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Um ciberdiário para escrever um pouco sobre Música Popular Brasileira
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Domingo, Junho 29, 2003
Márcia Tauil, novo destaque da MPB A cantora Márcia Tauil vem sendo elogiada pela crítica por suas interpretações e por ter uma bela voz.
"Águas da cidade", seu primeiro Cd, traz as parcerias de José Carlos Costa Netto, com Eduardo Gudin (Caiaque, Atrás do tempo) e as com Roberto Menescal (Estrada Delhi-Rio e Magia). Essa última composição também é de Paulo Coelho. Ela canta ainda Djavan (Esfinge), Chico (Mambembe), Kico Zamarian (Águas da cidade), entre outras. Os arranjos são de Rafael dos Santos, exceto o da faixa Feitiço (Zamarian e Veca Avellar), que foi feito por Beto di Franco. Márcia Tauil e Costa Netto assinam a direção artística. Marcos Souza, Wagner Chuim e Rubinho Antunes são alguns dos músicos que participam desse trabalho. O lançamento de "Sementes no vento", seu mais novo álbum, foi no Teatro Sesc Vila Mariana, em São Paulo, nos dias 20 e 21 de junho. Todas as composições desse Cd são de Gudin e Costa Netto. Há três inéditas, sendo a canção Sementes no vento uma delas. Márcia participou do Cd "Oriente", de Kico Zamarian e do álbum "Primeiro olhar", de Cristina Saraiva. Nesse último, interpreta a canção-título, Tarde sertaneja e Fábula do riacho. Quarta-feira, Junho 25, 2003
Todo o talento de Zé Renato Dono de uma voz extremamente bela e de uma afinação perfeita, Zé Renato é, a meu ver, um dos maiores nomes da nossa música. Foi integrante do grupo Cantares, juntamente com Juca Filho, Marcos Ariel e Afonso Sant'Anna. Em 78, lançaram um compacto, que traz as canções Na direção do dia, Olhos de selva, As moças e La Mancha. Noutro post, comentei que também foi integrante do Boca Livre e da Banda Zil.
Tenho toda a discografia de Zé Renato, inclusive as suas participações em álbuns de outros artistas. Em 84, lançou "Luz e Mistério", um belo álbum, em que há canções suas, em parceria com Ronaldo Bastos (Maior prazer e Promessa de verão), Juca Filho (À flor dos olhos), Capinan (Ele vai te flechar), Abel Silva (Ponta do fio), Xico Chaves e Juca Filho (Toda vida). Zé ainda canta Coração civil, de Milton Nascimento e Fernando Brant, a canção-título, composta por Beto Guedes e Caetano e Estrela, de Maurício Maestro, uma das mais belas do disco. Os vocais do disco foram feitos por Verônica Sabino, Eveline, Lourenço Baeta, David Tygel e Maurício Maestro. A direção musical, arranjos e regência ficaram a cargo de Maurício. Há também as participações de Chacal, Ricardo Silveira, Helvius Vilela, Danilo Caymmi, entre outros. Lançou, em 91, "Pegadas Frescas", álbum que adoro ouvir. A maioria das canções são de Zé Renato e Hamilton Vaz Pereira. Dessa parceria, destaco Dizem e Benefício que são belíssimas.Vale a pena conferir também suas composições com Fausto Nilo (A Janela), com Abel Silva (Madrugada estrangeira) e a canção O amor em paz, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Nessa última, Zé é acompanhado por Tom, ao piano. Cláudio Zoli participa da faixa Ela odeia mel. Victor Biglione, Zé Nogueira e Luiz Avellar são alguns dos músicos que marcam presença nesse disco. Zé participou dos Songbooks Tom Jobim (Meditação), João Donato (Entre um sim e um não), Djavan (Fato consumado), Chico (Basta um dia, Nicanor e Olê olá), Ary Barroso (Vamos deixar de intimidade) e Braguinha (Mané fogueteiro). Fez duetos com Fátima Guedes (O encontro e Perfeito), Simone Guimarães (Aguapé), Ivan Lins (Vejo amanhecer), com Cláudio Nucci (Salmo), com Flávio Venturini (Um violeiro), com Kátia Rocha (Fica melhor assim e Brasileira), entre outros. Ele marcou presença no Cd "Simples e Absurdo", de Guinga, interpretando Quermesse. Destaco também a sua participação no álbum "Tirami Su", de Al di Meola. Nesse Cd, ele canta Marabá com Clara Sandroni e faz belos vocalizes em outras faixas. Segunda-feira, Junho 23, 2003
