais", seu mais novo cd.


Terça-feira, Setembro 09, 2003
 
Chá de hortelã com caviar: primeiro álbum de Denise Reis

Nascida em Minas Gerais, na cidade de Belo Horizonte, a cantora, violonista e compositora Denise Reis participou do Festival de Música da Rede Globo de 2000, cantando Pára-quedas, composta por ela, em parceria com Guerá Fernandes. Nesse festival, foi indicada para o prêmio de melhor intérprete e chamou a atenção de todos ao imitar, com perfeição, os sons de um trompete.

Em seu Cd "Chá de hortelã e caviar", Denise canta duas de suas composições, Chá de hortelã com caviar e Minha neblina (com Guerá Fernandes). Esse belo álbum inclui ainda Abre alas (Ivan Lins e Vítor Martins), Bem me quer (Rita Lee e Roberto de Carvalho), Palavra de mulher (Chico Buarque), Rio X (Edu Kneip e Mauro Aguiar), Trenzinho caipira (Villa-Lobos e Ferreira Gullar), Conversar comigo (Guinga e Eduardo Gudin) e É (Gonzaguinha).

A produção e a concepção do Cd são de Denise Reis. Há as presenças de João Lyra (violão e guitarra), Pié (baixo acústico e elétrico), Zero (percussão) e Leandro Braga (teclado), que também assina a produção musical e os arranjos desse trabalho, exceto em Conversar comigo.


Domingo, Setembro 07, 2003
 



 
O dono das calçadas: Cd que homenageia Nelson Cavaquinho

O cantor e compositor Nelson Sargento, a atriz-cantora Soraya Ravenle e o sexteto Galo Preto se uniram para gravar "O dono das calçadas", álbum que revisita a obra de Nelson Cavaquinho. Essa bela homenagem traz clássicos desse compositor, como O dono das calçadas, Minha honestidade vale ouro, A vida, A flor e espinho e Pranto de poeta (com Guilherme de Brito); Luz negra (com Amâncio Cardoso); Beija-flor (com Noel Silva e Augusto Tomás Jr.); Rugas (com Ary Monteiro e Augusto Garcez); Nome sagrado (com José Ribeiro e José Alcides); Risos e lágrimas (com Rubem Brandão e José Ribeiro); Notícia (com Alcides Caminha e Nourival Bahia); Aquele bilhetinho (com Augusto Garcez e Wilson Canegal) e Meu Pecado (com Zé Kéti).

Há ainda a canção inédita Velho amigo, parceria de Nelson com Paulo César Feital, e Nair, a única instrumental desse álbum.

Nelson Sargento, grande representante do samba, destacou-se em O dono das calçadas e A flor e o espinho.

Soraya, dona de uma voz bela e cristalina, é ex-integrante do grupo Arranco de Varsóvia e estrelou o musical Dolores. Destaco, nesse Cd, suas interpretações em Luz negra, Beija-flor e Velho amigo.

O conjunto Galo Preto é formado por Afonso Machado (bandolim), Alexandre Paiva (cavaquinho), João Alfredo Schleder (percussão), Bartholomeu Wiese (violão) José Maria Braga (flauta) e Lucas Marques Porto (violão de sete cordas). A produção, a direção musical e os arranjos desse trabalho são de Afonso Machado.


Sexta-feira, Setembro 05, 2003
 
Só canção: novo álbum de Cristina Saraiva

Cristina Saraiva tem nos brindado com letras inteligentes, maduras, sensíveis e é uma das melhores letristas da atualidade. Em "Só canção", ela teve como parceiros Rafael Altério (Rosa cigana e Meia-volta), Felipe Radicetti (Na corda bamba, Além-mar e Feito nascente), Clarisse Grova (Pequena canção de amor), Simone Guimarães (Mestre Narciso e Beijo), Dante Ozzetti (Só canção), Théo de Barros (Amor de poeta e Eterna canção) e Edu Santana (Pedra por pedra). As canções do álbum foram interpretadas por Renato Brás, Ná Ozzetti, Clarisse Grova, Chico Buarque, Leila Pinheiro, Simone Guimarães, Edu Santana e Paula Santoro. Os arranjos foram de Maurício Maestro, com exceção da faixa-título, que ficou a cargo de Dante Ozzetti. Mais detalhes podem ser obtidos no site oficial de Cristina Saraiva.

Quarta-feira, minha noite foi especialíssima, pois fui assistir ao lançamento desse novo Cd de Cristina. O show foi belíssimo, e ela conseguiu reunir alguns dos artistas que a acompanharam em seu álbum. Clarisse Grova apresentou grande parte das canções, abrindo a noite com Na corda bamba, que mereceu bis no final do espetáculo. Destaco também sua interpretação em Amor de poeta. Outros que também nos emocionaram e marcaram presença foram Paula Santoro, cantando Feito nascente e Eterna canção (dedicada a Chico Buarque); Simone Guimarães, em Mestre Narciso; Rafael Altério, em Meia-volta e Edu Santana, que fez dueto com Clarisse, em Pedra por pedra. Cristina e Clarisse dividiram o palco em Pequena canção de amor e um dos pontos altos desse espetáculo foi quando todos subiram ao palco e cantaram Beijo. Os intérpretes foram acompanhados por feras da nossa música, como Leandro Braga (que fez também a direção musical), Zé Paulo Becker, Beto Cazes e Maurício Maestro.




Terça-feira, Setembro 02, 2003
 
Cristina Saraiva lança seu novo Cd



Clarisse Grova canta as músicas do cd "Só canção", de Cristina Saraiva, sob direção musical de Leandro Braga. Participações especiais de Simone Guimarães, Paula Santoro, Rafael Altério e Maurício Maestro. Nesta quarta-feira, 3 de setembro, às 21h,
no Café Teatro Arena (Siqueira Campos, 143 - Copacabana).