Sábado, Agosto 09, 2008





Célia canta Maysa e Dolores Duran



Participação especial do cantor Carlos Navas
Ingressos de 7,50 a 15 reais.


Terça-feira, Julho 29, 2008

Marco André em dose dupla: Amazônia Groove e Beat Iú

Nascido em Belém, o cantor, compositor, instrumentista e arranjador Marco André, ao longo de sua carreira, participou de importantes festivais, atuou como produtor de discos, escreveu jingles publicitários e foi gravado por nomes da nossa música, como Jane Duboc, Vital Lima, Fatima Guedes, Leila Pinheiro, entre outros.

De forma independente, em 2004, lançou Amazônia Groove, Cd considerado pela Froots Magazine, a principal revista de World Music da Europa, entre os dez melhores discos de 2005. Ainda em 2005, Marco André recebeu o Prêmio Tim como melhor cantor regional. O repertório reuniu as composições de Marco André A Amazônia é pop, Ao Som da Barrica (drum'n'boi), Caringlobalizado, De flor em flor, E tudo deixa de lado, Escudo, Trincheiras, Valium, Varrido de Amor e Função ds coisas (com Almir Gabriel). Fazem parte ainda do Cd as canções Pescador pescador (Mestre Lucindo), Baiuca's Bar (Paulo André e Ruy Barata) e o Pout-pourri de Carimbó - Clarão da Lua (Almir Gabriel), Sinhá Pureza (Pinduca) e Carimbó da saudade (Alfredo Oliveira).


Sobre o Cd Beat Iú, o crítico musical Mauro Ferreira escreveu em fevereiro de 2006:
"O engenhoso título Beat Iú foi formado a partir da aglutinação de Pitiú (palavra popular no Norte brasileiro, derivada do idioma Tupi e que significa cheiro forte de maresia ou cheiro de peixe) com Beat, o vocábulo inglês que encabeça o dicionário de qualquer DJ ou produtor de música eletrônica do mundo. A mistura pode ser compreendida de forma mais concreta e sonora com a audição do Cd. Marco André usa os ritmos amazônicos como matéria-prima (sobretudo o carimbó) para fazer um som de linguagem atual, assimilável em qualquer canto do mundo, mas sem perder o elo com sua origem, o cheirinho da terra amazônica. Em outras palavras, o artista parte de seu imenso e verde quintal para soar universal."

No Cd Beat Iú, Marco André assina as composições Amazônia Groove, Amor de bengala, O que pode e não pode, Brancura, Pequeno Dicionário do Amor (Brega'n'bass do Amor), Sumano`s (com MG Calibre) e Gueixa (com Jorge Andrade). O álbum reuniu ainda Por causa de você, menina (Jorge Ben Jor), Lua namoradeira, Abaluaiê (Waldemar Henrique), Dançador, Beat Iú, Marajoara flor e Laço de flores (MG Calibre). O Cd foi produzido e arranjado por Marco André, em parceria com Sacha Amback.


Segunda-feira, Julho 28, 2008

O Cd de estréia de Mariana Baltar

Indicada ao Prêmio Tim na Categoria Revelação em 2007, a cantora carioca Mariana Baltar se apresentou por vários anos, com sucesso, nas noites de sábado do Centro Cultural Carioca. Uma dama também quer se divertir, seu primeiro Cd solo, reuniu sambas consagrados e inéditos. O repertório foi escolhido a dedo e é de extremo bom gosto. O Cd destaca-se também pelas belas interpretações de Mariana. No repertório, Pressentimento (Hermínio Bello de Carvalho / Elton Medeiros), Deixa Comigo (Assis Valente), Bala com Bala (João Bosco / Aldir Blanc), Zumbi (Jorge Ben Jor), Ralador (Roque Ferreira / Paulo César Pinheiro), Vai com Deus (Teresa Cristina / João Callado / Pedro Miranda), Insensatez (Horondino Silva (Dino 7 Cordas) / Augusto Mesquita), Fita meus Olhos (Cartola / Osvaldo Vasques), Obsessão (Mirabeau e Milton de Oliveira) / Vai, mas vai mesmo (Ataulpho alves) / Me deixa em paz (Monsueto), Sessão 32 (Vander Lee), Dona Biu (Adryana BB), O Pistão do Barriquinha (Billy Blanco), Samba da Zona (Joyce) e Suspenso no Ar (Marceu Vieira / Tuninho Galante). O álbum contou com as participações especiais de Miltinho, Pedro Miranda, Teresa Cristina, Zélia e Ana Costa. Para saber mais sobre a cantora Mariana Baltar, visite o seu site oficial e o seu MySpace.



Quarta-feira, Julho 23, 2008

Carlos Navas e o Cd Quando o samba acabou

Com 11 anos de carreira, o cantor paulistano Carlos Navas lançou em 2007, pela Lua Music, Quando o samba acabou, Cd dedicado ao cantor Mario Reis e ao centenário de seu nascimento. O repertório é de extremo bom gosto, e o Cd destaca-se também pelas belas interpretações de Navas. O Cd reuniu as composições Filosofia (Noel Rosa/André Filho), Sabiá (Sinhô), Joujoux e Balangandans (Lamartine Babo), Se Você Jurar (Francisco Alves/Ismael Silva/Nilton Bastos), Quando o Samba Acabou (Noel Rosa), Meu Barracão (Noel Rosa), Dorinha, Meu Amor (José Francisco de Freitas), Cansei (Sinhô), Fui Louco (Noel Rosa/Bide) e Jura (Sinhô). Os arranjos e a direção musical desse trabalho são de Ronaldo Rayol, e o álbum contou com a participação especial da cantora Tetê Espíndola em Joujoux e Balangandans. Para saber mais sobre Carlos Navas, visite seu site oficial.


Sábado, Julho 19, 2008

Barbara Rodrix e Apá Silvino em São Paulo




Sexta-feira, Julho 18, 2008

Cyda Olimpio no show Flores do Nordeste





Claudia Telles em Ribeirão Preto



Nesta sexta-feira (18/7), no Auditório do Sesc Ribeirão, a cantora Claudia Telles fará um show em homenagem aos 50 Anos da Bossa Nova, às 21h. Neste show, Claudia interpreta grandes clássicos da Bossa Nova e antigos sucessos.

Ingressos: R$ 8 (inteira), R$ 4 (usuário matriculado, estudante e idoso) e R$ 2 (trabalhador no comércio e serviços matriculado).




Domingo, Julho 06, 2008

Shows de Adryana BB no Centro do Rio





Carlos Navas em Canções de Faz de Conta



Músicas de Chico Buarque e Vinícius de Moraes para crianças

O show será no Sesc Thermas, em Presidente Prudente, no dia 11 de julho (sexta-feira), às 19h30min. A entrada é franca.


