Quarta-feira, Abril 30, 2003
 
Mônica Salmaso, uma cantora em ascensão

Foto de Marcílio GodoiVencedora do 2º Prêmio Visa - Edição Vocal e indicada, em 97, para o Prêmio Sharp, como revelação da MPB, Mônica Salmaso vem conquistando, a cada dia, novos fãs. Com certeza, sou um deles.

O primeiro trabalho, que conheci dela, foi o Cd "Voadeira", lançado em 99. Esse álbum é simplesmente lindo! Ela canta Fátima Guedes (Silenciosa), Dorival Caymmi (O vento), Chico e Vinícius (Valsinha), entre outros. Esse disco foi considerado pelos críticos, na época, um dos dez melhores lançamentos do ano. Adoro Dançapé, Senhorinha, Juparanã e Silenciosa.

No ano anterior, lançou o Cd "Trampolim", que conta com as participações especiais de Paulo Bellinati, Naná Vasconcelos, Toninho Ferragutti, entre outros. É mais um primoroso trabalho da cantora. Destaco O bem do mar, Saci, Na ribeira deste rio e Trampolim.

Em "Afro-Sambas", Mônica e Bellinati homenageiam Baden Powell e Vinícius de Moraes. Acompanhada pelo violão virtuoso de Bellinati, Mônica canta Consolação, Canto de Ossanha, Canto de Xangô, Canto Yemanjá, entre outras. O álbum, gravado em 96, foi relançado em 2000. Mais um trabalho que não pode faltar na nossa estante.

A cantora participou do Cd em homenagem ao maestro Léo Peracchi, cantando As praias desertas e Soneto da separação. Participou também do álbum "Eduardo Gudin e Notícias dum Brasil", interpretando Rosa dos tempos, Samba de verdade, Luzes da mesma luz, entre outras. Ela marcou presença ainda no Cd "Contos do Mar", de Mario Gil, em que canta Rainha do mar e Outro quilombo, compostas por ele e Paulo César Pinheiro.

Com sua voz e interpretações singulares, Mônica vem ocupando na música o espaço que merece. Para saber mais sobre a cantora, visite o Site oficial de Mônica Salmaso.



Segunda-feira, Abril 28, 2003
 
Encontro marcado com Cris Delanno

Com interpretações precisas, marcantes e uma voz privilegiada, Cris Delanno tem recebido elogios da crítica e do público.

Em 92, participou do Cd "Ditos & Feitos", a convite de Roberto Menescal. No álbum "Nara - Uma Senhora Opinião", gravou algumas das canções que consagraram Nara Leão, e o Cd conta com a participação especial de Menescal. Há clássicos, como O barquinho, Você, João e Maria e A banda. Destaco sua interpretação em Carcará. Esse trabalho traz também a composição Nara, que Menescal e Joyce fizeram em homenagem à cantora Nara Leão.

Outro disco, que destaco de Cris, é o álbum "Cris em Tom Maior", em que canta clássicos da Bossa Nova, como Corcovado, Eu sei que vou te amar, Chega de Saudade e Wave.

Em 2001, lançou o Cd "Filha da Pátria", com canções de Chico Buarque, Ary Barroso, Caetano, entre outros. Os arranjos são de Leandro Braga. Destaco Encontro marcado, Ânima e Brasil de Oliveira da Silva do Samba. Assisti ao show de lançamento desse trabalho no Garden Hall (Barra da Tijuca, Rio de Janeiro). Além das músicas desse Cd, Cris cantou outras canções, como O meu amor, Cara a Máscara, Pétala e Mulheres do Brasil.

Seu trabalho mais recente é o lançamento do álbum "Caminhos Cruzados" (foto), que resgata algumas das composições de Newton Mendonça. As interpretações de Cris Delanno são divinas. Destaco também os belíssimos arranjos de Roberto Menescal. Cris e Menescal apresentaram as canções desse Cd no ArteSesc do Flamengo, Rio de Janeiro.

Visite o Site oficial de Cris Delanno e saiba mais sobre a cantora e seu trabalho.