A importância de Fatima Guedes para a música Ao longo de todos esses anos, Fatima Guedes tem nos brindado com canções preciosas, que, com certeza, estão eternizadas em nossas mentes e corações. Ela é uma compositora brilhante e tem uma voz extremamente bela e afinada. Trago na memória o primeiro show a que assisti de Fatima. Esse espetáculo foi na Sala Funarte, e ela interpretou, dentre outras, Chora brasileira e Cheiro de mato. Ano passado, apresentou-se aqui na Tijuca, na praça Saens Peña. O repertório incluiu Faca, Arco-íris, Águas de março, Chá de Panela, entre outras. Essa última é de Guinga e Aldir Blanc e homenageia o genial Hermeto Pascoal. Neste post, comentarei alguns trabalhos de Fatima. Futuramente, abordarei outros álbuns. Ela sempre esteve cercada de grandes músicos e arranjadores da MPB. Em "Coração de louca", contou com as presenças de Leandro Braga, Gilson Peranzzetta, entre outros. Esse belo disco traz ainda as participações de Ivan Lins, em O rouxinol e a rosa; e de Moacyr Luz, em Itajara, composta por ele e Aldir Blanc. Ela canta também Retrato em branco e preto, Beatriz, Bye bye Brasil, entre outras. Destaco Chora brasileira, de Djalma Tinoco, Rosane Lessa e Fatima Guedes.
Não poderia deixar de falar do Cd "Grande Tempo", uma obra-prima, que traz pérolas da nossa música. Fatima abre o álbum com a bela canção Minha nossa Senhora. Além dessa, compôs Mãos de jardineiro, com Luiz Avellar, a canção-título, Lua brasileira, Ele, Nas nuvens e Sem saída. Há também Caos-Brasil (Guinga, Aldir Blanc e Paulo Emílio), Samba de um breque e Côco do côco (Guinga e Aldir), Só dói quando eu rio e O enluarada (Moacyr Luz e Aldir Blanc), A dois (Sueli Costa e Ana Terra) e O dia em que faremos contato (Lenine e Braulio Tavares). Nessa última, há a participação do grupo vocal Arranco de Varsóvia. Helio Delmiro, Leandro Braga, Victor Biglione, Guinga, Moacyr Luz, Gilson Peranzzetta e Lula Galvão são alguns dos nomes que marcam presença nesse álbum.
Fatima participou de diversos Cds. No "Songbook Tom Jobim", cantou Foi a noite, acompanhada por Marco Pereira; em "Aldir Blanc - 50 anos", Maçã tatuada; no "Songbook Djavan", Álibi; no Cd "De letra e música", de Nei Lopes, Minha arte de amar; em "Fonte das canções", de Gilson Peranzzetta, Jamais se perde um grande amor; entre outras. Destaco também sua interpretação em A noiva da cidade, no "Songbook Chico Buarque" e seus belíssimos vocalizes em Cine Baronesa, que faz parte do álbum homônimo de Guinga. Domingo, Junho 22, 2003
A bela voz de Verônica Sabino Gravou, em 91, o álbum "Brasil Romântico", em que interpretou canções consagradas, como Sob Medida e Folhetim (Chico Buarque), Saigon (Cláudio Cartier, Paulo César Feital e Carlão), Beijo partido (Toninho Horta), Meu bem querer e Álibi (Djavan), Saindo de mim e Começar de novo (Ivan Lins e Vitor Martins), entre outras. A produção executiva e os arranjos foram feitos por Roberto Menescal.