Sexta-feira, Julho 04, 2008

O álbum de estréia de Cecília Leite

A cantora maranhense Cecília Leite iniciou sua carreira artística em 99, apresentando-se em palcos de São Luís. Em 2004, de forma independente, lançou Cecília Leite, seu primeiro Cd, que lhe rendeu o prêmio de cantora do ano, concebido pela Rádio Universidade FM. O repertório é eclético, de bom gosto e reuniu as composições Já me basta e Aço (Bruno Batista), Dis-mois comment - Eu te amo (Tom Jobim e Chico Buarque), I love you, you love me! (Durval Ferreira), A mais bonita (Chico Buarque), Na cabecinha da Dora (Antônio Vieira e Pedro Giusti), Soy loco por tí, América (Gilberto Gil e Capinan), Assum preto (José Miguel Wisnik), O samba e o tango (Amado Régis), So many stars (Sérgio Mendes, Alan e Marilyn Bergman) Dindi (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira / Ray Gilbert), Daquele amor nem me fale (João Donato e Martinho da Vila), Foqueira (César Nascimento) e Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque). O Cd contou com a participação especial de Chico Buarque (Dis-mois comment). Leandro Braga, Alberto Farah, João Lyra, Lui Coimbra são alguns dos músicos que participaram desse trabalho.



Piano, Voz & Jobim no Armazém Digital

O cantor Augusto Martins, acompanhado pelo pianista Célio Vulcão, interpretará sucessos e canções menos conhecidas do compositor Tom Jobim no Armazém Digital, no Rio de Janeiro, no próximo sábado. Boa pedida para amanhã.

Armazém Digital do Shopping Rio Design
Av. Ataulfo de Paiva, 270 - Subsolo - Leblon
Data: 05/07/2008 (sábado)
Horário: 21h
Couvert: R$ 20,00 (desconto de 10% para assinantes de O GLOBO)
Pagamento do ingresso: espécie ou cartão de crédito.


Quinta-feira, Junho 26, 2008

Show do grupo vocal Nós Quatro





Jay Vaquer no Teatro Rival Br



Terça-feira, Junho 24, 2008

O encontro musical de Marianna Leporace e Celso Viáfora

O show que acontece no dia 25 de junho de 2008, na Sala Municipal Baden Powell, no Rio de Janeiro, marca o início do encontro musical da cantora carioca Marianna Leporace com o compositor paulistano Celso Viáfora. No espetáculo O amor que não termina (nome de umas das canções de Celso Viáfora), eles cantam o amor de diversas formas e estilos. As composições são de autoria de Celso e de parceiros, como Ivan Lins (Atlântida), Vicente Barreto (Antes do amor) e o argentino Beto Caletti (Deslumbramento e Desesquecidos). O show contará com a participação especial do violonista Fernando Caneca.


Domingo, Junho 22, 2008

Marianna Leporace e Celso Viáfora na Sala Baden Powell




Quinta-feira, Junho 05, 2008




Terça-feira, Junho 03, 2008

Show do grupo vocal Folia de Três

O grupo vocal Folia de Três, formado pelas cantoras Marianna Leporace, Eliane Tassis e Cacala Carvalho, lançou em 2005, pela Mills Records, Pessoa Rara, Cd dedicado ao compositor Ivan Lins. O álbum contou com a participação especial de Ivan na faixa Choro das águas.

O Folia de Três se apresenta sexta-feira (06 de junho), às 18h30min, e sábado (07 de junho), às 17h, no Centro Municipal de Referência da Música Carioca (Rua Conde de Bonfim, 824 - Tijuca / Esquina com Rua Garibaldi). O show Pessoa Rara abre o mês de homenagens ao compositor Ivan Lins que o CMRMC está promovendo.

Ingressos:
Inteira: 20 reais
Meia: 10 reais
Grupos: 8 reais (ingresso antecipado para grupos com mais de 10 pessoas).

Informações: Tel 3238-3880


Sábado, Agosto 25, 2007

A família Caymmi - Nana Caymmi

Nana Caymmi é uma das intérpretes mais expressivas da Música popular Brasileira. Iniciou sua carreira artística em 60, participando do disco Eu não tenho onde morar, de Dorival Caymmi, cantando Acalanto, composta por ele.

Em O mar e o tempo, de 2002, lançado pela Som Livre/Universal, Nana dedicou esse Cd a Dorival Caymmi, reunindo algumas das composições de seu pai, como Festa da rua, Desde ontem, Saudade de Itapoã, Morena do mar, Peguei um Ita no norte, O bem do mar, Adeus, Sargaço mar, Santa Clara Clareou, Cantiga, Saudade da Bahia; Não tem solução (com Carlos Guinle), Você não sabe amar (com Carlos Guinle e Hugo Lima) e E eu sem Maria (com Alcyr Pires Vermelho).

Os arranjos foram feitos por Cristóvão Bastos e Dori Caymmi, e esse álbum contou ainda com as participações de Danilo Caymmi, Jorge Helder, Ricardo Silveira, Marcio Malard, Ricardo Amado, Pedro Amorim, João Lyra, Carlos Bala, entre outros.

(Texto publicado originalmente em 18/4/2005).



A família Caymmi - Dori Caymmi em dois momentos

O cantor e compositor Dori Caymmi iniciou sua carreira artística em 59 e, durante esses anos, atuou como instrumentista, arranjador, produtor e diretor musical, participou de festivais e de álbuns de outros artistas, como os Songbooks Chico Buarque (Januária), Marcos Valle (Eu), Djavan (Faltando um pedaço), Tom Jobim (Eu sei que vou te amar), Edu Lobo (Pra dizer adeus), Ary Barroso (Inquietação) e Dorival Caymmi (Sargaço mar).

Nana Caymmi, Elis Regina, Marianna Leporace, Marcio Lott, Boca Livre, Mônica Salmaso, Renato Braz e MPB-4 são alguns nomes da nossa MPB que interpretaram as suas composições.

Em 80, pela Emi-Odeon, lançou Dori Caymmi, belíssimo álbum, que incluiu algumas de suas composições, como Porto e Alegre menina; Guararapes, Estrela da terra, Desenredo, A porta, Desafio e Tati, a garota (com Paulo César Pinheiro); Saveiros e Festa (com Nelson Motta). Renato Costa foi responsável pela direção de produção; e Paulo César Pinheiro, pela produção executiva desse trabalho. Os arranjos foram de Dori Caymmi, e o álbum contou com as presenças Danilo Caymmi, Gilson Peranzzetta, Joãozinho Gomes, Toninho Horta, entre outros.

Dori Caymmi, de 82, lançado também pela Emi, reuniu a sua composição O homem entre o mar e a terra e as parcerias com Paulo César Pinheiro Serra Branca, Velho piano, Flor das estrelas, Nosso homem em Três Pontas, Desafio, Ilusão, Negro mar e Evangelho. O repertório desse disco incluiu ainda a canção Você já foi à Bahia?, de Dorival Caymmi. Renato Costa ficou encarregado pela direção de produção, e esse trabalho teve as presenças de Gilson Peranzzetta, Danilo Caymmi, Roberto Silva, Luiz Eça, Toninho Horta, dentre outros. Esses dois discos foram relançados pela Emi em Cd, pela Série 2 em 1.

(Texto publicado originalmente em 17/4/2005)



A família Caymmi - Dorival Caymmi

Nascido na Bahia, o cantor e compositor Dorival Caymmi iniciou sua carreira artística na década de 30 e, em 1938, teve a sua canção O que é que a baiana tem, incluída no filme Banana da Terra, estrelado por Carmen Miranda. Suas canções celebram o mar, a Bahia e suas belezas, o amor e a mulher.