Domingo, Abril 27, 2003
 
Todo o sentimento de Selma Reis

"Uma vez me disseram que eu sou dramática,
mas eu sou é trágica"
(Selma Reis)


Com sua interpretação teatral, Selma Reis nos emociona, nos toca o coração e nos mostra como é bela e rica a música brasileira. Com sua voz poderosa e extremamente bela, fez gravações memoráveis, e uma delas é a composição Emoções suburbanas, de Altay Veloso e Paulo César Feital. Não me canso de ouvi-la. Ela faz parte do Cd "Todo Sentimento", relançado ano passado. Nesse álbum, há também outras interpretações que merecem ser destacadas, como Todo sentimento, Como nossos pais, Beco do Mota e Ave Maria no morro. Não poderia também deixar de falar da canção Por toda a minha vida, de Tom e Vinícius, dois grandes ícones da Música Popular Brasileira. Selma reuniu, nesse álbum, as composições que lhe são muito especiais, que representam momentos de sua vida.

Assisti a esse show no Teatro Rival-BR, em que Selma cantou algumas canções, acompanhada pelo Coral da Telefônica Celular. Nesse espetáculo, canta Palavra de mulher, que faz parte da trilha da peça "Um dia de sol em Shangrilá". Sua interpretação é excelente. Pena ela não ter gravado essa canção.

A música que ficou mais conhecida na voz de Selma foi O que é o amor, de Danilo Caymmi e Dudu Falcão, que também fez parte do repertório da minissérie "Riacho Doce".

Em 96, lançou o Cd "Achados e Perdidos", cantando as composições de Gonzaguinha. Nesse álbum, há grandes clássicos, como Sangrando, Grito de alerta, Explode coração, Feliz e O que é, o que é. A idealização e a concepção desse trabalho são de Selma Reis e os arranjos de J. Moraes. Vale a pena conferir esse disco.

Lançou também um Cd com músicas cubanas (Ares de Havana). Esse trabalho, gravado em Cuba, conta com a participação de músicos locais e traduz bem a atmosfera daquele país.


Sábado, Abril 26, 2003
 
A poesia e a música de Fatima Guedes

Fatima Guedes iniciou sua carreira como compositora em 73. Compôs músicas para teatro, como Onze Fitas, que fez parte da peça "O dia da Caça", de José Louzeiro e, posteriormente, essa canção foi gravada por Elis Regina. Muitas outras cantoras gravaram Fatima Guedes, como Leny Andrade, Simone, Jane Duboc e Nana Caymmi. Em 80, participou do Festival da Nova Música Brasileira com Mais uma boca. "Fatima Guedes", seu primeiro LP, lançado em 79, já nos mostra todo o seu talento. Ela interpreta, dentre outras, Passional, Onze Fitas e Meninas da cidade. No ano seguinte, lança um disco homônimo, em que há composições, como Mais uma boca, Cheiro de mato e Condenados. O álbum é excelente e foi relançado em Cd.

Fatima Guedes, em suas músicas, fala, dentre outras coisas, sobre o amor. Sua linguagem é extremamente poética, sensível, tocante. Ela alia técnica à emoção. Sua voz e interpretações são impecáveis.

Ganhei de um amigo o LP "Sétima Arte", em que homenageia toda a magia do cinema. Destaco, nesse álbum, as músicas Os amores que eu não tive, Natureza morta e Criatura. Ela, mais uma vez, mostra-nos que está afinadíssima com a boa música. Em um programa de entrevistas, declarou ser a composição Natureza Morta sua melhor letra.

O Cd "Pra bom entendedor", a meu ver, é um dos melhores trabalhos de Fatima Guedes, incluindo canções suas, de Guinga, entre outros. O repertório é belíssimo e de muito bom gosto. Adoro Faca, Sete estrelas, Flor-de-ir-embora e Silenciosa. Essa última também foi gravada pela cantora Mônica Salmaso no Cd "Voadeira".

O Cd "Muito Intensa" traz as participações especiais de Zé Renato (Perfeito) e de Djavan (É sério). Além de suas composições, há parcerias com Joyce, Ivan lins, Nei Lopes, Adriana Calcanhoto e Djavan. Uma pena que o Cd esteja fora de catálogo.