Em 93, lançou "Verônica", um belo Cd, que traz a participação especial de Zé Renato em Não há razão pra chorar, composta por ele e Abel Silva. Gravou também Peito vazio (Cartola e Elton Medeiros), Três da madrugada (Torquato Neto e Carlos Pinto), Por causa de você (Tom e Dolores Duran), Desafinada (Mário Adnet e Cláudio Nucci), Cansei de ilusões (Tito Madi), entre outras. Além da canção de Zé Renato, adoro Eu te odeio, de Fátima Guedes e Qualquer canção, de Chico Buarque. Os arranjos são assinados por Leandro Braga, Paulo Malaguti, Victor Biglione e Zé Nogueira. Esse último também produziu o álbum. Quarta-feira, Junho 18, 2003
Definitivamente Fhernanda A primeira música que ouvi na voz de Fhernanda foi Marajó, composta por ela e Sarah Benchimol. Também tem parcerias com Irinéa Maria, Isolda, Fafy Siqueira, entre outros. Teve canções gravadas por nomes da MPB, como Rosa Marya (Blues da moto e Sai de mim), Emílio Santiago (Afluentes) e Nelson Gonçalves (Conclusão). Em 80, participou do Festival da Globo com Devassa, de Wania Andrade e Solange Boeke e, nesse mesmo ano, lançou um compacto, contendo a canção do Festival e Fato consumado, que fez com Ione Martins. No disco "Fera", há as participações de grandes nomes da música, como Hélio Delmiro, João Donato e Eduardo Souto Neto. Nesse álbum, regravou Fato consumado e cantou uma outra composição sua, chamada Príncipe encantado. Interpreta ainda Golpe de amor (Joyce e Ana Terra), a canção-título (Irinéa Maria), De mão no bolso (Paulo Jobim e Ronaldo Bastos) entre outras. Esteve, durante alguns anos, na França e lá lançou o Cd "Gosto de Hortelã", gravação do show, que havia feito no Brasil, em 89. Esse trabalho lhe rendeu muitos elogios da crítica local e posteriormente chegou aqui. Ela abre o álbum com Afluentes. Destaco Marajó, Resgate (Irinéa e Paulo César Feital), entre outras. "Definitivamente" é o trabalho mais recente da cantora Fhernanda. Nesse Cd, há três composições dela; e outras, em parceria, com Isolda, Sarah Benchimol e Jackie Silveira. Os arranjos são assinados por Amadeu Signorelli, Alceu Maia, entre outros. Esse último produziu o álbum, juntamente com Sarah Benchimol. O repertório é romântico e, nesse Cd, faz a regravação da música Gosto de Hortelã. Com sua bela voz, interpreta também Procura-se, Deja Vu, Tão simples, a canção-título, entre outras.