Ao longo de sua carreira, Dorival compôs clássicos da nossa Música Popular Brasileira, como Quem vem pra beira do mar, O bem do mar, Rainha do mar, É doce morrer no mar, O mar, Temporal, Promessa de pescador, Saudade de Itapoá, Só louco, Maracangalha, Saudade da Bahia, Vatapá, Lá vem a baiana, Marina, João Valentão, O vento, Dora, Acalanto, Rosa Morena, Samba da minha terra, Santa Clara clareou, Itapoã, Oração de Mãe Menininha, Peguei um Ita no norte, entre outros.

Muitos artistas da nossa música gravaram suas composições, dentre eles, os seus filhos Nana, Dori e Danilo Caymmi, Sylvia Telles, Gal Costa, Elis Regina, Tom Jobim, Chico Buarque, Edu Lobo, Zizi Possi, MPB-4, Quarteto em Cy, Jane Duboc, Mônica Salmaso, Claudio Nucci, Rosa Passos, Jussara Silveira, Jaime Alem e Nair Cândia, Leila Pinheiro, Paula Morelenbaum, Selma Reis, Vânia Bastos, Verônica Sabino, Claudya, Tom da Terra, Garganta Profunda, Joyce, Fatima Guedes, Ney Matogrosso e Jards Macalé.

(Texto publicado originalmente em 15/4/2005).



Capitão de mim: novo de Cd de Fhernanda

Capitão de mim, lançado em 2004, é o mais novo Cd da cantora e compositora Fhernanda. O álbum prima pelo bom gosto e passeia por estilos variados, reunindo composições de Fhernanda, como Ausência de você, No happy, só end, Pra te dizer adeus, Em resumo; Eterna idade (com José Luiz Cardoso); Não tem talvez, Espera só, Que assim seja, Pura magia, Vai saber e Capitão de mim (com Luly Linhares).

A produção geral ficou a cargo de Fhernanda, Pedro Braga cuidou da produção musical, e juntamente com Ricardo Castellanos assinaram os arranjos desse trabalho. O Cd contou ainda com as presenças de Zé Leal (percussão), Ezio Filho (baixo), Luiz Manoel (harmônica), João Carlos Coutinho (pianos), Waltenir Estevão (bateria), dentre outros.

O show de lançamento desse álbum foi no Bar do Tom, em dezembro de 2004 e, além das canções do Cd Capitão de mim, Fhernanda incluiu Coração ascensorista, composta por ela, e as suas parcerias Definitivamente, Procura-se e Gosto de hortelã (com Isolda) e Marajó (com Sarah Benchimol). Fizeram parte ainda do show as canções Maresia (Paulo Machado e Antônio Cícero), Embarcação (Chico Buarque e Francis Hime), Foi Deus (S. Manuel e A. F. Janes) e Vou deixar (Samuel Rosa e Chico Amaral). A direção geral desse espetáculo ficou a cargo de Sarah Benchimol, e Pedro Braga ficou responsável pela direção musical.

(texto publicado originalmente em 13/4/2005)



Irinéa Maria: suas composições, parcerias e trajetória

A carioca Irinéa Maria começou a compor muito cedo, aos 13 anos de idade. Sua primeira canção, chamada Não culpo ninguém, foi gravada por seu irmão, o cantor Sílvio Ribeiro. Ao longo de sua carreira, assinou a direção musical de shows, atuou como violonista e arranjadora e participou de diversos festivais pelo Brasil.

Em 68, participou do Festival Estudantil da Rede Globo, que teve, no júri, nomes como Milton Nascimento, Dori Caymmi, Luiz Bonfá e Mascos Valle. Sua canção Praia só, interpretada por Geise Monteiro, obteve o primeiro lugar.

Em 69, no Festival Universitário da TV Tupi, a cantora Claudette Soares defendeu Vida breve, parceria de Irinéa com Neville Jordan.

Em 71, no Festival Universitário, a cantora Joyce interpretou Mito-Milton, de Irinéa e Geise Monteiro, dedicada ao cantor e compositor Milton Nascimento. George André ganhou o prêmio de melhor arranjador com essa canção.

No Festival Universitário de 72, o cantor Luiz Antônio foi considerado o melhor intérprete ao defender o blue Momento, outra parceria Irinéa com Geise Monteiro.

Na década de 80, participou de cerca de 50 festivais, dentre eles, o de Muriaé, em que a cantora Fabíola defendeu Asa delta, composta por Irinéa e Sueli Corrêa, que ganhou o prêmio de melhor canção.

Nos Festivais de Ouro Preto, a cantora Clarisse Grova interpretou as parcerias de Irinéa Cinco vidas (com Raul Miranda), obtendo o prêmio de melhor intérprete, e Ouro Preto (com Paulo César Feital). Zélia Duncan defendeu Ritmo intenso, de Irinéa e Raul Miranda.

No Festival de Juiz de Fora, Clarisse apresentou a canção Olhos de neblina (Irinéa e Sueli Corrêa), que teve o arranjo assinado por Aécio Flávio.

Luanda Ribeiro defendeu, no Festival de Belo Horizonte, Nordeste do meu peito, parceria de sua mãe Irinéa com Sueli Corrêa.

Zélia Duncan interpretou Qualquer verão (Irinéa e Sueli Corrêa), no Festival de Areal.

No Festival da mulher nas Artes, em 82, Irinéa e Clarisse Grova fizeram dueto em Meias partes, a meu ver, umas das mais belas parcerias de Irinéa com Sueli Corrêa.

Irinéa é uma compositora sensível, criativa e extremamente musical. Sua grande parceira tem sido a letrista Sueli Corrêa, com a qual vem compondo belíssimas canções, que comprovam a grande cumplicidade e sintonia musicais entre elas. Compuseram Languidez, Brilho, Cora coração, Terra e mar, Doce mistério de amar, Meu par, Em ritmo de festa, dentre outras.

Irinéa teve ainda como parceiros Nei Leandro de Castro (Ave perfeita/ canção dedicada a Elis Regina), Raul Miranda (Facho de luz, Duplo sentido, Esse homem e Pano de boca/ canção dedicada a Clarisse Grova), Paulo César Feital (Negritude, Angorá e Resgate), Carlota Marques (Quintais), Clarisse Grova (Obra-prima), Fhernanda (Olhos de Águia), Eliane Stoducto (Vozes, Tenta, Peito tropical e Amaro amor ), Forte demais (Vytória Rudan), Outono (com Jota maranhão), dentre outros.

Clarisse Grova, Jane Duboc, Nina Joh, Andréa França, Vytória Rudan, Fhernanda, Zezé Motta, Olivia Hime, Rosa Marya e Maria Creuza são alguns nomes da nossa Música Popular Brasileira que interpretaram suas composições.

(Texto publicado originalmente em 11/4/2005)



Tributo a Tom Jobim: novo Cd de Claudia Telles

Tributo a Tom Jobim, lançado pela Cid, em 2004, é o Cd mais recente da cantora e compositora Claudia Telles. Intérprete experiente e versátil, Claudia passeou por alguns dos clássicos jobinianos, fazendo-lhe uma belíssima homenagem.

O repertório é de extremo bom gosto e reuniu composições de Tom Jobim e parceiros, como Fotografia, Ana Luiza, Outra vez, Triste; Desafiando, Meditação e Samba de uma nota só (com Newton Mendonça); O grande amor, Briga nunca mais, Caminho de pedra, Lamento no morro e O nosso amor (com Vinícius de Moraes) e Estrada do sol (com Dolores Duran).