Seu trabalho mais recente é o Cd "Luzes da mesma luz", com Eduardo Gudin. Fatima canta acompanhada por uma orquestra e faz a releitura de sucessos, como Verde. Todos os arranjos são feitos por Gudin, e esse álbum é ótimo.

O próximo trabalho de Fatima é o lançamento de um Cd, interpretando sambas, de sua autoria e de outros compositores. Aguardemos esse novo trabalho da cantora.


Quinta-feira, Abril 24, 2003
 
Festival de MPB reúne compositores em São Paulo

De um número recorde de 2.893 autores inscritos no 6º Prêmio VISA de MPB - Edição Compositores, apenas 24 candidatos foram classificados. Diferente de outros festivais, o Prêmio Visa não exige que as composições sejam inéditas. Haverá seis eliminatórias. Em cada uma, quatro candidatos apresentarão quatro obras. A primeira delas acontece no próximo dia 29, no Espaço Promom em São Paulo. Depois serão realizadas três semifinais, a partir do dia 11 de junho. A final está prevista para o dia 23 de julho, e o vencedor será consagrado não por uma única canção, mas pelo conjunto de sua obra. O júri será presidido pelo maestro Nelson Ayres. Além dos prêmios em dinheiro, o primeiro lugar gravará um Cd que será lançado pela Eldorado.

Do elenco feminino, podemos destacar a cantora carioca Bia Pontes, que tem seu trabalho registrado no Cd "Cabeça de Medusa" e participa da primeira eliminatória. Do Rio, também vem a dupla Rodrigo Lessa e Mauro Aguiar. Eles se conheceram por intermédio de Guinga e, desde então, são grandes parceiros musicais. Em 2002, lançaram o Cd "Fora de Esquadro".

Dia 7 de maio, o músico Felipe Radicetti apresenta composições em parceria com Clarisse Grova e Cristina Saraiva. Duas das canções, Indiviso e Marrento, fazem parte do cd Superlisa; uma outra, Duplo espelho, está incluída no álbum "Homens Partidos".

O festival conta também com a participação do cantor Cláudio Nucci, autor de músicas de sucesso como Toada e Sapato Velho. Cláudio retornou ao Grupo Boca Livre, depois de anos, no lugar do cantor Zé Renato. Seu álbum mais recente é o Cd "Casa da Lua Cheia".

Vale conferir também a participação de Sérgio Santos, que tem composições gravadas por grandes nomes da MPB. Seu trabalho mais recente é o Cd "Áfrico". Sérgio participa do álbum "Sinfonia do Rio Janeiro de São Sebastião" (obra composta por Francis Hime), juntamente com Zé Renato, Leila Pinheiro, Olívia Hime e Lenine.



Terça-feira, Abril 22, 2003
 
Muito além de Saigon

Cantor, compositor e arranjador, Cláudio Cartier, no início de sua carreira, formou com Octávio Burnier (hoje, Tavinho Bonfá) a dupla "Burnier & Cartier". Em 74, lançaram o primeiro álbum, "Burnier & Cartier", pela RCA.

Cartier, em 79, participou do LP de Nana Caymmi, como cantor e violonista, na canção No analices, de sua autoria e de Paulo César Feital.

A partir de 82, Cartier iniciou sua carreira solo, lançando o LP "Cláudio Cartier", com arranjos seus e de César Camargo Mariano. No ano de 1985, lançou um compacto, interpretando Saigon e Dias de lua. Ele participou como músico, vocalista e arranjador em álbuns de artistas como: Nana Caymmi, Sérgio Mendes, Zizi Possi, Sarah Vaughan, entre outros.

No Cd "Aldir Blanc - 50anos", há uma composição de Cartier e Aldir Blanc. A música chama-se Mastruço e Catuaba e é interpretada por Aldir, Nei Lopes, Walter Alfaiate e Wilson Moreira. Esse álbum é ótimo!

A composição de Cartier que ficou mais conhecida foi Saigon, em parceria com Carlão e Paulo César Feital. Essa canção foi gravada também por Leny Andrade, Beth Carvalho e Emílio Santiago. Muitos outros artistas gravaram suas composições, dentre eles, Clarisse Grova, Milton Nascimento e Nei Lopes.