Esse Cd pode ser comprado pela Som Livre, clicando neste link. Para saber mais sobre Fhernanda visite o site oficial da cantora. Segunda-feira, Junho 16, 2003
A poesia de Cristina Saraiva Minha mais nova aquisição é o Cd "Primeiro olhar", de Cristina Saraiva, exímia letrista que tem, nesse álbum, suas poesias, musicadas e cantadas por Simone Guimarães, Renato Motha, Edu Santana e Kiko Zamarian. Há também parcerias com Jaime Além, Jorge Vercilo e Sérgio Farias. Os intérpretes Sérgio Santos, Márcia Tauil e Giselle Martine também marcam presença nesse trabalho. Maurício Maestro participa como arranjador e cantor. Esse excelente Cd conta ainda com o talento do músico Leandro Braga. Traz canções, como Fica só pó, Primeiro olhar, Laranjeiras, Imagem, Desafios, entre outras. Cristina Saraiva interpreta Sem despertar. O repertório é belíssimo! Vale a pena ser conferido.Sexta-feira, Junho 13, 2003
Bia revisita a Bossa Nova Pra quem gosta de Bossa Nova, indico o Cd que a cantora Bia lançou em 94. Ela soube bem captar a atmosfera desse estilo. Há pérolas da nossa música, como Fotografia (Tom), Meditação (Tom e Newton Mendonça), Retrato em branco e preto (Tom e Chico), Chega de saudade (Vinícius e Tom), Rio (Menescal e Bôscoli), entre outras. Esse álbum foi produzido por Roberto Menescal e Raymundo Bittencourt. Os belos arranjos desse trabalho foram feitos por Luiz Avellar. Destaco ainda as canções Samba da pergunta, de Pingarrilho e Vasconcellos e Caminhos cruzados, de Tom e Newton Mendonça.Quinta-feira, Junho 12, 2003
Alguns destaques da discografia de Jane Duboc Quando ouvi Jane Duboc pela primeira vez, fiquei encantado com sua voz doce, cristalina e extremamente bela. Ela é afinadíssima e alia perfeitamente técnica à emoção. Tenho, em casa, toda a sua discografia, inclusive os álbuns "Paraíso", com o músico Gerry Mulligan e "Brasiliano", Cd de canções italianas, que foi lançado na Itália. Neste post, abordarei alguns de seus trabalhos. Futuramente, tecerei mais comentários. O disco "Languidez", lançado em 80, traz uma pérola na voz de Jane, a canção Manuel, o audaz, de Toninho Horta, a meu ver, a melhor gravação dessa música. Além dessa, canta Saudade, Que outro dia amanheça, Bonita, Estrela do mar, entre outras. Nesse álbum, há a participação de Oswaldo Montenegro em Cachoeira.
Dois anos depois, gravou o disco "Jane Duboc", que traz a música Doce mistério (tentação), de Tunai e Sergio Natureza, que lhe rendeu, em 82, o prêmio de melhor intérprete no Festival MPB-Shell. Há uma composição dela, em parceria com Oswaldo Montenegro, Eu no sol, que canta divinamente. Caetano Veloso faz dueto em Mansidão, música composta por ele. Adoro Água, de Fátima Guedes, Tudo certo, de Zé Renatobe Ana Terra e Delírio, de Casa Branca e Gandula.
"Ponto de partida", o primeiro álbum que comprei, foi lançado em 85. Traz composições de Jane, como Ponto de partida e Pé na estrada, com Luca, Vire a página, com Ivo de Carvalho, entre outras. Numa outra canção de sua autoria, Ao Jarreau, faz uma grande homenagem ao cantor americano Al Jarreau. As minhas prediletas são Aqui e além, Cantor, Pé na estrada e Ponto de partida.
No Cd "Jane Duboc", de 93, gravou alguns clássicos da MPB, como Capim (Djavan), Folhetim (Chico), Acontece (Cartola), Aos nossos filhos (Ivan Lins e Vitor Martins), Primavera (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes), entre outros. Esse é um belo álbum de Jane.
Se todos fossem iguais a você, Fotografia, João e Maria e Rio são algumas das preciosidades da nossa música, que fazem parte do álbum "Jane Duboc - from Brazil to Japan" de 96. Nesse Cd, destaco ainda a canção Alguém cantando, de Caetano Veloso.