Os arranjos foram assinados por Alberto Chimelli, Roberto Menescal, Ugo Motta, Victor Biglione, Alceu Maia e Alexandre De La Peña, e esse projeto teve ainda as presenças de Marcelo Lessa (guitarra e violão), Wilson das Neves (bateria), Don Chacal (percussão), João Bani (percussão), dentre outros.

(Texto publicado originalmente em 2/4/2005)



Gerli e Haroldo Goldfarb homenageiam Paulinho Tapajós

A cantora e compositora Gerli Goldfarb, dona de uma belíssima voz, integrou com seus irmãos o conjunto Araújo, lançou um compacto simples em 79, contendo as suas composições É só querer e A chuva e eu, gravou jingles publicitários e atuou em shows e álbuns de outros nomes da nossa música.

Músico experiente e refinado, Haroldo Goldfarb iniciou sua carreira em 81 e, durante esses anos, trabalhou como pianista e tecladista, acompanhando nomes, como Paulinho Tapajós, Alaíde Costa, Leny Andrade, dentre outros, e atuou ainda como arranjador e produtor musical.

Em 2003, pela Dabliú Discos, a dupla lançou o Cd O lirismo de Paulinho Tapajós, uma belíssima homenagem a esse compositor da Música Popular Brasileira que, durante todos esses anos, vem nos brindando com sua poesia sensível, madura e atemporal, que nos fala, dentre outras coisas, sobre o amor. Esse projeto reuniu algumas das parcerias de Paulinho, como Escrava (com Bororó Felipe), Sapato velho e Coração vadio (com Claudio Nucci), Tempos dos quintais (com Sivuca), Coisas do coração (com Mu Carvalho), Irmãos coragem (com Nonato Buzar), Cantiga por Luciana (com Edmundo Souto), Braço de violão (Raul Ellwanger), Reencontro (com Danilo Caymmi e Edmundo Souto) e Sol e chuva (com Cartola). Esse álbum foi lançado no Japão, acrescido das faixas A árvore (Claudio Nucci e Paulinho Tapajós) e Andança (Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho).



Paulinho Tapajós fez participação especial na faixa Coisas do coração. A direção musical e os arranjos ficaram a cargo de Haroldo Goldfarb, e o Cd ainda contou com as presenças de Julio Brau (viola caipira), Anderson Rocha (baixo elétrico), Dino da Costa (percussão e efeitos), dentre outros.

(Texto publicado originalmente em 30/3/2005)





O universo poético e musical de Celso Viáfora

Nascido em São Paulo, o cantor e compositor Celso Viáfora iniciou sua carreira artística no final da década de 70, participando de festivais e compondo para o teatro. Seu primeiro álbum solo, Celso Viáfora, de 92, foi produzido pela Outros Brasis e, em 96, foi relançado em Cd, pela Dabliú Discos. Esse trabalho reuniu as suas composições Altares, Não vou sair, Algodão doce, Mariana, Mil maravilhas, Algo assim de lua, Arte, Olhando Belém, Fatalidade, Fica, vá e Fruta menina, sua parceira com Vicente Barreto.

Celso vem se firmando cada vez mais, como um dos grandes representantes da nossa Música Popular Brasileira, ocupando o lugar que lhe é de direito. Sua poesia madura capta a essência dos sentimentos humanos, da vida, e sua música nos faz bem a alma. Ele é, sem dúvida, um compositor fabuloso.

Sua canção Uma lágrima, uma das minhas prediletas, foi incluída em seu Cd Paixão Candeeira, lançado em 96, pela Dabliú.

Uma lágrima
(Celso Viáfora)

Porque uma lágrima é o coração
Multiplicado que se espalha
Pulsando em cada migalha
De sentimento na ponta de um iceberg
Em movimento rasgando
A Terra do Fogo, alma adentro
Um diamante lapidado pela navalha da emoção
Planeta azul dependurado
Yuri Gagarin na imensidão
Porque uma lágrima é um disparo
Bala dumdum pro coração avaro
O camarim devassando o cenário
O coisa-ruim mostrando desamparo
Cristal de luz, sangue de São Genaro
E, quando chora, o homem fica claro
Pois toda lágrima, sendo emoção
É a razão que se embaralha
O lado punk do canalha
Quando se deita depois do crime da mala
Liga a vitrola e, ouvindo Maria Callas,
Cala e chora
É São Francisco de sandália
Sendo os cabelos de Sansão
Punhal desfeito na limalha
Maria Bonita em Lampião
Porque uma lágrima é um disparo
Balada dumdum pro coração avaro
O camarim devassando o cenário
O coisa-ruim mostrando desamparo
Cristal de luz, sangue de São Genaro
E, quando chora, o homem fica claro
Pois toda lágrima, sendo emoção
É o coração que sangra a alma


(Texto publicado originalmente em 25/3/2005)


Segunda-feira, Julho 23, 2007

O virtuosismo de Willians Pereira

Tenho ouvido e apreciado, cada vez mais, música instrumental e isso se deve ao virtuosismo, ao talento de um grande violonista e compositor carioca, chamado Willians Pereira. Em suas veias, indubitavelmente, corre música de qualidade.

Willians integrou o trio Taluá, juntamente com P. C. Castilho (flautas) e Fábio Luna (percussão), com os quais gravou um Cd homônimo em 2001, distribuído pelo selo Delira Música. Esse álbum incluiu as composições (Willians Pereira), Lago Puelo e Caraça (Ian Guest), Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes), Lôro e Infância (Egberto Gismonti), Divina Luz e Alma Brasileira (Yuri Popoff), Disparada (Theo de Barros e Geraldo Vandré), Lydian Dreams (Victor Assis Brasil) e Os Trapalhões (José Meneses). Os arranjos foram assinados por Willians Pereira, P. C. Castilho, Ian Guest e José Meneses, e o Cd contou ainda com as presenças de Yuri Popoff (baixo), Carlos Rabha (baixo), dentre outros.

No mesmo ano, pela Delira Música, lançou seu Cd solo, intitulado Dom Quixote, em que homenageou essa personagem de Miguel de Cervantes, imortalizada na Literatuta Universal. No repertório, Black Bird (John Lennon e Paul MacCartney), Dia de festa / Rocinante (Adriano Souza e Willians Pereira), Sobre Moinhos e Ventos e Dulcinéia de Toboso (Willians Pereira), Dom Quixote (Egberto Gismonti e Geraldo Carneiro), Ladeiras de Ouro Preto / Canto de Sancho (Ian Guest e Willians Pereira) e Firts Circle (Pat Metheny e Lyle Mays). Em comemoração aos quatrocentos anos dessa personagem de Cervantes, o Cd foi relançado em 2004, acrescido da faixa Dom Quixote (Cesar Camargo Mariano).