Sua parceria musical com Feital é antiga. Fizeram várias canções juntos, como Fala geral, Lua com limão, Resgate, Saudações e outras. Paulo César Feital lançou, este ano, o Cd "Ofício: Brasileiro", em que canta as músicas Cinelândia e Saigon, compostas com Cláudio Cartier.

Cartier e a cantora Clarisse Grova já dividiram o mesmo palco em um show na Sala Sidney Miller. Gostei tanto do espetáculo que o vi duas vezes na mesma semana. A partir desse espetáculo, fiquei fã do trabalho dos dois. Cartier, artista afinado com a boa música, sabe valorizar cada canção com seu talento.


 
Certas canções

"Certas canções que ouço
Cabem tão dentro de mim
Que perguntar carece
Como não fui eu que fiz? (...)"
(Tunai e Milton Nascimento)


Sou um ser musical que se encanta com a voz humana, com os acordes, com as canções. A música me transporta, me envolve, me harmoniza. É minha companheira de muito tempo, e não conseguiria viver sem ela.
Marcelo Rocha



Segunda-feira, Abril 21, 2003
 
Zé Renato e sua trajetória musical

"Abençoada a voz do ser que canta
possui a alma irmã do passarinho
os males desta vida que ela espanta
quem canta acende a estrela do caminho
visionário, adivinho (...)"
(Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro)


"Abençada a voz" de Zé Renato. Com sua voz marcante e bela, o cantor nos mostra grande musicalidade e talento. Sempre associo o seu canto aos pássaros, à natureza. Ficou conhecido, inicialmente, como um dos integrantes do grupo vocal Boca Livre que, na época, era formado por ele, Cláudio Nucci, David Tygel e Maurício Maestro. Lançaram, em 79, o LP "Boca Livre", de enorme repercussão, contendo os sucessos Toada (Zé Renato / Cláudio Nucci / Juca Filho) e Quem tem a viola (Zé Renato / Xico Chaves / Cláudio Nucci / Juca Filho). Esse trabalho está à venda em Cd e é ótimo.

Em 1982, iniciou sua carreira solo com o LP "Fonte da Vida" sem, contudo, deixar o grupo Boca Livre. O disco foi produzido por João Mário Linhares, com direção musical de Alberto Rosenblit. Grandes músicos participaram desse trabalho, como Roberto Menescal, Jacques Morelenbaum, Ricardo Silveira e outros. O grupo Céu da Boca e seus parceiros do Boca Livre fizeram vocais no álbum. O repertório é excelente, e destaco as músicas A voz dessa canção, A mó do tempo e Urutaí. Em 87, uniu-se a Cláudio Nucci, Zé Nogueira, Marcos Ariel, Ricardo Silveira, Jurim Moreira e João Batista, para formar a Banda Zil. O LP que lançaram é primoroso. Adoro as músicas Tupete (em que Zé e Nucci fazem vocalizes), Ânima, Benefício e Jequié.

Gravou na Argentina, em 94, o Cd "Ponto de Partida" juntamente com os músicos Victor Biglione e Litto Nebbia. Esse trabalho nos mostra que a música não tem fronteiras. A interpretação de Zé Renato em Manoel, o Audaz é tocante e bela, como também na música Acontece, de Cartola.

Em seu Cd "Zé Renato - Natural do Rio de Janeiro", canta sambas do compositor Zé Keti. Esse trabalho foi produzido por Zé Nogueira e teve a participação dos músicos Leandro Braga, Cristóvão Bastos e outros. Destaque para o arranjo da música Opinião. Esse álbum foi bastante elogiado pelos críticos musicais e pelo o público.

Em 2000, Zé Renato saiu do Boca Livre, pois decidiu dedicar-se integralmente à carreira solo.

Seu trabalho mais recente é o Cd "Memorial", em parceria com o músico Wagner Tiso. Nesse álbum, há a participação de Milton Nascimento na canção Tristeza do Jeca, de Angelino de Oliveira. Destaco ainda as composições de Tom e Vinícius (Lamento no morro e O grande amor) e a música Céu de Brasília, de Toninho Horta e Fernando Brant. "Memorial" deve fazer parte da sua discoteca.