Jane participou de diversos álbuns. Em "O grande circo místico", interpretou Valsa dos Clowns, de Chico Buarque e Edu Lobo. Ao lado de Paulo Bellinati, cantou Saudade de Itapoã, que faz parte do Songbook Dorival Caymmi. Destaco também as belíssimas interpretações dela nas canções Modinha (Songbook Vinícius de Moraes) e Chovendo na roseira (Songbook Tom Jobim). Gostaria muito que a Jane gravasse Se eu quiser falar com Deus, de Gil. Pude ouvir essa canção em dois de seus shows e fiquei muito emocionado com a sua interpretação. Leia o post anterior deste blog sobre Jane Duboc. Visite também o site oficial da cantora. Terça-feira, Junho 10, 2003
Brasileiras: um grande momento de Wanda Sá e Célia Vaz As cantoras Wanda Sá e Célia Vaz lançaram, em 94, o Cd "Brasileiras", que traz um repertório excelente, escolhido a dedo. Abrem o álbum, fazendo vocalizes na belíssima música Amazon River, de Paulo César Pinheiro e Dori Caymmi. Fazem o mesmo nas faixas Uma bênção, de Tita Lobo e Agora sim, de Luizão Paiva e Luiz Alves. Gravaram também Tom e Vinícius (Água de beber e Frevo), Paulo César Valle e Eumir Deodato (Razão de viver), Chico (Samba do grande amor), entre outros. Há as participações especiais de Joyce (Tardes cariocas), Gal (Gaiolas abertas), Nana Caymmi (Imagem) e Quarteto em Cy (Molambo e Dom de iludir). A produção e os arranjos são assinados por Wanda e Célia. Vale a pena conferir esse trabalho. As interpretações de que mais gosto são Água de beber, Tardes cariocas e Imagem.Domingo, Junho 08, 2003
As contribuições musicais de Chico Buarque Chico Buarque, um dos melhores e mais atuantes compositores da música de todos os tempos, fez canções para peças, filmes e balés. Em 79, compôs para a peça "Ópera do Malandro". As músicas Homenagem ao malandro, Folhetim, O meu amor e Pedaço de mim tornaram-se bastante conhecidas e foram regravadas por grandes intérpretes da nossa música. Em 83, ele e Edu Lobo lançaram "O grande Circo Místico", trilha sonora do Ballet Guaíra. Esse excelente disco conta com as participações de Jane Duboc, Milton, Gal, Simone, entre outros. Destaco as belas interpretações de Jane, em Valsa dos clowns e de Milton, em Beatriz. Cinco anos depois, foi lançado outro álbum, com canções do Ballet Guaíra, "Dança da meia lua". Cláudio Nucci, o grupo Garganta Profunda e Leila Pinheiro são alguns dos nomes que marcam presença nesse trabalho. Adoro Casa de João de Rosa, Abandono e Valsa brasileira. O disco do filme "Para viver um grande amor", de 83, traz composições de Chico, Tom, Carlos Lyra, Vinícius e Djavan. Olívia Byington interpreta Sinhazinha (Despedida), Imagina e A primavera; as duas últimas, com Djavan. Além deles, cantam Dori Caymmi, Zezé Motta e Elba Ramalho. Outro grande álbum é "Malandro", de 85. Todas as canções são de Chico. Adoro Palavra de mulher, com Elba, O último blues, com Gal e Sentimental, com Zizi Possi. Também de 85 é a trilha sonora de "O Corsário do Rei". O álbum é ótimo! Há as participações de Zé Renato, Cláudio Nucci, Djavan, Ivan Lins, Lucinha Lins, entre outros. As minhas prediletas são Tango de Nancy, Salmo e Choro bandido. Em 2001, é lançado, no mercado, o Cd com as canções do musical "Cambaio", escritas por Chico e Edu. Nesse álbum, há duas músicas instrumentais, Quase memória e A fábrica . Minha favorita é Cantiga de acordar, interpretada por Chico, Edu e Zizi. Há também as presenças de Lenine e Gal. Terça-feira, Junho 03, 2003