Willians Pereira e a cantora Marianna Leporace lançaram recentemente o Cd A canção, a voz e o violão, em que todas as composições giram em torno desse tema, sendo esse projeto fruto da pesquisa de ambos. A escolha do repertório é de extremo bom gosto, e é visível a completa sintonia da voz privilegiadíssima de Marianna, com o violão majestoso de Willians. Esse trabalho reuniu as composições Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant), Amanheceu, peguei a viola (Renato Teixeira), Cordas de aço (Cartola), Certas canções (Tunai e Milton Nascimento), A voz do dono e o dono da voz (Chico Buarque), Violão (Sueli Costa e Paulo César Pinheiro), Guia de cego (Guinga e Mauro Aguiar), O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), Quem tem a viola (Zé Renato, Claudio Nucci, Juca Filho e Xico Chaves), Uma canção inédita (Chico Buarque e Edu Lobo), Violeiros (Djavan), Voz de mulher (Sueli Costa e Abel Silva) e Viola violar (Milton Nascimento e Márcio Borges). Todos os arranjos foram assinados por Willians.

(Texto publicado originalmente em 23/3/2005)



Olivia Hime: um pouco de sua carreira e o Cd Alta Madrugada

A cantora e compositora carioca Olivia Hime, no início de sua carreira artística, integrou um grupo vocal juntamente com Miúcha e Telma Tavares.

Olivia participou de alguns álbuns de seu marido, o cantor e compositor Francis Hime, tais como Passaredo (Meu homem, Carta e Meu melhor amigo), Se porém fosse portanto (Saudade de amar), Essas parcerias (Qualquer amor) e Álbum musical (Embarcação), álem de marcar presença nos Songbooks Chico Buarque (Amando sobre os jornais), Tom Jobim (O grande amor) e Dorival Caymmi (Balada dos reis das sereias)

Seu primeiro disco solo, lançado em 81, pela RGE, foi produzido por Dori Caymmi. Nesse trabalho, reuniu algumas de suas parcerias com Francis Hime, como A tarde, Parintintin, Estrela do mar, Lua de cetim e Três Marias, como também as canções 1789 e Maria Clara (Claudio Cartier e Paulo César Feital), Profunda solidão (Novelli e Cacaso), Dia de festa (Nelson Angelo e Cacaso), Tarde (Márcio Borges e Milton Nascimento), Céu de estio (Paulo Jobim, Danilo Caymmi e Ronaldo Bastos) e Filha mulher (Beto Fogaça e Kleiton Ramil).

O Cd Alta Madrugada, de 97, foi distribuído pela Eldorado e é, a meu ver, um de seus mais belos álbuns. O repertório, escolhido por Olivia, é de extremo bom gosto, e incluiu Uma canção perdida e Alta madrugada, compostas por ela e Francis Hime, e ainda as canções Morro Dois Irmãos e Mar e lua (Chico Buarque), Minha desventura (Carlos Lyra e Vinícius de Moraes), Tristeza e solidão (Baden Powell e Vinícius), Estrada branca e Sem você (Tom Jobim e Vinícius), Passaredo (Francis Hime e Chico Buarque), A rota do indivíduo – ferrugem (Orlando Moraes e Djavan), Voz (Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro), História antiga – Brazilian serenade (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), O sim pelo não (Francis Hime e Edu Lobo) e Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinícius). Djavan participou da faixa Tristeza e solidão; e Milton Nascimento, da canção Voz. Os arranjos foram assinados por Francis Hime, e o Cd contou com as presenças de Adriano Giffoni, Maurício Carrilho, Paulo Sérgio Santos, Andréa Ernest Dias, dentre outros.

(Texto publicado originalmente m 18/3/2005)



Áurea Martins: sua trajetória e seu primeiro Cd

Nascida no Rio de Janeiro, a cantora Áurea Martins iniciou sua carreira artística na década de 60. Ao longo desses anos, Áurea tem se apresentado em casas noturnas, participou de festivais e dos Songbooks Tom Jobim (Se é por falta de adeus) e Chico Buarque (Atrás da porta), além de outros Cds, como Ivor Lancellotti (Quando essa paixão me dominar), A lua e o Conhaque, de Délcio Carvalho (Melancolia), entre outros. No Cd Bordões, lançado em 90, em comemoração aos 50 anos de João de Aquino, Áurea cantou Barranco, composta por ele e Nei Lopes.

Em 2003, lançou Áurea Martins, seu primeiro Cd, brindando-nos com toda a sua experiência e versatilidade como intérprete. No repertório, Cidade vazia (Baden Powell e Lula Freire), Céu e mar (Johnny Alf), Tarde (Milton Nascimento e Márcio Borges), Morro velho (Milton Nascimento), Peito vazio (Cartola e Elton Medeiros), Guacyra (Hekel Tavares e Joracy Camargo), João Valentão (Dorival Caymmi), Homenagem ao mestre Cartola (Nelson Sargento), Liberdade (Dona Yvonne Lara e Délcio Carvalho), Viagem (João de Aquino e Paulo César Pinheiro) e A voz rouca da crooner (Ivor Lancellotti e Márcio Proença).

Nelson Sargento fez participação especial na canção Homenagem ao mestre Cartola, os arranjos foram feitos por João de Aquino, e o álbum contou ainda com as presenças de João Carlos Coutinho (piano e teclado), Neguinho (bateria), Zero (percussão), Flávio Pereira (baixo), Paulinho Trompete (metais), dentre outros.

(Texto publicado originalmente me 9/3/2005)








Das coisas simples da vida: novo Cd de Vital Lima

O paraense Vital Lima, movido pelo prazer de compor e de cantar, lançou Das coisas simples da vida, seu mais novo Cd, que está sendo distribuído pela Outros Brasis. O repertório desse álbum prima pelo bom gosto e percorre estilos, como carimbó, fado, samba-choro e bossa. Os arranjos são refinados, e Vital canaliza toda a sua emoção em belíssimas interpretações.

Vital compôs Marudá, Coraçãozinho, Um outro que não sou eu, Canto de carimbó (com Nilson Chave e Manoel Cordeiro), Das coisas simples da vida (com Nádia Mariano), Castaninha do Pará (com Jamil Damous), Lótus (com Renato Torres), Porcelana (com Lucio Mouzinho), Os sete lados (com Hermínio Bello de Carvalho), Tocar (com Mapyu) e Sobreviventes (com Ronald Junqueiro). O repertório incluiu ainda Tiã Tiã Tiã (Joãozinho Gomes e Walter Freitas) e You and me (Marco André).

Nilson Chaves fez participação especial na faixa Canto de carimbó. A produção musical ficou a cargo de Marco André, e o Cd contou também com as presenças de Edgar Matos (piano Rodhes), Márcio Jardim (percussão), Edvaldo Cavalcante (bateria), Adelbert Carneiro (baixolão), Luiz Pardal (bandolim), dentre outros.

(texto publicado originalmente em 4/3/2005)



Tambor e flor: segundo álbum de Consuelo de Paula

Nascida em Minas Gerais, a cantora e compositora Consuelo de Paula reside em São Paulo, há anos, mas nunca se esqueceu de suas raízes. Seu objeto de pesquisa tem sido o folclore mineiro, tendo como tema a Congada e a Folia de Reis. Samba, seresta e baião, de 98, foi o seu primeiro álbum solo, relançado pela Dabliú Discos em 2000.