Domingo, Abril 20, 2003
 
A doce voz de Jane Duboc

Acompanho a carreira de Jane Duboc há muito tempo. A primeira música que me despertou para o seu talento foi Saudade, de Nato Gomes. Fiquei impressionado com a sua voz melodiosa, límpida e afinadíssima. Jane conquistou também os músicos, já que é sempre requisitada por eles; recebeu, por isso, o título de "cantora dos músicos". Até o músico americano Gerry Mulligan se rendeu aos encantos de sua voz. Lançaram juntos o Cd "Paraíso", que apresenta composições deles, de Joyce e Tom Jobim. Jane Duboc, com sua grande experiência, já percorreu vários estilos musicais. Cantou rock progressivo no Grupo Bacamarte, música folclórica, nordestina, bossa nova e muito mais. Isso mostra a sua grande versatilidade. Ela sabe usar a voz como um instrumento musical, fazendo improvisos e vocalizes. Uma prova disso pode ser ouvida na última faixa do Cd "Partituras". Poucas são as cantoras brasileiras que fazem bem isso, e ela é uma delas. No Cd "Partituras", ela interpreta composições de Flávio Venturini. A música título é uma parceria dela com Venturini. Adoro Nuvens, Pequenas maravilhas, Partituras, Anjo bom.

Não podia deixar de falar também do álbum "Da Minha Terra", de Jane e Sebastião Tapajós. Esse projeto resgata algumas canções representativas de compositores paraenses com maestria, musicalidade e muita sensibilidade. O Cd é lindo! Os arranjos são belíssimos e foram feitos por Arismar do Espírito Santo, Sebastião Tapajós, Jane Duboc (Da minha Terra) e Marco André (Roda do meu querer). Esse álbum também não pode faltar na nossa estante. Destaco Igapó, Azulão, Indauê Tupã e Uirapuru.

Lendo sobre Jane, descobri que ela havia sido chamada para gravar um LP de Bossa Nova. Foram gravadas cinco canções, sendo uma delas Correnteza, de Tom Jobim. Esse projeto não foi adiante e, infelizmente, o disco não saiu. Quem sabe Jane não retoma esse projeto? Gostaria muito de ouvi-la cantar Correnteza.

O trabalho mais recente de Jane é o Cd "Sweet Lady Jane", produzido por Ivan Lins. Ela canta algumas músicas em português e outras em inglês. Há composições de Tom, Egberto Gismonti, Tunai / Sergio Natureza, Rosa Passos / Fernando de Oliveira e outros. Jane é acompanhada por uma orquestra, composta de músicos brasileiros e estrangeiros. Os arranjos são impecáveis e Jane mostra, mais uma vez, todo o seu talento.


Sábado, Abril 19, 2003
 
A musicalidade de Felipe Radicetti

Cd Homens Partidos - Felipe RadicettiCom sólida formação acadêmica erudita, o músico Felipe Radicetti tem feito composições de excelente qualidade, versáteis e de grande musicalidade, que mostram sua importância para a Música Popular Brasileira. Suas músicas fazem bem à alma e, com certeza, a gente precisa disso.

Lançou o álbum "Homens Partidos", que traz doze músicas, sendo duas instrumentais. Todas as canções foram compostas e arranjadas por ele. Há, nesse trabalho, as participações de nomes como Cláudio Nucci (Um barco pequeno sem remo e Homens partidos), Geraldo Azevedo (Moleque-marraio) e Clara Sandroni (Outro canto americano e O navio negreiro). Além desses artistas, destaco Tânia Maya, cantando Duplo espelho.

O trabalho mais recente dele é o lançamento do Cd Superlisa com a cantora Clarisse Grova. Tanto um quanto outro cd devem fazer parte da sua estante.