Grandes nomes cantam Chico Buarque Neste post, mencionarei algumas das interpretações das canções de Chico de que mais gosto. Tango de Nancy e Angélica, com Clarisse Grova. Beatriz e Cálice, com Milton. Tantas palavras e Carolina, com Zé Luiz Mazziotti. Sabiá e Retrato em branco e preto, com Elis. Todo sentimento e Bastidores, com Sema Reis. Valsa dos clowns e João e Maria, com Jane Duboc. Basta um dia e Olhos nos olhos, com Zé Renato. A noiva da cidade e Bye, bye, Brasil, com Fátima Guedes. Palavra de mulher e Sem açúcar, com Elba. Sentimental e Pedaço de mim, com Zizi Possi. Coração Suburbano e Casa de João de Rosa, com Cláudio Nucci. Mar e lua e Yolanda, com Simone. Com açúcar, com afeto e Folhetim, com Rosa Passos. Você, você e A história de Lily Braun, com Leila Pinheiro. Estação derradeira e Homenagem ao malandro, com Leny Andrade. Vai passar e Vai trabalhar vagabundo, com Joyce. Mil perdões e As vitrines, com Gal. E você? Que interpretações você destacaria? Participe, dando sua opinião no espaço para comentários. Segunda-feira, Junho 02, 2003
Chico, grande mestre da MPB O cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda há anos vem enriquecendo nossa música com canções brilhantes. Ele é, de fato, um dos mestres da MPB. É uma grande referência musical, por fazer músicas divinas em termos de harmonia e letra. Sua poesia é significativa e nos sensibiliza, nos encanta.
Sua discografia é imensa, por isso, neste post, tecerei comentários de alguns de seus trabalhos. Noutra oportunidade, falarei mais do gênio Chico Buarque. Durante todos esses anos, Chico compôs com muitos nomes da nossa música, como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Milton, Djavan, Sivuca, Gil, Dominguinhos, Francis Hime, entre outros. Edu Lobo é o seu parceiro mais constante. Em 66, lançou o álbum "Chico Buarque de Hollanda", que traz os clássicos, A Rita, Olé Olá, Pedro Pedreiro, entre outros. Participou do Festival da Record, nessa época, com sua canção A banda, interpretada por Nara Leão, ficando bastante conhecido. No ano seguinte, gravou o vol. 2, trazendo músicas, como Noite dos mascarados, Com açúcar, com afeto e Quem te viu, quem te vê. Em 68, lançou o álbum volume 3, em que há as participações de Toquinho, Cristina Buarque e MPB-4. Esse disco traz a canção Retrato em branco em preto, de Chico e Tom. Essa é belíssima! Gosto muito da gravação que Joyce fez dessa música como também da maravilhosa interpretação de Elis. Destaco também Roda viva, Tema para "Morte e vida Severina" e Carolina. Chico, em 71, lançou "Construção", em que canta os sucessos Cotidiano, Valsinha, Olha Maria, Acalanto, entre outros. A canção-título é uma obra-prima. Em 78, gravou outro disco primoroso, que traz Milton Nascimento, cantando com ele uma preciosidade da nossa música, Cálice. Quem também fez um belo registro dessa canção foi Maria Bethânia. Vale à pena conferir Pedaço de mim, com Zizi Possi, O meu amor, com Elba Ramalho e Marieta Severo, entre outras. O disco de 80 é um dos que mais gosto. Ele é todo lindo! Há clássicos, como Qualquer canção, Bastidores, Bye, bye, Brasil, Eu te amo, Mar e lua, Vida, De todas as maneiras e Fantasia. Dois anos depois, gravou "Almanaque". Nesse disco, adoro Angélica, Tanto amar, As vitrines e a canção-título. Em seu disco de 84, Chico canta Brejo da Cruz, Tantas palavras, As cartas, entre outras. Há as participações especiais de João Bosco e Pablo Milanês. Destaco a música Suburbano Coração. Em "Francisco", há a maravilhosa canção Todo sentimento. Além da gravação de Chico, destaco as de Selma Reis e Verônica Sabino. O Cd "Paratodos", de 93, traz as presenças de Gal Costa e Tom Jobim. A minha preferida é Choro Bandido. Essa canção é linda demais! |
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