Em 2002, de forma independente, lançou Tambor e flor, seu segundo Cd, reunindo as suas composições Rainha - Tema da cachoeira, Dança do milharal e Samba, seresta e baião (com Cássia Maria), Pedaço de Deus (com Kleber Quintão) e Maria Del Carmem (com Elson Fernandes). As adaptações de Moro na roça e Cacuriás foram feitas por Consuelo de Paula, e o repertório incluiu ainda Rouxinol - Tema de Teutônio (Waldemar Henrique e João de Jesus Paes Loureiro), Deusa da lua (domínio público), De flor em flor (Mario Gil) e Cinco estrelas (domínio público). Esse trabalho foi produzido por Consuelo, e o violonista Mario Gil assinou os arranjos e a direção musical.

(Texto publicado originalmente em 26/2/2005)



Iaiá: álbum mais recente de Mônica Salmaso

Nascida em São Paulo, Mônica Salmaso vem se firmando no cenário musical como uma das cantoras mais representativas da nova geração.

Em Iaiá, lançado em 2004, pela Biscoito Fino, Mônica passeia por composições de diferentes vertentes, brindando-nos com os seus graves inconfundíveis. No repertório, Moro na roça (adaptação de Xangô da Mangueira e Zagaia), Cabrochinha (Mauricio Carrilho e Paulo César Pinheiro), Estrela de Oxum (Rodolfo Stroeter e Joyce), Menina, amanhã de manhã (Tom Zé e Perna), Vingança (Francisco Mattoso e José Maria de Abreu), Por toda a minha vida (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), Assum branco (José Miguel Wisnik), Cidade Lagoa (Sebastião Fonseca e Cícero Nunes), Doce na feira (Jair do Cavaquinho e Altair Costa), Sinhazinha-Despertar (Chico Buarque), Onde ir (Vanessa da Mata), É doce morrer no mar (Dorival Caymmi), Na aldeia (Silvio Caldas, De Chocolat e Carusinho).

Esse trabalho foi produzido por Rodolfo Stroeter, contou com a participação especial de Teresa Cristina na faixa Na aldeia, e teve as presenças dos músicos Mauricio Carrilho, Robertinho Silva, Paulo Bellinati, Toninho Ferragutti, André Mermari, Teco Cardoso, dentre outros.

(Texto publicado originalmente em 21/2/2005)



Minha missão: parceria de João Nogueira e Paulo César Pinheiro


Minha missão
(Música: João Nogueira / Letra: Paulo César Pinheiro))

Quando eu canto
É para aliviar meu pranto
E o pranto de quem já tanto sofreu
Quando eu canto
Estou sentindo a luz de um santo
Estou me ajoelhando aos pés de Deus

Canto para anunciar o dia
Canto para amenizar a noite
Canto pra denunciar o açoite
Canto também contra a tirania

Canto porque numa melodia
Acendo no coração do povo
A esperança de um mundo novo
E a luta para se viver em paz

Do poder da criação
Sou continuação e quero agradecer
Foi ouvida a minha súplica
Mensageira sou da música

O meu canto é uma missão
Tem força de oração
E eu cumpro o meu dever
Aos que vivem a chorar
Eu vivo pra cantar
E canto pra viver

Quando eu canto a morte me percorre
E eu solto um canto da garganta
Que a cigarra quando canta, morre
E a madeira quando morre, canta



(Texto publicado originalmente em 19/2/2005)



Aviso prévio: canção de Clarisse Grova


Aviso prévio
(Clarisse Grova)

Eu tava sozinha
Você me chamou
Eu tava na minha
Você começou.
Não grita comigo
Não gosto de escândalo
Essa ladainha já me infernizou.
Eu tava quietinha
Aqui, no meu canto
Só perdi a linha
Porque você provocou.
Eu não tô nem aí
Se me exponho aos vizinhos
Se quer pode ir embora
Vai agora
Eu nem ligo
Vai, mas vai sabendo
Que não tem mais volta
Eu vou fechar a porta,
Mesmo que doendo.
Não tem arrependimento
Não tem mais lugar
Não tem cabimento
Tanto desrespeito
Tanto sofrimento
Eu não vou mais aturar
E pra mim pouco importa
Se vou jogar fora,
Tanto investimento.



(Texto publicado originalmente em 18/2/2005)



Clarisse Grova e Leandro Braga no Espaço Urca



O palco do Espaço Urca foi ponto de encontro de duas feras da MPB: Clarisse Grova, dona de uma voz poderosa e afinadíssima; e Leandro Braga, um dos pianistas mais virtuosos da nossa música.

Clarisse abre o show com Mil corações, parceria de Fernando Gama e Sergio Natureza, que gravou em seu primeiro LP, lançado em 85, pela EMI. O repertório reuniu ainda Reencontro (Moacyr Luz e Aldir Blanc), A linha e o linho (Gilberto Gil), Privação de sentidos (Tavito e Aldir Blanc), Diário de viagem (Tavito e Gilvandro Filho), Flor de ir embora (Fatima Guedes), Bambino (Ernesto Nazareth e José Miguel Wisnik), Dona de castelo (Jards Macalé e Waly Salomão), dentre outras. Como um dos pontos altos desse espetáculo, destaco sua interpretação vigorosa em Tango de Nancy, de Edu Lobo e Chico Buarque.

Clarisse homenageou a violonista e compositora Rosinha de Valença com a canção Clara paixão, de Rosinha, Nonato Buzar e Sarah Benchimol.

Como compositora, Clarisse mostrou todo o seu suingue em canções, como O tal trem e Aviso prévio. Ela encheu as nossas almas da mais pura emoção ao apresentar as suas canções Eu gosto e Revista, parcerias com Sarah Benchimol; e os sambas Cravo e ferradura, composto com Cristóvão Bastos e Aldir Blanc; e Sebo, com Sarah e Sandra Pêra.

Esse show foi produzido por Marcelo Rocha e contou com as presenças de Tavito, Márcio Lott, Vital Lima, Sarah Benchimol, Beth Lamas, Simone Guimarães, Sanny Alves e Clara Becker.

(texto publicado originalmente em 12/2/2005)



Passarinho: canção de Lourenço Baeta


Passarinho
(Lourenço Baeta)

Passarinho canta
E o que canta
É o que aprendeu por lá
Veio lá da mata
E o que fez foi só cantar

Veio revoando e soletrando
Uma canção que aprendeu
Pelo caminho
E os versos eram de arrepiar
Feito chuva que cai no mar
E até lá tchau
Deixa o vento levar
Voa, voa.



(Texto publicado originalmente em 6/2/2005)



Passaredo: parceria de Francis Hime e Chico Buarque


Passaredo
(Letra: Chico Buarque/ Música: Francis Hime)

Ei, pintassilgo
Oi, pintaroxo
Melro, uirapuru
Ai, chega-e-vira
Engole-vento
Saíra, inhambu
Foge asa-branca
Vai, patativa
Tordo, tuju, tuim
Xô, tié-sangue
Xô, tié-fogo
Xô, rouxinol sem fim
Some, coleiro
Anda, trigueiro
Te esconde colibri
Voa, macuco
Voa, viúva
Utiariti
Bico calado
Toma cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí

Ei, quero-quero
Oi, tico-tico
Anum, pardal, chapim
Xô, cotovia
Xô, pescador-martim
Some, rolinha
Anda, andorinha
Te esconde, bem-te-vi
Voa, bicudo
Voa, sanhaço
Vai, juriti
Bico calado
Muito cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí



(Texto publicado originalmente em 30/1/2005)



Tavito entre amigos

Fotos tiradas no dia do aniversário de Tavito (26 de janeiro), no Restaurante Panorama, no Leblon, Rio de Janeiro.