 
Mais um pouco de Clarisse


Capa do programa do Show BrasileiraClarisse é afinadíssima e, ao mesmo tempo, canta com a alma. Combinação perfeita. O que mais me chamou atenção nela, além da voz e da interpretação, são os olhos. Pude observá-los melhor ao me sentar perto do palco no show "Brasileira". Eles são extremamente expressivos e mostravam toda a sua emoção em estar interpretando as canções do espetáculo. Esse show foi apresentado no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, com direção musical e arranjos de Flávio Paiva. Clarisse cantou inicialmente Salve, de Gonzaguinha. Além dessa dele, interpretou Coisa mais maior de grande. Ela nos brindou com o lindo samba Cravo e Ferradura, uma composição dela em parceria com Cristóvão Bastos e Aldir Blanc. Ouçam, é ótimo! O repertório incluiu ainda Chico Buarque (Viver do Amor, Tango de Nancy e Angélica), Fagner e Ferreira Gullar (Traduzir-se), dentre outras. Fiquei com saudades desse show.

Lembrei-me também de outro show mais antigo, em que Clarisse cantou belissimamente Eternamente, de Tunai e Sergio Natureza. Esse espetáculo foi na Sala Funarte Sidney Miller.

Em 98, participou do projeto "Encontros Musicais", em que apresentou, além de Cravo e Ferradura, uma outra composição sua, chamada Orlando e Ivete, composta com Paulo César Feital.

A propósito, Clarisse aniversaria este mês, e desejo a ela saúde, paz e sucesso com o novo trabalho.


Sexta-feira, Abril 18, 2003
 
Falando de Clarisse Grova

Não poderia começar de outra forma. Clarisse é arte musical. Dona de uma belíssima voz, ela é musicalidade pura. Desde a primeira vez que a ouvi, fiquei encantado. Suas interpretações são impecáveis.

Sobre ela, o jornalista e escritor Ruy Castro comenta: "Clarisse, em sua rica experiência na noite carioca, varou madrugadas abraçadas às melhores canções, insistindo em cantar bem, dando sempre a nota certa e a interpretação exata."

O primeiro trabalho que conheci dela foi o LP Clarisse, lançado em 1985. O disco tem nove faixas e traz composições variadas, como Canção de Acordar (Flávio Venturini e Vitor Hugo), Capricho (Sueli Costa e Abel Silva), dentre outras. Na Sala Funarte, assisti ao show de Clarisse e Claudio Cartier, em que ela abrira o espetáculo, interpretando a belíssima canção Mil Corações, de Fernando Gama e Sergio Natureza.

Em 97, lançou o Cd Novos Traços, contendo músicas de Cristóvão Bastos e Aldir Blanc. Clarisse é parceira da dupla no samba Cravo e ferradura, que abre o Cd. Ela mostra, mais uma vez, uma técnica vocal apuradíssima e muita sensibilidade. Nesse trabalho, destaco Cravo e ferradura, Soneto em Blue e Acalanto pros Netos. Não deixem de escutar esse álbum.

Ainda em 97, participou do Cd "Isto é que é MPB, vol. 2", cantando A Flor e o Espinho, Flor de Lis e Pra Não Dizer Que Eu Não Falei das Flores. Além dessa participação, interpretou Reencontro no álbum "Aldir Blanc - 50 anos".

Clarisse está com um trabalho novo, em parceria com o tecladista e compositor Felipe Radicetti (com ela, na foto acima). O Cd Superlisa já está à venda e faz parte de um projeto que inclui o site, no qual você poderá ter mais informações acerca do trabalho.

Felipe Radicetti, parceiro de Clarisse no projeto, foi classificado para o 6º Prêmio Visa - Edição Compositores. Os dois se apresentarão em São Paulo, no dia 7 de maio, na segunda eliminatória.

Clique aqui para saber mais sobre Clarisse Grova.


 
O Arte Musical nasceu da vontade de poder ter um espaço para falar sobre música. A minha relação com ela começou muito cedo já que, quando criança, por influência dos meus tios, ouvia Milton, Elis e muitos outros. Fui crescendo ouvindo boa música e, com o passar dos anos, fui descobrindo novos talentos, como Clarisse Grova, Jane Duboc, Zé Renato, Fatima Guedes, Joyce, Leila Pinheiro, dentre outros. Os meus posts vão falar essencialmente sobre Música Popular Brasileira, e estou aberto a contribuições de pessoas que também sejam apaixonadas por essa arte.