Fotos Samuel Andrade
Claudia Telles
Maurício Maestro
Luhli
Haroldo e Gerli Goldfarb
Clarisse Grova
A esposa Celina, Tavito e a filha Júlia


(Texto publicado originalmente em 29/1/2005)



As fronteiras do amor: parceria de Tavito e Zé Rodrix


As fronteiras do amor
(Letra: Zé Rodrix / Música: Tavito)

Fica então combinado (pro mundo seguir seu caminho)
que só tem importância o que foi pra valer no coração,
e o que tenha ocorrido por tédio
angústia ou assédio, não teve valor,
porque foi só um jeito-sem-jeito
de testar as fronteiras do amor

Fica então combinado que nada que se fez sozinho
foi assim mais real que uma pedra no lago da ilusão:
só desejo de ser desperdício,
um resto de vício nascido da dor
de sentir que era o único jeito
de testar as fronteiras do amor...

Porque o amor tem fronteiras, sim.
as que a gente entender que tem,
como um porto em que se chega
pra depois nunca mais voltar....

Porque o amor é um barco a dois
onde nunca se rema só
e se dorme em pleno mar
esperando o nascer do sol....

Fica então acertado que vale, a partir desse instante,
o que sempre valeu quando a vida era apenas mais real:
arrancadas as ervas amargas
o campo prepara,
sem medo ou rancor
a colheita da flor encantada
que ainda se chama amor.



(Texto publicado originalmente em 28/1/2005)



Tavito: suas composições e parcerias musicais

Ao longo de sua carreira, Tavito vem canalizando toda a sua emoção na feitura de lindas canções que, sem dúvida, marcaram várias gerações e estão eternizadas na nossa música.

Compôs Minas de encanto, Coração atento e teve como parceiros musicais Zé Rodrix (Casa no campo, Coisas pequenas e Receita de bolo), Ney Azambuja (Aquele beijo, Rua Ramalhete e Olá), Carlos Magno (Água e luz, Bem querer, Na trilha dos amores e Simpatia), Aldir Blanc (Pálida, Picadinho de macho, Profetas, Sensual e Privação de sentidos), dentre outros.

Em seu currículo, há novas canções, como As fronteiras do amor (com Zé Rodrix), Descanso (com Paulinho Tapajós), Lua do Capibaribe (com Gilvandro Filho), Igual ao mar (com Alexandre Lemos) e As meninas (com Élder Braga). As parcerias com Luhli (Na beira da canção), Gilvandro Filho (Diário de viagem) e Etel Frota (Ladainha) acabaram de sair do forno.

(Texto publicado originalmente em 27/1/2005)



O universo poético de Tavito

Tavito compôs a linda canção Minas de encanto em homenagem a seu estado natal.


Minas de encanto

Minas, a terra-mãe mais querida
Minas de um povo forte e capaz
Minas de amor, de luta e de história,
De garra e de glória
Encantos gerais

Minas do Rio Doce
Do Mucuri, do serrado
Do velho Chico santificado
Do sul de Minas
Que atrai e que avança
Do norte a esperança
E o calor dos metais
Riquezas gerais

Minas d'água, da cura na fonte
Minas das flores de Belo Horizonte
Escolho o futuro
Porque te amo, te amo demais
Ó Minas Gerais
Ó Minas Gerais.



(Texto publicado originalmente em 26/1/2005)



O álbum de estréia de Tavito

O cantor, violonista e compositor Tavito, em 80, lançou seu primeiro disco solo, que recebeu elogios de crítica e de público. O álbum incluiu a canção Rua ramalhete, composta por ele e Ney Azambuja que, em 2004, tornou-se hino oficial da cidade de Belo Horizonte.

O repertório reuniu ainda as composições Cowboy (Eduardo Souto e Paulo Sérgio Valle), Você me acende (Ian Whitcomb – versão de Erasmo Carlos), Longe do medo (Ivan Lins, Tavito e Ronaldo Monteiro), Cravo e canela (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), Naquele tempo (Mariozinho Rocha e Renato Corrêa), Começo, meio e fim (Tavito, Ney Azambuja e Paulo Sérgio Valle), A ilha (Sá e Guarabyra), Coração remoçado (Eduardo Souto e Ronaldo Monteiro) e Casa no campo (Tavito e Zé Rodrix). Os vocais desse trabalho foram feitos por Tavito, Marcio Lott, Jane Duboc, Zé Luiz, Regininha, Fabíola e Flavinho Paiva. Gilson Peranzzetta, Paulinho Braga, Márcio Montarroyos, Eduardo Souto e Alexandre Malheiros são alguns dos músicos que marcaram presença nesse disco.

(Texto publicado originalmente em 25/1/2005)



A vida e a arte de Tavito

Os posts do Arte Musical serão dedicados, esta semana, a um grande mestre da Música Popular Brasileira, o nosso mineirinho querido Tavito. Durante esses anos de carreira, participou de festivais, integrou a banda Som Imaginário, atuou como arranjador e produtor de discos e compôs muitos jingles famosos. Em suas veias, corre música de qualidade e muito talento.



Quem o conhece, tem o privilégio de conviver com um pessoa extremamente carismática e sensível, de um coração enorme, em que há espaço para todos.

(Texto publicado originalmente em 24/1/2005)





A arte musical de Aécio Flávio

Mineiro de Belo Horizonte, o instrumentista e compositor Aécio Flávio atuou como arranjador e diretor musical, participou de festivais e compôs para o teatro e cinema. Sua composição Amo, gravada por Chiquinho do Acordeom, rendeu-lhe o Prêmio Sharp em sua terceira edição, na categoria música instrumental. Aécio e Suely Corrêa compuseram a canção Na hora quente do amar, interpretada pela cantora Clarisse Grova, que fez parte da trilha do filme Corpo a corpo, de Iberê Cavalcante.

Durante esses anos de carreira, compôs com Eliane Stoducto (Fênix, Menino, Estranha lucidez, Dolores e Sereia), Paulinho Tapajós (Doce, doce), André Carvalho (Canção de perdoar), dentre outros.
Clarisse Grova, Jane Duboc, Leny Andrade, Zizi Possi e Emílio Santiago são alguns nomes da nossa MPB que gravaram suas composições.

(Texto publicado originalmente em 18/1/2005)



O quarto disco do grupo Boca Livre

O Boca Livre prima por vocais cuidadosos e afinadíssimos e o repertório do grupo sempre foi escolhido a dedo.

Em 83, pela Polygram, lançou o LP Boca Livre, que reuniu as composições Panis et circenses (Caetano Veloso e Gilberto Gil), Choveu (Chico Lessa e Marcio Borges), Doses fatais (Maurício Maestro), Titicaca (Gilberto Gil), Música das nuvens e do chão (Hermeto Paschoal), Ânima (Zé Renato e Milton Nascimento), Menina dos olhos ( Chico Lessa e Maurício Maestro), Lembrança Boa (Lourenço Baeta e Cacaso) e São Francisco (David Tygel). Claudio Guimarães fez a direção musical, Paulinho Pauleira assinou os arranjos vocais, e a produção musical ficou a cargo de João Mario Linhares.

(Texto publicado originalmente em 12/1/2005)




Francis Hime: suas composições e o álbum Clareando

O cantor e compositor carioca Francis Hime dedica-se profissionalmente à música desde a década de 60. Durante todos esses anos, tem dado contribuições significativas à MPB. Quem não conhece as canções Atrás da porta e Trocando em miúdos?

Teve como parceiros musicais Vinícius de Moraes (Anoiteceu e Meu coração), Chico Buarque (Amor barato, Maravilha, A noiva da cidade e Luíza), Olivia Hime (Alta madrugada, Luar, Meu melhor amigo e Canção transparente), Paulo César Pinheiro (A grande ausência, Anunciação e Luz da manhã), Cacaso (Cabelo pixaim, Corpo feliz e Patuscada), Milton Nascimento (Homem feito, O farol e Sonho de moço), Edu Lobo (O sim pelo não), Ruy Guerra (Carta e Minha), Toquinho (Doce vida e Palavras cruzadas), Nelson Ângelo (Luz), Fatima Guedes (Movimento da vida), Joyce (Cinema Brasil), dentre outros.

Suas composições foram gravadas por nomes da nossa música, como Elis Regina, Chico Buarque, Milton Nascimento, MPB-4, Joyce, Simone, Olivia Hime, Zé Renato, Leila Pinheiro, Zé Luiz Mazziotti, dentre outros.

Em 85, pela Som Livre, lançou o LP Clareando, que reuniu algumas de suas canções consagradas, como Clara, Por tudo que eu te amo e Pau-Brasil (com Geraldinho Carneiro), Trocando em miúdos, E se... , Atrás da porta, Vai passar, Pivete, Embarcação e Meu caro amigo (com Chico Buarque), Lua de cetim (com Olivia Hime) e Parceiros (com Milton Nascimento).

Esse belíssimo disco contou com as participações especiais de Maria Hime (Lua de cetim) e de Milton Nascimento e Chico Buarque (Parceiros). Toninho Horta, Léo Gandelman, Márcio Motarroyos, Nelson Ângelo, Novelli e Jacques Morelembaum são alguns dos músicos que marcaram presença nesse trabalho.

(Texto publicado originalmente em 5/1/2005)



Homenagem a Chico Buarque – Parte 1

Nascido no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda gravou em 65, pela RGE, seu primeiro álbum, um compacto simples, contendo as suas canções Pedro Pedreiro e Sonho de um carnaval. Ao longo de sua carreira, participou de festivais, escreveu peças, livros e compôs para o teatro e para filmes. Sua obra musical é marcada pelos mais variados estilos, sendo extremamente respeitada e admirada. Chico é, sem dúvida, um compositor brilhante, um mestre da nossa MPB.

Em 78, pela Polygram, lançou o disco Chico Buarque, que incluiu as suas composições Feijoada completa, O meu amor, Homenagem ao malandro, Até o fim, Pedaço de mim, Tanto mar, Apesar de você, Cálice (com Gilberto Gil), Trocando em miúdos e Pivete (com Francis Hime) e Pequeña serenata diurna (com Silvio Rodriguez). Milton Nascimento (Cálice), Marieta Severo e Elba Ramalho (O meu amor) e Zizi Possi (Pedaço de mim) participaram desse álbum, que teve os arranjos assinados por Francis Hime, Magro, Milton Nascimento e Gaya.



(Texto publicado originalmente em 3/1/2005)


Domingo, Julho 22, 2007

Lucinha Lins no Espaço Urca
Fotos Samuel Andrade


A cantora Lucinha Lins, acompanhada pelo músico Helvius Villela, brindou-nos com um belíssimo show no Espaço Urca, no Rio, em que interpretou algumas composições de seu Cd Canção brasileira, dedicado à obra da compositora Sueli Costa, tais como Vinte anos blue, Dentro de mim mora um anjo e Jura secreta. Ela cantou ainda Senhora liberdade (Nei Lopes), Você e eu e Eu sei que vou te amar (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), Tango de Nancy (Edu Lobo e Chico Buarque), Folhetim (Chico Buarque) e Nem eu, composta por Cláudio Lins. No show, interpretou também clássicos de Lupicínio Rodrigues, como Felicidade, Nervos de aço, Vingança, Nunca e Volta.

No dia 28 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil, Lucinha apresentou-se no Projeto Lupicínio Rodrigues, juntamente com Jorge Moreno, e esse show contou com as participações especiais da cantora Elza Soares e do músico Carlos Malta (sopros).

(Texto publicado originalmente em 30/12/2004)



A dupla Marianna Leporace e Willians Pereira

Nascida no Rio de Janeiro, a cantora Marianna Leporace gravou jingles, atuou em musicais infantis e integrou os grupos vocais Zinnziver, Maite-Tchu, Octopus e O Quinto. Em 2000, Marianna e a pianista Sheila Zagury lançaram o Cd São bonitas as canções, contendo canções que Chico e Edu compuseram para o teatro. Marianna e Alexandre Lemos gravaram o álbum Lucidez, que está disponível para download na Internet.

O violonista e compositor carioca Willians Pereira formou juntamente com P. C. Castilho (flautas e sax) e Fábio Luna (percussão) o trio Taluá, com o qual gravou, em 2001, um Cd homônimo. Nesse mesmo ano, lançou o Cd Dom Quixote, dedicado a essa personagem do escritor espanhol Miguel de Cervantes.

Fotos Samuel Andrade

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A belíssima voz de Marianna Leporace e o violão majestoso de Willians Pereira estão registrados no Cd A canção, a voz e o violão, que a dupla lançou recentemente. As composições giram em torno dos temas que dão nome a esse trabalho. Marianna emociona ao fazer interpretações singulares de Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant), Amanheceu, peguei a viola (Renato Teixeira), Cordas de aço (Cartola), Certas canções (Tunai e Milton Nascimento), A voz do dono e o dono da voz (Chico Buarque), Violão (Sueli Costa e Paulo César Pinheiro), Guia de cego (Guinga e Mauro Aguiar), O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), Quem tem a viola (Zé Renato, Claudio Nucci, Juca Filho e Xico Chaves), Uma canção inédita (Chico Buarque e Edu Lobo), Violeiros (Djavan), Voz de mulher (Sueli Costa e Abel Silva) e Viola violar (Milton Nascimento e Marcio Borges). Willians assinou os belíssimos arranjos desse álbum.

(Texto publicado originalmente em 20/12/2004)



Homenagem a Suely Corrêa


Meias partes
(Letra: Suely Corrêa / Música: Irinéa Maria)

Somos duas meias partes
De um mesmo inteiro
Quando juntas somos feras
Quando a sós cordeiros
Somos duas meias partes
De um mesmo inteiro
Se estamos separados,
Nos amamos tanto
Se unimos nossos corpos,
Vêm a dor e o pranto
Somos duas pedras frias
No leito do rio
Que se chocam, se agridem
Num mesmo desvio
Somos duas pedras frias
No leito do rio
Vão rolando com as águas
Na mesma direção
Lutam pela mesma causa
Contra a solidão.



(Texto publicado originalmente em 16/12/2004)